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Title: Escola aprendente: desafios e possibilidades postos no contexto da sociedade do conhecimento.
Authors: Bonilla, Maria Helena Silveira
???metadata.dc.contributor.advisor???: Pretto, Nelson De Luca
Keywords: Política educacional;Educação;Tecnologia de informação e comunicação;Sociedade do conhecimento;Práticas pedagógicas;Information and communication technologies;Interfacing of the languages;Pedagogical process
Issue Date: 2002
Publisher: Programa de Pós-Graduação em Educação da UFBA
Abstract: Considerando que a escola atual está centrada na racionalidade própria da escrita, não tendo conseguido abranger a racionalidade da oralidade, nem a complexidade do mundo atual e incorporar as novas formas de organização, de pensamento e de construção do conhecimento que estão emergindo com as tecnologias da informação e comunicação, não consegue entrar em sintonia com os jovens-alunos que encontram-se imersos nessa nova forma de pensar, nessa nova ecologia. Frente a isso, esta pesquisa investigou a dinâmica de interfaceamento de linguagens, tecnologias e racionalidades mais em uso em escolas conectadas à rede Internet, trazendo os limites e possibilidades postos no contexto da sociedade contemporânea para a estruturação de novas territorialidades, de forma a diminuir a distância existente entre a vida de dentro e de fora da escola e a constituir uma escola aprendente. Para tanto, com base nos aportes da pesquisa etnográfica e da pesquisa-ação, procuro, por um lado, compreender os processos políticos e pedagógicos de inserção e uso da Internet na rede de escolas públicas portuguesas e, por outro, compreender as dinâmicas de uma turma de 6a série de uma escola privada do município de Ijuí ? RS, cujos professores e alunos têm acesso à rede, as relações que professores e alunos estabelecem com as diferentes linguagens, tecnologias e racionalidades que ali estão em uso, fazer o mapeamento das intensidades e sentidos dados às concepções que esses atores/autores têm sobre essas dinâmicas. A partir dessa cartografia procuro, em conjunto com os professores, questionar as concepções instituídas e construir oportunidades para a elaboração de ações e de sentidos outros a essas concepções. Analisando as ações propostas e executadas, tanto no Brasil quanto em Portugal, procuro explicitar o diferencial que as novas dinâmicas apresentam, em relação às anteriores e, em que medida elas sinalizam para a estruturação de novos territórios educativos. Os resultados do trabalho mostram que colocar as tecnologias nas escolas, conectando-as à rede Internet, não é suficiente para que transformações aconteçam nas práticas pedagógicas e a escola efetivamente se constitua num ponto produtor de conhecimentos, cultura e informações. A articulação complexa das tecnologias com outros fatores é que cria um caldo cultural onde as características dos jovens contemporâneos, as proposições dos professores, o interfaceamento das diferentes linguagens, tecnologias e racionalidades têm espaço para emergir, provocar a desterritorialização das práticas instituídas e estruturar outras territorialidades. Compõem esses fatores a forma como a escola se organiza, tanto para o desenvolvimento de projetos envolvendo as tecnologias, como para a gestão de tempos e espaços dos professores, e para a proposição de dinâmicas de formação permanente de todos os membros da comunidade; a interação e colaboração entre professores, articuladores e a equipe de gestão da escola, tanto no sentido de estudar, compreender o significado social dessas tecnologias, seus princípios, suas potencialidades, as racionalidades que as perpassam, quanto no de propor ações e dinâmicas pedagógicas que levem em consideração suas características; as políticas públicas de financiamento e implementação de programas e projetos para a área de educação e tecnologias e para a formação inicial e continuada dos professores. Portanto, na escola, conforme for a articulação das tecnologias com os demais fatores políticos que ali se fazem presentes, se constituirão ou em instrumentos que mantêm o mesmo modelo de educação já instituído, ou em elementos estruturantes de territórios educativos abertos, dinâmicos, característicos de uma escola aprendente. Isso significa que as tecnologias necessitam ser percebidas, não como um dado absoluto, como um fator técnico, e sim como um fator político, pela forma como são concebidas, produzidas e utilizadas. Tomá-las como fator político, como estratégia de conhecimento e ação, significa inseri-las no contexto escolar e também perceber as concepções e condições que levaram a essa inserção, bem como as escolhas e o conjunto de medidas que as acompanham. No caso das concepções, da vontade e da ação política adotadas encaminharem para a estruturação de outros territórios educativos, desenvolvem-se redes de colaboração, tanto dentro das escolas, quanto entre as escolas e o contexto externo. Redes que potencializam a troca, a problematização, o estabelecimento de relações, a ressignificação de conceitos e temáticas, desencadeiam processos de produção e socialização de conhecimentos, de aproximação entre alunos e professores, possibilitam outras formas de comunicação, rompem com os programas fechados e com as barreiras que separam a escola do contexto externo, geram um movimento onde os territórios educativos se reconfiguram e os processos de aprendizagem se alargam, envolvendo todos os espaços e sujeitos da instituição.
URI: http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/11704
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