https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43789| Tipo: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Título: | A inclusão de estagiários neurodivergentes em organizações baianas: uma análise da percepção discente do curso de secretariado executivo da UFBA. |
| Autor(es): | Silva, Marianne |
| Primeiro Orientador: | Waiandt, Claudiani |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Moscon, Daniela |
| Resumo: | Este trabalho busca analisar como estudantes neurodivergentes do curso de Secretariado Executivo da UFBA percebem as iniciativas de inclusão adotadas por organizações baianas no contexto do desenvolvimento de seus estágios curriculares. A neurodiversidade, que abrange condições como autismo, TDAH e dislexia, ainda ocupa um espaço inexplorado nas discussões sobre diversidade no ambiente corporativo e institucional. Adotou-se uma metodologia qualitativa e descritiva, baseada em entrevistas semiestruturadas e análise de documentos institucionais. Os resultados demonstraram que a inclusão, quando ocorre, depende mais de relações interpessoais do que de políticas organizacionais estruturadas, estando frequentemente associada à empatia de gestores e colegas no local do estágio. Além disso, percebeu-se uma sobrecarga sensorial, rigidez cultural, falhas na comunicação e despreparo das equipes de trabalho que dificultaram a adaptação e o desempenho dos estagiários. Em alguns casos, as experiências vividas resultaram em sofrimento psíquico, desmotivação e mudanças de trajetória acadêmica e profissional. Diante da ausência de políticas formais de acolhimento, os estudantes desenvolveram estratégias individuais de enfrentamento, como a organização de tarefas por listas, o uso de fones de ouvido, a adaptação da comunicação e a busca por rotinas mais estruturadas. Conclui-se que a inclusão efetiva nos estágios de estudantes neurodivergentes requer a atuação conjunta das universidades e das organizações baianas, por meio da capacitação de supervisores, implementação de políticas institucionais de gestão de pessoas e fortalecimento de uma cultura organizacional pautada no respeito às diferenças cognitivas. |
| Palavras-chave: | Neurodiversidade. Inclusão Estágio supervisionado Ambiente organizacional Diversidade cognitiva |
| CNPq: | Ciências Sociais Aplicadas, Administração, Administração de Empresas |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora / Evento / Instituição: | UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA |
| Sigla da Instituição: | UFBA |
| metadata.dc.publisher.department: | Escola de Administração |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43789 |
| Data do documento: | 19-Dez- 12 |
| Aparece nas coleções: | Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Secretariado Executivo (EA) |
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| SILVA, Marianne 2025 - PDF.pdf | Este trabalho busca analisar como estudantes neurodivergentes do curso de Secretariado Executivo da UFBA percebem as iniciativas de inclusão adotadas por organizações baianas no contexto do desenvolvimento de seus estágios curriculares. A neurodiversidade, que abrange condições como autismo, TDAH e dislexia, ainda ocupa um espaço inexplorado nas discussões sobre diversidade no ambiente corporativo e institucional. Adotou-se uma metodologia qualitativa e descritiva, baseada em entrevistas semiestruturadas e análise de documentos institucionais. Os resultados demonstraram que a inclusão, quando ocorre, depende mais de relações interpessoais do que de políticas organizacionais estruturadas, estando frequentemente associada à empatia de gestores e colegas no local do estágio. Além disso, percebeu-se uma sobrecarga sensorial, rigidez cultural, falhas na comunicação e despreparo das equipes de trabalho que dificultaram a adaptação e o desempenho dos estagiários. Em alguns casos, as experiências vividas resultaram em sofrimento psíquico, desmotivação e mudanças de trajetória acadêmica e profissional. Diante da ausência de políticas formais de acolhimento, os estudantes desenvolveram estratégias individuais de enfrentamento, como a organização de tarefas por listas, o uso de fones de ouvido, a adaptação da comunicação e a busca por rotinas mais estruturadas. Conclui-se que a inclusão efetiva nos estágios de estudantes neurodivergentes requer a atuação conjunta das universidades e das organizações baianas, por meio da capacitação de supervisores, implementação de políticas institucionais de gestão de pessoas e fortalecimento de uma cultura organizacional pautada no respeito às diferenças cognitivas. | 1,17 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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