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Title: A burla do corpo: estratégicas e políticas de criação
Authors: Saidel, Giorgia Barbosa da Conceição
???metadata.dc.contributor.advisor???: Lopes, Cássia Dolores Costa
Keywords: Corpo como suporte na arte;Arte erótica;Erotismo;Criação (Literária, artística, etc.);Corpo humano;Creation (Literary, artistic, etc.);Erotic art;Body art;eroticism;Human body
Issue Date: 27-Aug-2018
Abstract: O corpo é o lugar onde as pesquisas artística e acadêmica se articulam para gerar questões problematizadas. Neste trabalho, os horizontes metodológicos tem como base um pensamento geográfico, espacial, que procura cartografar as noções que vão sendo construídas em processo ao longo da pesquisa. Inspirada pelo pensamento de autores como Nietzsche, Foucault, Susan Sontag, Oswald de Andrade, Cássia Lopes e Suely Rolnik, o corpo emerge não somente como objeto, mas como o próprio agente do estudo. A burla – retirada de dentro da moldura do gênero burlesco (visto principalmente em dicionários etimológico e de termos literários, bem como em O Riso Burlesco, de Georges Minois, e na análise do movimento New Burlesque) – aparece como uma estratégia de criação do corpo, que pretende operar a partir de suas marcas (sendo algumas delas o gênero, visto por Judith Butler, bem como o colonialismo e estereotipização, apontadas por Homi K. Bhabha, entre outras), dando visibilidade e potência a características que estão impedidas de se desenvolver dentro dos discursos da tradição racionalista e colonial. Percebe-se, através da descrição e análise de alguns processos criativos (dos trabalhos Los Juegos Provechosos, 2009; Simpatia Full Time, 2008-2010; Burlescas, 2009; Salmon Nela, 2007; e Technomaravilha, 2010), que pontos de bloqueio e aprisionamento dos estereótipos tornam-se evidentes quando o corpo está em performance. Na burla do corpo, rompe-se com as lógicas e práticas normatizadoras, criando possibilidades de reinvenção. O trabalho problematiza, além disso, certos engessamentos de procedimentos e metodologias de criação no campo das artes cênicas (dança e teatro). Tais pontos de fixidez também corroboram para a manutenção de concepções de corpo que, numa prática artística comprometida politicamente, necessitam ser revistas e modificadas. A pergunta de Espinosa, atualizada por Deleuze e Guattari – o que pode o corpo? – é uma questão norteadora. Das práticas artísticas mencionadas (nas quais participei como performer), emerge o corpo que chacoalha – borrando contornos e inaugurando uma erótica própria ao ato performático (Massimo Canevacci). Esse chacoalhar torna-se um dos caminhos possíveis para iniciar a burla do corpo. O corpo que burla é uma resposta criativa à pergunta de como seria possível descolonizar o corpo, feita por André Lepecki, pois ele se torna um caminho para a leitura crítica de dados culturais.
The body is the local where the artistic and the academic researches are articulated to generate problematized issues in this work. Here, the methodological horizons are based on a geographical thinking, in a spatial point of view, that seeks to drawing up cartographically the concepts that are being built throughout the research process. Inspired by the thought of authors such as Nietzsche, Foucault, Susan Sontag, Oswald de Andrade, Cassia Lopes and Suely Rolnik, the body emerges not only as an object but as the subject in this study. The burla – extracted from the frame of the burlesque genre (studied in etymological dictionary, literary terms dictionary, in Georges Minois's article The Burlesque Laughter, as well on the analysis of the New Burlesque movement) – appears like a strategy to the creation of the body which want to operate from its scars (some of which are the gender, seen by Judith Butler, as well as colonialism and stereotyping, highlighted by Homi K. Bhabha, among others), giving visibility to potency and characteristics that are prevented from developing within the discourses of colonial and rationalist tradition. It's possible to note through the description and analysis of some creative processes (the works Los Juegos Provechosos, 2009; Simpatia Full Time, 2008-2010; Burlescas, 2009; Salmon Nela, 2007; and Technomaravilha, 2010), the blockade and entrapment points from the stereotypes that becomes evident when the body is in performance. In the burla of the body, it breaks up with logical and normalizing practices, creating possibilities for reinvention. This research discusses, in addition, a certain fixity of procedures and methodologies in the field of the performing arts (dance and theater). Such fixed points also supports for the maintenance of body conceptions that a politically engaged art practice needs to review and modify. The question of Spinoza, updated by Deleuze and Guattari – what can a body do? – is a north query. From the mentioned artistic practices (in which I participated as a performer) emerges the shaking body – blurring boundaries and inaugurating a peculiar erotica born in the performative act (Massimo Canevacci). This shake becomes one of the possible ways to start the burla of the body. The body that does the burla is one artistic answer to André Lepecki's issue how to revert the colonization of the body, because it could be a way to read and to criticize cultural data.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/27102
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