https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42311| Tipo: | Tese |
| Título: | Escreve, Carolina! Resiste, Carolina! tessituras da escrita de resistência |
| Título(s) alternativo(s): | Write, Carolina! Hold on, Carolina! Resistance writing contours |
| Autor(es): | Silva, Milena Paixão da |
| Primeiro Orientador: | Costa, Suzane Lima |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Costa, Suzane Lima |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Barbosa, Lícia Maria de Lima |
| metadata.dc.contributor.referee3: | Crispim, Amanda Ferreira |
| metadata.dc.contributor.referee4: | Santos, Alvanita Almeida |
| metadata.dc.contributor.referee5: | França, Denise Carrascosa |
| Resumo: | À revelia das operacionalizações do silenciamento exercidas pelas estratégias de manutenção do poder hegemônico, insubmissas vozes literárias têm imbricado sentidos de resistência à escrita que concebem, rompendo domínios impostos para os quais a invisibilidade dos seus corpos-textos é conduzida. Não raro, estudos de crítica literária, demonstram entender a escrita como arma ou instrumento de resistência. Este trabalho, contudo, investiga a escrita enquanto gesto, ato em si do resistir, concatenado a modos do viver. Nesse sentido, análises de dados biográficos e escritos da vasta produção da escritora e intelectual Carolina Maria de Jesus são realizadas na busca por tentar compreender como modos de resistência, circundados pelos alcances, limites e paradoxos dessa mulher negra, concatenam-se com sua escrita literária. Para tanto, reflete-se sobre o nascedouro de sua escrita (JESUS, 2015), assim como sobre as escolhas estéticas e discursivas de Carolina Maria de Jesus enquanto sujeit[a] étnic[a] do discurso (CUTI, 2010), que transitam entre o rebuscamento vocabular e o pretuguês (GONZALEZ, 2020). Buscando entender quais seriam as perspectivas e os sentidos de resistência performados na escrita, as discussões dialogam com as concepções de quilombo, enquanto instituição de resistência (NASCIMENTO, 2006) e do Quilombismo, enquanto ideologia de resistência (NASCIMENTO, 1985). Percorrer esses caminhos, conduzidos por escritos de Carolina Maria de Jesus, como uma espécie de cartografia, fomenta a construção do conceito de escrita de resistência. Uma subversiva dicção que se delineia na tessitura e na escrita do texto literário, projetando não apenas perspectivas combativas; que, articulando aspectos estéticos e éticos, traduz de forma pujante a racionalidade, a desobediência e a reivindicação de direitos, dentre eles o de escrever; e que, empreendida sobretudo por corpos diaspóricos femininos, nos faz pensar a escrita como materialidade de existências resistentes. |
| Abstract: | In spite of the operationalizations of silencing exercised by the strategies of maintenance of hegemonic power, unsubmissive literary voices seem to imbricate meanings of resistance to the writing they conceive, breaking imposed domains to which the invisibility of their bodies-texts are conducted. Infrequently, studies of literary criticism demonstrate to understand writing as a weapon or instrument of resistance. This work, however, investigates writing as a gesture, an act in itself of resisting, concatenated to ways of living. In this sense, analyses of biographical and written data of the vast production of the writer and intellectual Carolina Maria de Jesus are carried out in the search to try to understand how modes of resistance, surrounded by the reaches, limits and paradoxes of this black woman, are concatenated with her literary writing. To this purpose, it reflects on the birth of her writing (JESUS, 2015), as well as on the aesthetic and discursive choices of Carolina Maria de Jesus as subject[a] étinic[a] of the discourse (CUTI, 2010), that move between the refined vocabulary and the pretuguês (GONZALEZ, 2020). Seeking to understand what would be the perspectives and meanings of resistance performed in writing, the discussions dialogue with the conceptions of quilombo, as an institution of resistance (NASCIMENTO, 2006) and Quilombism, as an ideology of resistance (NASCIMENTO, 1985). Following these paths, guided by the writings of Carolina Maria de Jesus, as a kind of cartography, fosters the construction of the concept of resistance writing. A subversive diction that is outlined in the tessitura and writing of the literary text, projecting not only combative perspectives; that, articulating aesthetic and ethical aspects, translates in a powerful way rationality, disobedience and the claim of rights, among them that of writing; and which, undertaken above all by female diasporic bodies, makes us think of writing as the materiality of resistant existences. |
| Palavras-chave: | Carolina Maria de Jesus Literatura Negra Escrita de Resistência . Literatura brasileira - Escritoras negras Literatura brasileira - Escritoras negras - História e crítica Jesus, Carolina Maria de, 1914-1977 - Crítica e interpretação Jesus, Carolina Maria de,1914-1977 - Estilo literário Jesus, Carolina Maria de, 1914-1977 - Autoria Resistência na arte |
| CNPq: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora / Evento / Instituição: | Universidade Federal da Bahia |
| Sigla da Instituição: | UFBA |
| metadata.dc.publisher.department: | Instituto de Letras |
| metadata.dc.publisher.program: | Pós-Graduação em Literatura e Cultura (PPGLITCULT) |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42311 |
| Data do documento: | 19-Dez-2023 |
| Aparece nas coleções: | Tese (PPGLITCULT) |
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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