Resumo:
Práticas monológicas e dialógicas na creche: é a conversa que deve rodar tratou da investigação realizada em uma Creche do município de Candeias que se propôs a compreender as práticas de linguagem nas rodas de conversa do grupo 3. A discussão teórica é direcionada para as práticas de linguagem (monológicas e dialógicas), para a teoria da Dialogia e atividade do diálogo e atividade dinâmica entre EU e Outro (BAKHTIN, 2011) e a dialogicidade, os sujeitos dialógicos e o saber escutar (FREIRE, 2008). A pesquisa teve como objeto de pesquisa as práticas de linguagem desenvolvidas nas rodas de conversa e foram analisados os diálogos que ocorreram durante as observações no Grupo 3. Ainda exibem as orientações dos documentos oficiais publicados pelo Ministério da Educação como o Referencial Curricular Nacional para Educação (RCNEI), no que trata da linguagem oral das crianças de 3 anos, como também as Diretrizes Curriculares Nacional para a Educação Infantil (DCNEI), nos artigos sobre as experiências que possibilitam o desenvolvimento de práticas de linguagem na Educação Infantil. A metodologia foi norteada pelo método Etnopesquisa Crítica (MACEDO, 2004, 2010) para a investigação realizada neste estudo monográfico com uma abordagem qualitativa através de uma observação periférica; O campo de pesquisa foi uma Creche da Rede Municipal do município de Candeias, situada no bairro do Malembá. Os sujeitos foram as treze crianças que compõem o grupo 3 da creche, a professora da turma e sua auxiliar de classe. Os achados revelam que nas rodas de conversa, momento que deveriam aparecer novidades do dia-a-dia, do dia anterior ou do fim de semana, a conversa com o papai/mamãe/outro familiar, destacaram-se exposições orais em que as crianças estariam expressando sua linguagem oral. Observei enunciações de atividades que não evoluíram para um discurso em que o outro tivesse oportunidade de expor sua opinião, as vozes foram inibidas tornando-as sem efeito para desenvolver um diálogo.