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Title: “Você (não) precisa aprender inglês se quer ser pesquisador(a)!”: o inglês como língua da comunicação cientifica na visão de estudantes pesquisadores(as) em ensino de ciências
Authors: Cardoso, Nadja Núbia Ferreira Leite
???metadata.dc.contributor.advisor???: Almeida, Rosiléia Oliveira de
???metadata.dc.contributor.advisor-co???: Martins, Teresa Helena Buscato
Almeida, Rosiléia Oliveira de
Keywords: Inglês como língua internacional;Comunicação em língua estrangeira;Internacionalização da Ciência;Políticas linguísticas;English as international language;Language policies;Internationalization of Science
Issue Date: 9-Jun-2020
Abstract: Este estudo baseou-se nas reflexões e embates que envolvem o(a) estudante pesquisador(a) de cursos de pós-graduação stricto sensu em ensino de ciências no que se refere ao conhecimento da língua inglesa como língua internacional da ciência e os desafios do universo da produção científica da sociedade globalizada. O objetivo foi identificar e analisar a problemática do uso de línguas adicionais, de forma particular o inglês, diante dos desafios da internacionalização da ciência e seus desdobramentos, como a relação estreita entre o uso reduzido de línguas adicionais na divulgação do conhecimento científico no Brasil e a necessidade de produtividade e de visibilidade da produção científica brasileira, em defesa de políticas linguísticas que não contribuam para a perpetuação de uma hegemonia monolíngue. Numa primeira instância, o construto teórico da pesquisa foi estabelecido em três pilares: 1) o inglês como língua internacional; 2) A necessidade de ruptura com o uso predominante do inglês na pesquisa e os desafios da produção científica nacional na internacionalização da ciência que vão de encontro à perpetuação de uma hegemonia monolíngue de alcance global e local; 3) As problemáticas referentes à produção e à circulação dos conhecimentos científicos na concepção dos participantes da pesquisa em relação com o referencial teórico. Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa de cunho qualitativo no qual buscou-se investigar as visões dos estudantes quanto a sua proficiência linguística em língua inglesa e as suas proposições concernentes às políticas linguísticas no sistema educacional, principalmente as suas reações frente à anglicização da ciência. A internacionalização, no contexto da pesquisa, não equivale nem a “americanização” nem à “anglicização” do mundo acadêmico, mas a um processo de bilateralidade da cooperação e da mobilidade e de iniciativas multilaterais dos sujeitos envolvidos. Para a geração de dados, foram aplicados questionários a estudantes de 7 dos 10 programas de pós-graduação stricto sensu em ensino de ciências de algumas universidades do Brasil com conceito CAPES igual ou superior a 5, obtendo-se a participação de 87 discentes. Também foram aplicados questionários abertos aos coordenadores dos programas envolvidos e foi realizado um grupo focal com estudantes com experiência de produção acadêmica em língua inglesa. Na triangulação dos dados ainda foi incluído um questionário com um dos fundadores do PPGEFHC, o programa de pós-graduação que teve maior número de participantes. Esse estudo traz contribuições importantes aos PPG em Ensino de Ciências na medida em que escuta os(as) estudantes acerca de sua condição de pesquisadores(as) em línguas adicionais, e apresenta algumas orientações concernentes às políticas linguísticas que podem ser implementadas ou adaptadas na educação superior e na PG. Os resultados e as constatações são de fundamental relevância para o avanço das discussões político-ideológicas inerentes às políticas linguísticas relacionadas ao processo de internacionalização da ciência na atualidade, mas, em especial, para aprofundar a reflexão sobre aspectos que encorajem a valorização de línguas não hegemônicas, decoloniais, nas quais a língua portuguesa e outras línguas se inserem poderosamente em função da qualidade de suas pesquisas e de seus/suas pesquisadores(as).
Abstract: This study is based on the reflections and clashes involving the stricto sensu graduate student researcher in science teaching regarding the knowledge of the English language as an international language of science and the challenges of the universe of scientific production in the globalized society. The objective is to identify and analyse the problem of the use of additional languages, particularly English, in the face of the challenges of internationalization of science and its consequences, such as, the close relationship between the little use of additional languages to disseminate national scientific knowledge and the need for productivity and visibility of the Brazilian scientific publication. In the present study, we defend language policies that do not contribute to the perpetuation of a monolingual hegemony. In the first instance, the theory of the research was established on three pillars: 1) English as an international language; 2) The need to break with the predominant use of English in research and the challenges of Brazilian scientific production in the internalization of science against the perpetuation of a monolingual hegemony of global and local reach; 3) The problems related to the production and circulation of scientific knowledge according to the participants in relation to the theoretical framework. This study is characterized as a qualitative research in which seeks to investigate students' reactions to their English language proficiency and their propositions concerning language policies in the educational system, especially their reactions to the anglicization of science. Internationalization, in the context of research, is neither the “Americanization” nor the “Anglicization” of the academic world, but a bilateral process of cooperation and mobility and multilateral initiatives of the subjects involved. For data generation, questionnaires were applied to students from 7 of the 10 stricto sensu graduate programs in science education with a CAPES concept equal to or greater than 5, and we had the participation of 87 students. We have also applied open and individual questionnaires to coordinators of the participant programs and some students with experience on academic writing in English took part in a focus group As part of the triangulation process, we included a questionnaire with one of the founders of PPGEFHC, the graduate program with the largest number of participants. This study brings important contributions to GP in Science Education since it looks into the status of graduate students as researchers in additional languages, and because it presents some guidelines regarding language policies that can be implemented or adapted in undergraduate and graduate programs. The results and findings are of fundamental relevance for the advancement of the political-ideological discussions related to the language policies of internationalization of science today. It is also valuable in particular, to deepen the reflection on aspects that encourage the appreciation of non-hegemonic languages to broadcast scientific knowledge and value their researchers.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/31964
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