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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44231
Tipo: Artigo de Periódico
Título: Desvalorização interna e reforma trabalhista em Portugal
Título(s) alternativo(s): Internal devaluation and labor reform in Portugal
Autor(es): Sampaio, Nuno Jorge Rodrigues Teles
Resumo: A crise financeira global e sua declinação europeia na zona Euro, a partir de 2011, forçaram Portugal a adotar uma política dita de “desvalorização interna”, onde a reforma trabalhista de 2012 assumiu importância central. Neste artigo procura-se escrutinar as origens teóricas e institucionais que promoveram a política de desvalorização interna e subsequente reforma trabalhista, bem como os seus impactos até a atualidade. O papel da teoria da “economia do trabalho” neoclássica e das instituições internacionais como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento, o Fundo Monetário Internacional e, sobretudo, a União Europeia é exposto. Em 2011, servindo-se da crise financeira que então afligia os países do Sul da Europa, estas instituições forçaram Portugal a adotar profundas medidas de austeridade e uma reforma trabalhista como contrapartida dos seus empréstimos oficiais. O resultado foi uma profunda recessão e um aumento do desemprego nunca antes visto. Hoje, as medidas de desvalorização interna são celebradas como estando na origem da presente recuperação econômica e do emprego em Portugal. Argumenta-se neste artigo que a explicação para a recuperação econômica baseada na desvalorização interna é equivocada. Contudo, os seus efeitos no aumento da vulnerabilidade dos trabalhadores portugueses é inequívoca, o que faz temer as consequências sociais de futuras crises econômicas.
Abstract: The global financial crisis and its impacts in the Eurozone, since 2011, forced Portugal to adopt a so-called “internal devaluation” policy, where labour reform played a central role. Attention is drawned in this article to the role played by both neoclassical “labour economics” theory and international institutions such as the Organisation for Economic Cooperation and Development, the International Monetary Fund and, above all, the European Union. In 2011, leveraging the vulnerable position of southern european states then afflicted by financial stress, these institutions imposed deep austerity measures and a labour market reform in return for the official loans then granted to these countries. The “internal devaluation” policy is now celebrated as being key for the current economic and employment recovery in this country. In this article, the theoretical and institutional origins of such measures are scrutinized as well as their lasting impacts. It is argued that the current economic recovery bears a very thin relation with the “internal devaluation” measures. Instead, such policy have enhanced the vulnerability of portuguese workers, who now stand in a fragile position when facing future economic downturns.
Palavras-chave: Reforma trabalhista - Portugal
Economia do trabalho
Economia política
Macroeconomia
Economia internacional
Desemprego - Portugal
CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA
Idioma: por
País: Brasil
Editora / Evento / Instituição: Universidade Católica do Salvador
Sigla da Instituição: UCSal
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Identificador DOI: https://doi.org/10.25247/2447-861X.2019.n248.p742-765
URI: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44231
Data do documento: Dez-2019
Aparece nas coleções:Artigo Publicado em Periódico (FCE)

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