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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42546
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.creatorAlmeida, Sarah Lemes de-
dc.date.accessioned2025-07-18T11:51:33Z-
dc.date.available2025-07-18T11:51:33Z-
dc.date.issued2025-07-07-
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufba.br/handle/ri/42546-
dc.description.abstractRecent data from PNAID (2023) show that illiteracy rates among individuals aged 15 and older are significantly higher among Black and Brown populations. According to INEP (2024), age–grade distortion rates are also higher for Black and Brown students compared to White students, particularly in the early years of schooling. These alarming figures motivated this doctoral research, whose general objective is to understand the literacy process of a Black girl living in poverty, experiencing age–grade distortion, and residing in an administrative region of the Federal District (Brazil), within a context deeply marked by structural racism. The research focuses on her acts of re-existence—ways of resisting and asserting her existence—and on the school-based interventions that influenced her educational trajectory. The specific objectives were to analyze how racism, along with class and gender prejudice, affected the student’s literacy process, based on the narratives of the school’s technical staff (teachers, administrators, coordinators, among others), her support network, family members, and the student herself; understand the strategies of resistance and re-existence present in her schooling experience when facing racism and social inequalities; and identify and analyze the pedagogical interventions that contributed to changes in her educational path and literacy development. This is an intervention-based qualitative study centered on a single case. The fieldwork was structured around three methodological approaches: document analysis; semi-structured interviews with school staff, support network members, and family; and self-expressive activities with the student through “testimonial writing”. The research is grounded in the enunciative–discursive perspective and dialogues with theoretical frameworks related to anti-racist education, ethnic–racial relations, literacy from a discursive and emancipatory perspective, and the critique of medicalization in education. The findings revealed that the student experienced multiple instances of racism, classism, and gender bias throughout her schooling, grounded in pervasive stereotypes about Black and impoverished populations. The intervention, carried out collectively, involved sensitive listening, shifting the educational gaze toward the student, implementing more dialogic conflict mediation, organizing consistent and purposeful pedagogical practices, and offering diversified learning strategies focused on her development. Interventions also included the facilitation of authorial writing, the use of literature, audiovisual resources, and images as tools for representation, and the nurturing of peer relationships, particularly a meaningful friendship with another student—all of which played a pivotal role in supporting her literacy process. These collective efforts enabled the creation of differentiated strategies that respected and incorporated the multiple ways the student expressed her lived experiences. Throughout her educational journey, she protested, denounced injustices, wrote about her discomforts, and exposed the contradictions inherent in living within a racially oppressive society. This research highlights the urgent need to not medicalize schooling difficulties—particularly in literacy acquisition—by considering the intersecting impacts of race, gender, class, and other social markers that unequally structure students' lives. Finally, it underscores the vital importance of anti-racist education and literacy practices as foundational to fostering meaningful ethnic–racial relations and ensuring equitable educational outcomes for all students.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal da Bahiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectRacismopt_BR
dc.subjectAlfabetizaçãopt_BR
dc.subjectDificuldade de escolarizaçãopt_BR
dc.subjectRacismo na educação - Brasilpt_BR
dc.subjectAlfabetização - Aspectos sociaispt_BR
dc.subjectDificuldades no processo de escolarizaçãopt_BR
dc.subject.otherRacismpt_BR
dc.subject.otherLiteracypt_BR
dc.subject.otherSchooling difficultiespt_BR
dc.titleAlfabetização em contexto de racismo: escrevivências de “uma menina que amava e não gostava do cabelo dela”pt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação (PPGE) pt_BR
dc.publisher.initialsUFBApt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAOpt_BR
