https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43409| Tipo: | Dissertação |
| Título: | “Isso aqui tá um mangue!”: o pertencimento com o manguezal é arte na comunidade de Campinhos, Canavieiras-BA |
| Título(s) alternativo(s): | “Isso aqui tá um mangue!”: belonging to the mangrove is art in the community of Campinhos, Canavieiras-BA |
| Autor(es): | Vieira, Maria Clara Fontes |
| Primeiro Orientador: | Vieira, Fábio Pessoa |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Almeida, Rosiléia Oliveira de |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Barzano, Marco Antonio Leandro |
| metadata.dc.contributor.referee3: | Canda, Cilene Nascimento |
| Resumo: | A natureza muitas vezes é vista como um estoque para suprir as necessidades de uma sociedade, em que o ser humano estaria à parte dela. O desenraizamento do ser humano ocorreu devido ao ideal de “progresso” e “desenvolvimento” oriundo da modernidade, que ainda configura a estrutura da sociedade atual. Sendo assim, muitas pessoas não compreendem que somos intimamente dependentes das nossas relações interespécies, e apenas mais um tipo de terráqueo que vive neste planeta. Nesse contexto, a Educação Ambiental (EA) pode promover mais do que conceitos: faz-se necessário fortalecer um vínculo de pertencimento à natureza. Tendo em vista que a arte desenvolve sensibilidade, torna-se plausível a utilização dela num contexto pedagógico da EA, e há estudos que já propõem uma nova área do conhecimento: Arte/Educação Ambiental (AEA). Reconhecer o pertencimento em relação à natureza é fundamental para a devida gestão territorial responsável e proteção da biodiversidade, especialmente para os manguezais, que são muitas vezes subvalorizados pela sociedade de forma geral. Diante disso, a presente pesquisa objetiva investigar a relação de pertencimento da comunidade pesqueira de Campinhos com o manguezal, a partir de vivências estéticas em Canavieiras-BA. Para isso, o trabalho pretende especificamente reconhecer o pertencimento das pessoas da comunidade à natureza e aos manguezais; analisar o significado do mangue para essas pessoas; e compreender o que a frase “Isso aqui tá um mangue!” representa para uma comunidade tradicional pesqueira. Para o registro das vivências estéticas, foram utilizados os percursos metodológicos da A/r/tografia e das Cartas Pedagógicas de Paulo Freire. A construção de dados foi realizada a partir de entrevistas com a comunidade e, para a análise, foi utilizada a Análise de Conteúdo de Bardin. Ao longo de toda a pesquisa, foram confeccionadas produções artísticas, sendo elas consequentes da Ar/t/ografia e das Cartas Pedagógicas, bem como das entrevistas. Essas artes foram consideradas artefatos, uma vez que são Objetos de Aprendizagens Poéticos (OAP). Assim, intenta-se que os OAP elaborados nesta pesquisa possam mobilizar em outras pessoas novas vivências estéticas, sendo recursos didáticos na EA e AEA para discutir o pertencimento à natureza, a beleza e a importância ecológica dos manguezais, os conhecimentos e práticas de uma comunidade pesqueira e o caráter comunitário da construção da aprendizagem. |
| Abstract: | Nature is often seen as a stock to meet the needs of a society, in which the human being is apart from it. The uprooting of the human being occurred due to the ideal of “progress” and “development” from modernity, which still shapes the structure of today's society. As such, many people don't understand that we are intimately dependent on our interspecies relationships, and just another type of earthling living on this planet. In this context, Environmental Education (EE) can promote more than concepts: it is necessary to strengthen a bond of belonging to nature. Given that art develops sensitivity, it becomes plausible to use it in an EE pedagogical context, and there are studies that already propose a new area of knowledge: Art/Environmental Education (AEE). Recognizing belonging to nature is fundamental for responsible land management and the protection of biodiversity, especially mangroves, which are often undervalued by society in general. In view of this, this research aims to investigate the belonging between the Campinhos fishing community and the mangroves, based on aesthetic experiences in Canavieiras-BA. For this purpose, the work specifically aims to recognize the belonging of the people in the Campinhos community to nature and the mangroves; to analyze the meaning of the mangrove for these people; and to comprehend what the phrase “Isso aqui tá um mangue!” represents for a traditional fishing community. In order to record the aesthetic experiences, the methodological paths of A/r/tography and Paulo Freire's Pedagogical Letters were used. Data was collected through interviews with the community, and Bardin's Content Analysis was used for analysis. Throughout the research, artistic productions were created as a result of A/r/t/ography and Pedagogical Letters, as well as the interviews. These works were considered artifacts, since they are Poetic Learning Objects (PLOs). It is therefore intended that the PLOs developed in this research can mobilize new aesthetic experiences in other people, becoming teaching resources in EE and AEE to discuss belonging to nature, the beauty and ecological importance of mangroves, the knowledge and practices of a fishing community and the community nature of learning construction. |
| Palavras-chave: | Arte/Educação Ambiental A/r/tografia Cartas Pedagógicas Objeto de Aprendizagem Poético Manguezais |
| CNPq: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora / Evento / Instituição: | Universidade Federal da Bahia |
| Sigla da Instituição: | UFBA |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Educação |
| metadata.dc.publisher.program: | Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (PPGEFHC) |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43409 |
| Data do documento: | 26-Set-2025 |
| Aparece nas coleções: | Dissertação (PPGEFHC) |
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| FONTES VIEIRA. “Isso aqui tá um mangue!” o pertencimento com o manguezal é arte na comunidade de Campinhos - Canavieiras-BA.pdf | 30,04 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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