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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43479
Tipo: Dissertação
Título: Ensino de biologia e autonomia intelectual
Título(s) alternativo(s): Biology teaching and intellectual autonomy
Enseñanza de la biología y la autonomía intelectual
Autor(es): Silva, Tiago Marques da
Primeiro Orientador: Silva Filho, Waldomiro José
metadata.dc.contributor.referee1: Santos, Frederik Moreira dos
metadata.dc.contributor.referee2: Rios, Maurício Cavalcante
metadata.dc.contributor.referee3: Silva Filho, Waldomiro José
Resumo: A dissertação defende que o objetivo central do ensino de Ciências — com foco na Biologia e tendo a Teoria da Evolução como eixo integrador — não é promover a “mudança de crenças”, mas fomentar um ambiente cognitivo voltado à autonomia intelectual dos estudantes. Essa perspectiva oferece uma base sólida para conceber o ensino de Ciências como um processo de reflexão crítica e responsabilidade epistêmica na construção do conhecimento. Para isso, propõe apresentar o estado atual e a história da pesquisa científica, distinguir cuidadosamente os domínios epistêmicos da ciência e da religião, e demonstrar por que o embate “Evolução × Criação”, diante da diversidade religiosa dos estudantes, configura um falso dilema. Ancorada na concepção de autonomia intelectual inspirada em Linda Zagzebski e numa epistemologia social externalista da autoridade epistêmica, a dissertação argumenta que ser autônomo exige confiar racionalmente em fontes confiáveis e cultivar virtudes intelectuais como humildade, honestidade e diligência. No contexto brasileiro e em diálogo com a BNCC, o trabalho examina obstáculos práticos — como a formação docente, a fragmentação curricular, as pressões ideológicas e o negacionismo —, critica iniciativas de equiparação entre criacionismo e ciência, e propõe como via pedagógica o uso de modelos científicos para favorecer a compreensão conceitual, o letramento científico e a tomada de decisão responsável. Ao final, articula implicações para políticas públicas e formação de professores, reforçando a laicidade, o ensino baseado em evidências e a centralidade da autonomia intelectual como meta normativa do ensino de Ciências. Conclui-se que, ao colocar a autonomia intelectual como objetivo central, o ensino deixa de ser mera transmissão de saberes e se transforma em espaço para o desenvolvimento de cidadãos capazes de participar ativamente de debates informados, resistir à desinformação e contribuir conscientemente para a construção coletiva do conhecimento.
Abstract: The dissertation argues that the central goal of science education—focusing on Biology and using the Theory of Evolution as an integrative axis—is not to promote a “change in beliefs,” but to foster a cognitive environment oriented toward students’ intellectual autonomy. This perspective offers a solid foundation for conceiving science education as a process of critical reflection and epistemic responsibility in the construction of knowledge. To this end, it proposes presenting the current state and historical development of scientific research, carefully distinguishing the epistemic domains of science and religion, and demonstrating why the “Evolution vs. Creation” debate, in the context of teaching students from diverse religious backgrounds, constitutes a false dilemma. Grounded in the concept of intellectual autonomy inspired by Linda Zagzebski and in an externalist social epistemology of epistemic authority, the dissertation argues that being autonomous requires rational trust in reliable sources and the cultivation of intellectual virtues such as humility, honesty, and diligence. Within the Brazilian context and in dialogue with the BNCC (National Common Curricular Base), the work examines practical obstacles—such as teacher training, curricular fragmentation, ideological pressures, and denialism—criticizes initiatives that equate creationism with science, and proposes the use of scientific models as a pedagogical approach to promote conceptual understanding, scientific literacy, and responsible decision-making. Finally, it articulates implications for public policy and teacher education, reinforcing secularism, evidence-based teaching, and the centrality of intellectual autonomy as a normative goal of science education. The dissertation concludes that by placing intellectual autonomy at the core, science teaching moves beyond mere transmission of knowledge and becomes a space for developing citizens capable of engaging in informed debates, resisting misinformation, and consciously contributing to the collective construction of knowledge.
Palavras-chave: Ensino de Ciência
Autonomia intelectual
Teoria da evolução
Filosofia da ciência
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA::EPISTEMOLOGIA
CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA::HISTORIA DAS CIENCIAS
CNPQ::OUTROS::CIENCIAS
Idioma: por
País: Brasil
Editora / Evento / Instituição: Universidade Federal da Bahia
Sigla da Instituição: UFBA
metadata.dc.publisher.department: PPGEFHC
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (PPGEFHC) 
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43479
Data do documento: 30-Set-2025
Aparece nas coleções:Dissertação (PPGEFHC)

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