https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42303| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Facção Falada: Escrevivências de Masculinidades negras Soteropolitanas em Baco Exu do Blues |
| Autor(es): | Barreto, Bruno Máriston Passos |
| Primeiro Orientador: | Souza, Lívia Maria Natália de |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Souza, Lívia Maria Natália de |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Souza, Ana Lúcia Silva |
| metadata.dc.contributor.referee3: | Silva, Jorge Augusto de Jesus |
| Resumo: | Neste podcast-dissertação, intitulado Facção Falada: Escrevivências de Masculinidades negras Soteropolitanas em Baco Exu do Blues, exuzilhei caminhos possíveis de leitura das representações de homens negros nas letras do rap soteropolitano contemporâneo. Para tal, precisei fazer dialogar a minha compreensão sobre ser um homem negro de periferia e um professor com uma formação numa área tão dura como a Teoria da Literatura com as representações de outros homens negros de periferia acionadas nas letras de Baco Exu do Blues buscando cartografar as regularidades discursivas (FOUCAULT, 1996) escreviventes (EVARISTO, 2010). Compreendendo o rap como escrevivente e, portanto, um dos veículos capazes de exprimir as enunciações coletivas das experiências negras no Brasil, penso que ele é, também, um instrumento de luta antirracista, pela sua capacidade de organizar intelectualidades negras no processo de Letramentos de Reexistência (SOUZA, 2009), ou seja, possibilita a autogestão subjetiva de pessoas continuamente subalternizadas. Este trabalho não desejava ficar aprisionado nos muros traçados pelas páginas brancas, por isso, o gênero textual podcast foi o método utilizado para que se pudesse ampliar o acesso e a co-produção de saberes, em oposição às lógicas acadêmicas perpetuadas pela branquitude que restringem o conhecimento como forma de controle do poder e manutenção racismo nas universidades brasileiras. Portanto, essa trabalho reúne um corpus dissidente contra o racismo institucional que limita as possibilidades dos homens negros estudarem e, por consequência, nos impossibilita de sonhar; as lógicas escravocratas e genocidas às quais nossos corpos estão condicionados; e a falta de comunicação, gesto ancestral do nosso povo, que nos foi retirada pelas lógicas racistas que interferem nas nossas vidas, limitando nossos afetos e nos destruindo enquanto sujeitos e, por conseguinte, as nossas famílias e comunidades. Ao gravar o podcast, quis tornar audível a voz de um preto que sobrevive e sobreviveu, apesar de tudo e quis também dizer aos meus irmãos que precisamos mais que sobreviver. Na construção deste estudo trouxemos como operadores teóricos: AGAMBEN (2016), AKOTIRENE (2018), ALMEIDA (2018), BAIA (2011), BARTHES (1988), CEVASCO (2003), DAVIS (2016) DELEUZE (2014), DELEUZE; GUATARRI (1995, 2000), DRAVET (2015), EVARISTO (2010), FANON (2008), FONSECA (2010), FOUCAULT (1987), Flow Podcast (2022) HALL (1999, 2003), hooks (1995, 2013, 2018, 2019, 2020), MBEMBE (2018), Não Inviabilize – Um laboratório de histórias reais (2022), OLIVEIRA (2014), Inédita Pamonha (2022), PEREIRA (2021), PINHO (2019), PODCIRO! PodCiro! (2022), Podpah (2022) Roda Viva (2022), RODRIGUEZ (2018), SOUZA (2009), SOUZA, D. B. DE; (2019), SOUZA, (2011, 2018, 2019), WEST (1999) e WILLIAM (2019). |
| Abstract: | In this dissertation-podcast, entitled Facção Falada: Escrevivências de Masculinidades negras Soteropolitanas em Baco Exu do Blues, I made an “exuzilhada” (exuroads, instead of crossroads) of possible reading paths of the representations of black men in the lyrics of contemporary Salvador rap songs. For that, I needed to develop a dialogue between my understanding of being a black man from the periphery, a teacher with a background in such a stiff area as Literary Theory and the representation of other black men from the periphery engaged in the lyrics of Baco Exu do Blues looking to map the discursive formations (FOUCAULT, 1996) escreviventes (EVARISTO, 2010). Understanding rap as escrevivente and, therefore, one of the vehicles able to express collective enunciations of black experiences in Brazil, I think that it is also, an instrument of an anti-racist campaign, for its capacity of organizing black intellectualities in the process of Letramentos de Reexistência (SOUZA, 2009), in other words, allow for subjective self-management of continuously subordinated people. The present study did not wish to stay imprisoned in the walls made by the white pages, that’s why the podcast genre was the chosen method, so it could broaden the access and the co-production of knowledge, opposite to academic thinking perpetuated by whiteness which restricts the knowledge as a mean of power control and racism maintenance in Brazilian universities. Therefore, this study assembles a corpus dissidente against the institutional racism which limits the possibilities of black men's studies, and, in consequence, inhibits our dreams; the slavery and genocide thinking to which our bodies are conditioned; and the lack of communication, this ancient gesture of our people, that was taken from us by racist actions which interfere in our lives, limiting our affections and destroying us as subjects and, ergo, our families and communities. In recording the podcast, I wanted to make audible the voice of a black man who survived and survives (despite everything) and wanted, also, to say to my brothers and sisters that we need more than survival. In the development of this study I brought as theoretical operators: AGAMBEN (2016), AKOTIRENE (2018), ALMEIDA (2018), BAIA (2011), BARTHES (1988), CEVASCO (2003), DAVIS (2016) DELEUZE (2014), DELEUZE; GUATARRI (1995, 2000), DRAVET (2015), EVARISTO (2010), FANON (2008), FONSECA (2010), FOUCAULT (1987), Flow Podcast (2022) HALL (1999, 2003), hooks (1995, 2013, 2018, 2019, 2020), MBEMBE (2018), Não Inviabilize – Um laboratório de histórias reais (2022), OLIVEIRA (2014), Inédita Pamonha (2022), PEREIRA (2021), PINHO (2019), PODCIRO! PodCiro! (2022), Podpah (2022) Roda Viva (2022), RODRIGUEZ (2018), SOUZA (2009), SOUZA, D. B. DE; (2019), SOUZA, (2011, 2018, 2019), WEST (1999) e WILLIAM (2019). |
| Palavras-chave: | Exuzilhar rap masculinidades negras |
| CNPq: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora / Evento / Instituição: | Universidade Federal da Bahia |
| Sigla da Instituição: | UFBA |
| metadata.dc.publisher.department: | Instituto de Letras |
| metadata.dc.publisher.program: | Programa de Pós-Graduação em Língua e Cultura (PPGLINC) |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42303 |
| Data do documento: | 19-Dez-2022 |
| Aparece nas coleções: | Dissertação (PPGLITCULT) |
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| dissertao.docx.pdf | 369,55 kB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir | |
| Ata assinada.pdf | 68,36 kB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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