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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44205
Tipo: Artigo de Periódico
Título: Higher risk of death from COVID-19 in low-income and non-white populations of São Paulo, Brazil
Autor(es): Li, Sabrina L.
Pereira, Rafael H. M.
Prete Júnior, Carlos A.
Zarebski, Alexander E.
Silva, Lucas Emanuel da
Alves, Pedro J. H.
Peixoto, Pedro S.
Braga, Carlos K. V.
Santos, Andreza Aruska de Souza
Souza, William M. de
Barbosa, Rogerio J.
Buss, Lewis F.
Mendrone, Alfredo
Almeida Neto, Cesar de
Ferreira, Suzete C.
Salles, Nanci A.
Marcilio, Izabel
Wu, Chieh Hsi
Gouveia, Nelson
Nascimento, Vitor H.
Sabino, Ester C.
Faria, Nuno R.
Messina, Jane P.
Resumo: Introdução: Há poucas evidências sobre os efeitos diferenciais da COVID-19 na saúde de grupos populacionais desfavorecidos. Neste estudo, caracterizamos o risco diferencial de hospitalização e óbito no estado de São Paulo, Brasil, e mostramos como a vulnerabilidade à COVID-19 é moldada por desigualdades socioeconômicas. Métodos: Realizamos um estudo transversal utilizando casos de infecção respiratória aguda grave (IRAG) que necessitaram de hospitalização, notificados de março a agosto de 2020 no Sistema de Monitoramento Inteligente de São Paulo (SIMA). Examinamos o risco de hospitalização e óbito por raça e nível socioeconômico, utilizando múltiplos conjuntos de dados para análises individuais e espaço-temporais. Explicamos essas desigualdades de acordo com diferenças na mobilidade diária, obtidas a partir de dados de telefonia móvel, comportamento de teletrabalho e comorbidades. Resultados: Ao longo do período do estudo, os pacientes que viviam nos 40% das áreas mais pobres apresentaram maior probabilidade de morrer em comparação com os pacientes que viviam nos 5% das áreas mais ricas (OR: 1,60, IC 95% 1,48 a 1,74) e apresentaram maior probabilidade de serem hospitalizados entre abril e julho de 2020 (OR: 1,08, IC 95% 1,04 a 1,12). Indivíduos negros e pardos apresentaram maior probabilidade de serem hospitalizados em comparação com indivíduos brancos (OR: 1,41, IC 95% 1,37 a 1,46; OR: 1,26, IC 95% 1,23 a 1,28, respectivamente) e também apresentaram maior probabilidade de morrer (OR: 1,13, IC 95% 1,07 a 1,19; 1,07, IC 95% 1,04 a 1,10, respectivamente) entre abril e julho de 2020. Após a hospitalização, pacientes tratados em hospitais públicos apresentaram maior probabilidade de morrer do que pacientes em hospitais privados (OR: 1,40%, IC 95% 1,34% a 1,46%). Indivíduos negros e aqueles com baixa escolaridade apresentaram maior probabilidade de ter uma ou mais comorbidades, respectivamente (OR: 1,29, IC 95% 1,19 a 1,39; 1,36, IC 95% 1,27 a 1,45). Conclusões: Comunidades de baixa renda, negras e pardas têm maior probabilidade de morrer com COVID-19. Isso está associado ao acesso diferenciado a cuidados de saúde de qualidade, à capacidade de autoisolamento e à maior prevalência de comorbidades.
Abstract: Introduction Little evidence exists on the differential health effects of COVID-19 on disadvantaged population groups. Here we characterise the differential risk of hospitalisation and death in São Paulo state, Brazil, and show how vulnerability to COVID-19 is shaped by socioeconomic inequalities. Methods We conducted a cross- sectional study using hospitalised severe acute respiratory infections notified from March to August 2020 in the Sistema de Monitoramento Inteligente de São Paulo database. We examined the risk of hospitalisation and death by race and socioeconomic status using multiple data sets for individual- level and spatiotemporal analyses. We explained these inequalities according to differences in daily mobility from mobile phone data, teleworking behaviour and comorbidities. results Throughout the study period, patients living in the 40% poorest areas were more likely to die when compared with patients living in the 5% wealthiest areas (OR: 1.60, 95% CI 1.48 to 1.74) and were more likely to be hospitalised between April and July 2020 (OR: 1.08, 95% CI 1.04 to 1.12). Black and Pardo individuals were more likely to be hospitalised when compared with White individuals (OR: 1.41, 95% CI 1.37 to 1.46; OR: 1.26, 95% CI 1.23 to 1.28, respectively), and were more likely to die (OR: 1.13, 95% CI 1.07 to 1.19; 1.07, 95% CI 1.04 to 1.10, respectively) between April and July 2020. Once hospitalised, patients treated in public hospitals were more likely to die than patients in private hospitals (OR: 1.40%, 95% CI 1.34% to 1.46%). Black individuals and those with low education attainment were more likely to have one or more comorbidities, respectively (OR: 1.29, 95% CI 1.19 to 1.39; 1.36, 95% CI 1.27 to 1.45). Conclusions Low- income and Black and Pardo communities are more likely to die with COVID-19. This is associated with differential access to quality healthcare, ability to self- isolate and the higher prevalence of comorbidities.
Palavras-chave: COVID-19, Pandemia de, 2020-2023 - Brasil
Serviço de saúde - Acesso
Economia da saúde
Economia do setor público
Sistema Único de Saúde (Brasil)
Políticas de saúde - Brasil
CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA::ECONOMIA DO BEM-ESTAR SOCIAL
Idioma: eng
País: Reino Unido
Editora / Evento / Instituição: British Medical Journal
Sigla da Instituição: BMJ
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Identificador DOI: 10.1136/ bmjgh-2021-004959
URI: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44205
Data do documento: 29-Abr-2021
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