dc.contributor.advisor1Oliveira, Elaine Cristina de-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9571759199580256pt_BR
dc.contributor.advisor-co1Viégas, Lygia de Sousa-
dc.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5379680745127068pt_BR
dc.contributor.referee1Machado, Adriana Marcondes-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4492645674864395pt_BR
dc.contributor.referee2Souza, Denise Silva de-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/3983475277921320pt_BR
dc.contributor.referee3Costa, Eliane Silva-
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/9354873273118502pt_BR
dc.contributor.referee4Masini, Maria Lucia Hage-
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/8308365250942872pt_BR
dc.contributor.referee5Franco, Nanci Helena Rebouças-
dc.contributor.referee5Latteshttp://lattes.cnpq.br/6668613131852037pt_BR
dc.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/1325450906837393pt_BR
dc.description.resumoDados atuais do PNAID (2023) indicam que as taxas de analfabetismo, na faixa etária de 15 anos ou mais, são maiores entre pessoas pretas e pardas. Segundo o INEP (2024), há também uma taxa de distorção idade-série maior entre estudantes pretos ou pardos, comparadas aos estudantes brancos nos anos iniciais. Os dados são alarmantes e despertaram interesse para a realização dessa pesquisa de doutorado, que tem como objetivo geral compreender o processo de alfabetização de uma menina negra, em situação de pobreza e distorção idade-ano, moradora de uma região administrativa do Distrito Federal, em um contexto marcado pelo racismo, considerando seus movimentos de reexistência e as intervenções escolares que movimentaram sua história escolar. Os objetivos específicos consistiram em: analisar as situações de racismo e preconceitos de classe e gênero vivenciadas pela estudante em seu processo de alfabetização, à luz dos discursos do corpo técnico da escola (professores, gestores, coordenadores entre outros), rede de apoio, familiares e da própria estudante; compreender os modos de enfrentamento e reexistência presentes na história escolar da estudante diante das situações vivenciadas de racismo e preconceitos de classe e gênero; identificar e analisar as intervenções escolares que contribuíram para mudanças em sua trajetória escolar e em seu processo de alfabetização. Trata-se de uma pesquisa intervenção, envolvendo o caso de uma menina. A construção da pesquisa de campo se organizou a partir de três caminhos: pesquisa documental; entrevista semiestruturada com as profissionais da escola, rede de apoio e familiares; e produções autoenunciativas com a estudante por meio de “escrevivências”. Para pensar esse vasto campo discursivo, nos inspiramos na concepção enunciativa discursiva, dialogamos com autoras(es) que discutem educação antirracista, relações étnico-raciais, alfabetização em uma perspectiva discursiva e libertadora e medicalização. O material produzido a partir da pesquisa apontou para situações de racismo, classismo e sexismo vivenciadas pela estudante ao longo da sua escolarização com base no estereótipo sobre pessoas negras e pobres. A intervenção no caso, feita em equipe, por meio de escuta sensível, mudanças de olhar para a estudante, mediações mais dialógicas em situações de conflito, organização de um trabalho pedagógico consistente comprometido com a sua aprendizagem, mediações de produções textuais autorais, utilização de literatura, vídeos e imagem como representatividade e o laço de amizade com uma outra estudante foram importantes para que fosse alfabetizada. Intervenções coletivas permitiram criar estratégias diferenciadas que possibilitaram a estudante aprender, considerando as muitas formas dela dizer sobre o que lhe acontecia. Ao longo da sua história escolar, ela xingou, denunciou, escreveu sobre os incômodos e mostrou as contradições que vive, marcadas historicamente por um contexto de racismo. Esta pesquisa destaca a importância de desmedicalizar as dificuldades de escolarização, e, especificamente, os processos de alfabetização, considerando os atravessamentos de raça, gênero, classe e tantos outros marcadores que de forma desigual constituem a vida de estudantes. Por fim, aponta a importância de educação e alfabetização antirracista na formação para as relações étnico-raciais com vistas a contribuir para o processo de escolarização de todos(as) os(as) estudantes.pt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Educaçãopt_BR
dc.relation.referencesAlmeida, Sarah Lemes de. Alfabetização em contexto de racismo: escrevivências de "uma menina que amava e não gostava do cabelo dela". 2025. 194 f. Tese (Doutorado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2025.pt_BR
dc.type.degreeDoutoradopt_BR
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