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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44287
Tipo: Tese
Título: Armadilhas da cor: raça, racismo e dignidade em Salvador no Pós-Abolição (1889-1910)
Título(s) alternativo(s): Color traps: race, racism and dignity in Post-Abolition Salvador (1889-1910)
Autor(es): Santos, Eneida Virginia de Oliveira
Primeiro Orientador: Mata, Iacy Maia
metadata.dc.contributor.referee1: Mata, Iacy Maia
metadata.dc.contributor.referee2: Sampaio, Gabriela dos Reis
metadata.dc.contributor.referee3: Guimarães, Antônio Sérgio Alfredo
metadata.dc.contributor.referee4: Domingues, Petrônio
metadata.dc.contributor.referee5: Souza, Robério Santos
Resumo: Na segunda metade do século XIX e nas primeiras décadas republicanas, elites brasileiras ressignificaram discursos científicos europeus para sustentar hierarquias raciais, preservando aos negros a posição de inferioridade moral e civilizacional. Diante da alta proporção de afrodescendentes no país, a exclusão social passou a operar de modo estratégico pela linguagem, evitando nomear diretamente a raça e deslocando a marcação para o vocabulário social da cor. Esta tese analisa, no recorte de Salvador entre 1889 e 1910, como esse vocabulário funcionou como tropo de naturalização do racismo para além das elites, em conflitos físicos e verbais, registros de infortúnios de sensibilização relativizada, e outros episódios do cotidiano, envolvendo majoritariamente trabalhadores e trabalhadoras identificados como mulatos, pardos, crioulos, mestiços e africanos. O estudo demonstra que uma importante engrenagem do racismo à brasileira consiste em não ousar dizer seu nome, mantendo práticas de marginalização por meio de categorias aparentemente desracializadas, mas socialmente operantes.
Abstract: In the latter half of the nineteenth century and the early decades of the Republic, Brazilian elites appropriated and reworked European scientific theories to legitimize racial hierarchies, thereby sustaining the notion of Black people’s moral and civilizational inferiority. Given the large proportion of Afro-descendants in the country, social exclusion came to operate strategically through language, avoiding the explicit naming of race and instead shifting the focus to a social vocabulary of color. This thesis examines, in the context of Salvador between 1889 and 1910, how this vocabulary operated as a trope that naturalized racism beyond elite circles—emerging in physical and verbal confrontations, in records of misfortune marked by attenuated forms of empathy, and in other episodes of everyday life—primarily involving workers identified as mulattoes, browns, creoles, mestizos, and Africans. The study argues that a central mechanism of Brazilian racism lies in its refusal to name itself, sustaining practices of marginalization through ostensibly nonracial categories that nonetheless remain socially operative.
Palavras-chave: Vocabulário social da cor
Racismo
Cidadania
Dignidade
Pós-Abolição
CNPq: CIENCIAS HUMANAS:
Idioma: por
País: Brasil
Editora / Evento / Instituição: Universidade Federal da Bahia
Sigla da Instituição: UFBA
metadata.dc.publisher.department: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) 
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44287
Data do documento: 31-Out-2025
Aparece nas coleções:Tese (PPGH)

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