Resumo:
Pensar a ditadura brasileira depois de cinquenta anos (1964-2014) será, entre tantas razões, um dever a cumprir com uma geração de jovens estudantes que chegam à universidade brasileira. Parece-me imprescindível que provoquemos uma discussão sobre o lugar que ocupa a memória da ditadura em muitos dos professores que atuam nas universidades, como é o meu caso. Neste sentido, a proposta de minha intervenção no Congresso de JALLA é dar conta do trabalho de investigação e, sobretudo, de produção textual coletiva que estou organizando, com o propósito de recuperar narrativas em primeira pessoa (escritas de si) que recontem a ditadura como figura ameaçadora ou estimuladora durante o processo de formação profissional pelo qual passamos muitos de nós naqueles ‘anos de chumbo’. Meu trabalho consiste (1) na recuperação da memória da ditadura brasileira; (2) na releitura de outras ditaduras latino-americanas através da literatura; e (3) na associação entre a memória, a ditadura e a formação profissional de estudantes brasileiros contemporâneos, em especial, alunos do Curso de Letras, área à qual me dedico. Percebe-se que minha pesquisa se encontra na interseção de áreas, o que lhe confere um caráter interdisciplinar