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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44156
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso
Título: Análise epidemiológica da síndrome mielodisplásica em hospital público universitário na Bahia: características clínicas e demográficas de 2018-2025
Título(s) alternativo(s): Epidemiological analysis of myelodysplastic syndrome in a public university hospital in Bahia: clinical and demographic characteristics from 2018 to 2025
Autor(es): Oliveira, Gabriel Abreu
Primeiro Orientador: Oliveira, Luciene da Cruz
Resumo: Introdução: As síndromes mielodisplásicas (SMD) são neoplasias mieloides clonais com apresentação heterogênea, cujo perfil epidemiológico e acesso terapêutico no Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro permanecem insuficientemente caracterizados. Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico, diagnóstico e terapêutico de pacientes com SMD atendidos em um serviço de referência onco-hematológica do SUS. Metodologia: Estudo retrospectivo, transversal e descritivo, incluindo 38 pacientes atendidos entre janeiro/2018 e agosto/2025. Dados demográficos, classificatórios (WHO 2022, IPSS-R), clínicos e terapêuticos foram coletados de prontuários eletrônicos e analisados de forma descritiva. Resultados: A coorte apresentou idade média de 63,7 anos e discreto predomínio feminino (60,5%). A classificação WHO 2022 mostrou prevalência de MDS com displasia de baixa blastagem (MDS-LB, 60,5%). Pelo IPSS-R, 47,4% eram de risco baixo/muito baixo, porém 21,1% não foram classificáveis por dados insuficientes. A anemia grave (Hb < 8 g/dL) ao diagnóstico foi frequente (52,6%), assim como a dependência transfusional (63,4%). O manejo com eritropoetina (EPO) foi utilizado por 57,9% dos pacientes, com alta taxa de resposta (85,7%) e duração prolongada (>1 ano em 72,2% dos respondedores). Em contraste, apenas 15,8% foram indicados para hipometilantes, com apenas metade realizando o tratamento. O encaminhamento ao transplante de medula óssea alogênico foi realizado em apenas 15,8% da coorte. Discussão: Os resultados evidenciam um paradoxo no acesso: excelente resposta a terapias de baixa complexidade (EPO), mas barreiras críticas a tratamentos avançados (hipometilantes, transplante). O perfil diagnóstico, com ausência de subtipos definidos molecularmente, reflete limitações no acesso a testes genéticos. A alta taxa de anemia grave e de pacientes não classificáveis pelo IPSS-R sugerem diagnóstico tardio e avaliação prognóstica incompleta. Conclusão: O estudo revela um perfil de pacientes com SMD no SUS caracterizado por diagnóstico frequentemente tardio, manejo sintomático eficaz, mas acesso severamente limitado a terapias modificadoras da doença e curativas. Esses achados destacam a necessidade de otimizar fluxos para diagnóstico integrado precoce e desburocratizar o acesso a tratamentos de alta complexidade no sistema público de saúde.
Palavras-chave: Síndromes mielodisplásicas
Epidemiologia
Sistema Único de Saúde
Acesso aos serviços de saúde
CNPq: CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::GENETICA::GENETICA HUMANA E MEDICA
Idioma: por
País: Brasil
Editora / Evento / Instituição: Universidade Federal da Bahia
Sigla da Instituição: UFBA
metadata.dc.publisher.department: Faculdade de Medicina da Bahia
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44156
Data do documento: 19-Dez-2025
Aparece nas coleções:Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) - Programa de Residência Médica (Faculdade de Medicina)

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