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Title: As controvérsias em torno da medicina baseada em evidências
Authors: Lapa, Tânia Guimarães
???metadata.dc.contributor.advisor???: Rocha, Marcelo Nunes Dourado
???metadata.dc.contributor.advisor-co???: Almeida Filho, Naomar Monteiro de
Keywords: Medicina Baseada em Evidências;Controvérsias;Epistemologia;Ética
Issue Date: 28-Nov-2019
Abstract: Entre o final da década de 1980 e a primeira metade da década de 1990, a Medicina Baseada em Evidências (EBM) foi apresentada como um novo paradigma para a prática médica, que propunha novas bases epistemológicas para a tomada de decisão clínica, rebaixando ao máximo o valor epistêmico para a intuição, a experiência clínica e os raciocínios fisiopatológicos, e elevando ao máximo as evidências obtidas por meio de ensaios randomizados controlados (RCT). Trouxe consigo uma proposta de inovação das práticas médicas e do ensino médico, na medida em que passou a requerer novas habilidades para os médicos, principalmente as técnicas de avaliação das evidências mediante revisão sistemática da literatura científica disponível. Imediatamente após a divulgação dos manifestos do Evidence Based Medicine Working Group no ACP Journal Club (1991) e no Journal of American Medical Association (JAMA, 1992), tiveram início controvérsias acerca das ideias e propostas da EBM, que perduram até hoje, focando principalmente nas bases epistemológicas e nos aspectos éticos da proposta. Nessa época, foi criada uma revista específica (British Medical Journal – Evidence Based Medicine ou BMJ-EBM), enquanto fascículos especiais em periódicos médicos acumulavam as críticas e os debates (e.g. Journal of Evaluation of Clinical Practice). O objetivo desse trabalho é identificar e analisar as controvérsias ocorridas em torno da EBM, desde a década de 1990, precisamente nesses periódicos (JAMA, BMJ, Journal of Evaluation of Clinical Practice), além do The Lancet, que empreendeu a primeira reação institucional à EBM. Seguiremos essas controvérsias até 2018, quando irrompeu uma importante crise no âmbito da Cochrane Collaboration. Busca-se apresentar uma visão mais ampla, complexa e rica da EBM, para além de uma visão instrumental, como habitualmente é encontrada nos seus manuais e tutoriais. A expectativa é oferecer subsídios para uma reflexão que oriente um pensamento crítico, permita balancear as influências predominantes dos conceitos e métodos das ciências analíticas e das tecnologias, e seus impactos não apenas na medicina, mas também na educação médica universitária, e no campo mais geral da saúde. Depois de realizada a análise das controvérsias em torno da EBM, concluímos que para problematizar criticamente o que sejam as melhores evidências científicas, seus limites e possibilidades, é de grande relevância uma base histórica, epistemológica e ética.
Between the late 1980s and the first half of the 1990s, Evidence-Based Medicine (EBM) was introduced as a new paradigm for medical practice, which proposed new epistemological foundations for clinical decision-making, lowering as much as possible epistemic value for intuition, clinical experience and pathophysiological reasoning, and maximizing the evidence obtained through randomized controlled trials (RCT). It claimed the reform of medical education and training to provide clinicians with the skills and techniques for evidence evaluation through systematic review of available scientific literature. Immediately after the publication of the Evidence-Based Medicine Working Group manifesto in the ACP Journal Club (1991) and the Journal of the American Medical Association (JAMA, 1992), controversies about EBM's ideas and proposals started focusing mainly on the epistemological bases and the ethical aspects of the proposal, and has remained to this day. At that time, a specific journal (British Medical Journal - Evidence Based Medicine or BMJ-EBM) was created, while special issues of medical journals accumulated criticism and debate (e.g., Journal of Evaluation of Clinical Practice). In this paper, we will discuss controversies around EBM since the 1990s, precisely in these journals (JAMA, BMJ, Journal of Evaluation of Clinical Practice), as well as The Lancet, which undertook the first institutional reaction to EBM. We will continue these controversies until 2018, when a major crisis broke out within the Cochrane Collaboration. The goal is to present a broader, more complex and richer view of EBM, besides the instrumental view as commonly found in its manuals and tutorials. The expectation is to promote reflections and critical thinking to balance the predominant influences of the concepts and methods of the analytical sciences and technologies, and their impacts not only on medicine, but also on medical education, and on the wider field of healthcare. Depois de realizada a análise das controvérsias em torno da EBM, concluímos que para problematizar criticamente o que sejam as melhores evidências científicas, seus limites e possibilidades, é de grande relevância uma base histórica, epistemológica e ética. After analysing the controversies about EBM, After analyzing the controversies about EBM, we conclude that a historical, epistemological and ethical framework is relevant in order to critically approach the best scientific evidence and to establish its limits and possibilities.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/30958
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