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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43941
Tipo: Dissertação
Título: ECOPERFORMANCE AUDIOVISUAL ENTRE RIOS: CORPOREIDADE MAIS-QUE-HUMANA DE CORPO-RIO A CORPO-JUCU
Título(s) alternativo(s): AUDIOVISUAL ECOPERFORMANCE BETWEEN RIVERS: MORE-THAN-HUMAN CORPOREALITY FROM CORPO-RIO TO CORPO-JUCU
Autor(es): Cooper Neto, Weber Miranda
Primeiro Orientador: Santana, Ivani Lúcia Oliveira de
metadata.dc.contributor.referee1: Santana, Ivani Lúcia Oliveira de
metadata.dc.contributor.referee2: Fernandes, Ciane
metadata.dc.contributor.referee3: Fornaciari, Christina Gontijo
Resumo: Esta dissertação investiga as inter-relações entre corporeidade, ecoperformance e audiovisual, buscando compreender como práticas ecoperformativas podem contribuir para a criação de imaginários pós-antropocêntricos em meio à crise ambiental contemporânea. Parte-se da urgência de repensar as relações entre humanos e mais-que-humanos no horizonte do Antropoceno, mobilizando a arte como ativação sensível e política de outros modos de existência. O percurso articula práticas performativas e audiovisuais que emergem na relação corpo-ambiente, com foco em dois rios do Espírito Santo — Itapemirim e Jucu — e se concentra na análise de duas obras concebidas no âmbito desta pesquisa: CORPO-RIO e CORPO-JUCU. A abordagem metodológica integra Autoetnografia, Pesquisa Somático-Performativa e um pensamento do audiovisual como mediador somático e coagente de dramaturgia, próximo à videoecoperformance. As obras são examinadas como experimentações estéticas e políticas que acionam visualidade háptica, cinema de fluxo, percepção cinestésica na videodança e cosmopolítica da imagem, dissolvendo fronteiras entre corpo, natureza e técnica e redistribuindo agência no campo sensível. No plano conceitual, a pesquisa atualiza a noção de ecoperformance no âmbito das artes da cena, e a situa frente às disputas do Antropoceno e às propostas de fazer-com e respons-habilidade, além de uma leitura histórico-crítica do acontecimento. Os resultados apontam para a potência do audiovisual como mediador ético-estético na ecoperformance, capaz de ativar modos de percepção e imaginação ecológica que expandem a experiência performativa para além do espaço-tempo da cena ao vivo. Ao fazer existir vínculos entre corpo, rios e paisagens — em práticas situadas que assumem o lugar como coautor —, esta dissertação propõe a ecoperformance audiovisual como prática que não apenas representa, mas instaura e fomenta alianças sensíveis entre humano e mais-que-humano, contribuindo para o fortalecimento de imaginários críticos diante dos desafios do Antropoceno. Para os propósitos centrais desta pesquisa, tomamos como horizonte reflexivo o conjunto de aportes teóricos dos seguintes autores: Maura Baiocchi e Wolfgang Pannek (2007, 2012, 2016, 2018, 2021, 2022, 2023), Ciane Fernandes (2013, 2014, 2018), Marta Bezerra (2021), Leonardo Paulino (2020), Gabriela Holanda (2019), Elizabeth Doud (2018, 2022), Éden Peretta (2005, 2007), André Lepecki (2012; 2013; 2017), Erin Manning e Brian Massumi (2014), Christophe Bonneuil e Jean-Baptiste Fressoz (2024), Stenio Marras e Renzo Taddei (2022), Jason W. Moore (2022), Bruno Latour (2020), Donna Haraway (2022, 2023), Anna Tsing (2019, 2020), Débora Danowski e Eduardo Viveiros de Castro (2014), Isabelle Stengers (2015, 2017, 2018, 2022), Ailton Krenak (2020a, 2020b, 2022), Inara Macedo (2015), Maria Cecilia Barbieri Gorski (2008), César Baio (2020), Sebatian Wiedemann (2000), Laura Marks (2000), Lilian Graça (2019), Erly Viera Junior (2020, 2021).
