Resumo:
Neste artigo, analisa-se, por um lado, a emergência e o crescimento de espa-
ços de produção social em rede e, por outro, como esses espaços, potencialmente ricos
para compartilhamento e usufruto de bens e recursos, encontram-se continuamente
ameaçados por uma concepção privatista e proprietária de produção e circulação cul-
turais. Na senda da ética de colaboração dos hackers, da filosofia do software livre e de
código aberto, do acesso livre e das licenças abertas, apresentam-se perspectivas outras
de atividades contra-hegemônicas de produção e compartilhamento de conteúdos e
conhecimentos. Analisam-se as ações das corporações no interior das escolas, visando
a incorporar práticas centradas no não compartilhamento de informações. Por fim,
conclui-se o artigo com uma análise sobre as potencialidades desses processos para a
produção e circulação de cultura, bem como para a educação.