Abstract: This dissertation investigates the interrelations among corporeality, ecoperformance, and the audiovisual, seeking to understand how ecoperformative practices can contribute to the creation of post-anthropocentric imaginaries amid the contemporary environmental crisis. It starts from the urgency of rethinking relations between humans and more-than-humans within the horizon of the Anthropocene, mobilizing art as a sensitive and political activation of other modes of existence. The path articulates performative and audiovisual practices that emerge from the body–environment relation, focusing on two rivers of Espírito Santo —Itapemirim and Jucu — and concentrates on the analysis of two works conceived within this research: CORPO-RIO and CORPO-JUCU. The methodological approach integrates Autoethnography, Somatic-Performative Research, and a view of the audiovisual as a somatic mediator and co-agent of dramaturgy, close to video-ecoperformance. The works are examined as aesthetic-political experimentations that activate haptic visuality, cinema of flow, kinaesthetic perception in screendance, and a cosmopolitics of the image, dissolving boundaries between body, nature, and technique and redistributing agency in the sensible field. Conceptually, the research updates the notion of ecoperformance and situates it vis-à-vis the disputes of the Anthropocene and proposals of making-with and response-ability, alongside a historical-critical reading of the event. The results point to the power of the audiovisual as an ethical-aesthetic mediator in ecoperformance, capable of activating modes of ecological perception and imagination that expand the performative experience beyond the space-time of live action. By making relations between bodies, rivers, and landscapes exist this dissertation proposes audiovisual ecoperformance as a practice that not only represents but also fosters sensitive alliances between human and more-than-human, contributing to the strengthening of critical imaginaries in the face of Anthropocene challenges. We take as our reflective horizon the set of theoretical contributions by the following authors: Maura Baiocchi and Wolfgang Pannek (2007, 2012, 2016, 2018, 2021, 2022, 2023); Ciane Fernandes (2013, 2014, 2018); Marta Bezerra (2011); Leonardo Paulino (2020); Gabriela Holanda (2019); Elizabeth Doud (2018, 2022); Éden Peretta (2005, 2007); André Lepecki (2012, 2013, 2017); Erin Manning and Brian Massumi (2014); Christophe Bonneuil and Jean-Baptiste Fressoz (2024); Stenio Marras and Renzo Taddei (2022); Jason W. Moore (2022); Bruno Latour (2020); Donna Haraway (2022, 2023); Anna Tsing (2019, 2020); Débora Danowski and Eduardo Viveiros de Castro (2014); Isabelle Stengers (2015, 2017, 2018, 2022); Ailton Krenak (2020a, 2020b, 2022); Inara Macedo (2015); Maria Cecilia Barbieri Gorski (2008); César Baio (2020); Sebastian Wiedemann (2020); Laura U. Marks (2000); Lilian Graça (2019); Erly Vieira Junior (2020, 2021).
Palavras-chave: Ecoperformance
Corporeidade
Audiovisual
Antropoceno
Imaginário pós antropocêntrico
CNPq: CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES
CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES::DANCA
CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES::DANCA::COREOGRAFIA
CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES::ARTES DO VIDEO
CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES::CINEMA::TECNICAS DE REGISTRO E PROCESSAMENTO DE FILMES
Idioma: por
País: Brasil
Editora / Evento / Instituição: Universidade Federal da Bahia
Sigla da Instituição: UFBA
metadata.dc.publisher.department: Escola de Teatro
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas (PPGAC)
Citação: COOPER NETO, Weber Miranda. Ecoperformance audiovisual entre rios: corporeidade mais-que-humana de CORPO-RIO a CORPO-JUCU. Orientadora: Ivani Lúcia Oliveira de Santana. 2025. 200 f. il. Dissertação (Mestrado em Artes Cênicas) – Escola de Teatro, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2025.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Attribution-NonCommercial 3.0 Brazil
metadata.dc.rights.uri: http://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/br/
URI: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43941
Data do documento: 19-Dez-2025
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