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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44157
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso
Título: Síndrome de Alagille na pediatria: estudo observacional retrospectivo em serviço de gastroenterologia e hepatologia pediátrica
Título(s) alternativo(s): Alagille syndrome in pediatrics: a retrospective observational study in a pediatric gastroenterology and hepatology service.
Autor(es): Leite, Débora Larissa Montarroyos
Primeiro Orientador: Marques, Cibele Dantas Ferreira
Resumo: A síndrome de Alagille é uma doença genética de herança autossômica dominante, caracterizada por colestase crônica associada a manifestações multissistêmicas e ampla heterogeneidade clínica e evolutiva na população pediátrica. Objetivo: Descrever o perfil clínico, laboratorial, histológico, genético, terapêutico e os desfechos de crianças e adolescentes com diagnóstico de síndrome de Alagille acompanhados em um serviço terciário de gastroenterologia e hepatologia pediátrica na Bahia. Métodos: Estudo observacional retrospectivo, do tipo série de casos, incluindo pacientes de 0 a 18 anos com diagnóstico clínico, histológico e/ou genético de síndrome de Alagille. Foram analisados dados demográficos, manifestações clínicas hepáticas e extra-hepáticas, exames laboratoriais ao diagnóstico e após aproximadamente 12 meses de seguimento, achados histológicos, resultados da investigação genética, tratamento instituído e desfechos clínicos. Resultados: Foram incluídos 11 pacientes, com discreto predomínio do sexo feminino. Colestase neonatal persistente e icterícia estiveram presentes em todos os casos. Prurido foi observado em 63,6% dos pacientes, sendo intenso ou intratável em parte deles, frequentemente associado à dislipidemia e ao aparecimento de xantomas. Malformações cardíacas congênitas foram identificadas em 72,7% dos indivíduos. Alterações esqueléticas e oftalmológicas, como vértebras em borboleta e embriotóxon posterior, também foram achados frequentes. A biópsia hepática revelou padrões heterogêneos, incluindo ductopenia, proliferação ductular e colestase sem ductopenia. A investigação genética identificou variantes no gene JAG1 em parte dos pacientes. Discussão: O tratamento clínico baseou-se principalmente no uso de ácido ursodesoxicólico e suplementação de vitaminas lipossolúveis, com resposta laboratorial parcial e heterogênea após aproximadamente um ano de seguimento. Conclusão: Observou-se evolução clínica variável, com dissociação frequente entre resposta bioquímica e controle dos sintomas, e 45,5% dos pacientes evoluíram para transplante hepático, evidenciando a gravidade e a imprevisibilidade da síndrome de Alagille.
Abstract: Alagille syndrome is a genetic disorder with autosomal dominant inheritance, characterized by chronic cholestasis associated with multisystem involvement and marked clinical and evolutionary heterogeneity in the pediatric population.Objective: To describe the clinical, laboratory, histological, genetic, therapeutic profile and outcomes of children and adolescents diagnosed with Alagille syndrome followed at a tertiary pediatric gastroenterology and hepatology center in Bahia, Brazil. Methods: This was a retrospective observational case series including patients aged 0 to 18 years with a clinical, histological and/or genetic diagnosis of Alagille syndrome. Demographic data, hepatic and extrahepatic clinical manifestations, laboratory findings at diagnosis and after approximately 12 months of follow-up, histological features, genetic testing results, treatments and clinical outcomes were analyzed. Results: Eleven patients were included, with a slight predominance of females. Persistent neonatal cholestasis and jaundice were present in all cases. Pruritus was observed in 63.6% of patients, with severe or intractable forms in some, frequently associated with dyslipidemia and xanthomas. Congenital heart disease was identified in 72.7% of individuals. Skeletal and ophthalmologic abnormalities, such as butterfly vertebrae and posterior embryotoxon, were also frequent findings. Liver biopsy revealed heterogeneous patterns, including ductopenia, ductular proliferation and cholestasis without ductopenia. Genetic testing identified variants in the JAG1 gene in a subset of patients. Discussion: Clinical management was mainly based on ursodeoxycholic acid and fat-soluble vitamin supplementation, with partial and heterogeneous laboratory response after approximately one year of follow-up. Conclusion: A variable clinical course was observed, with frequent dissociation between biochemical response and symptom control. Additionally, 45.5% of patients progressed to liver transplantation, highlighting the severity and unpredictable nature of Alagille syndrome.
Palavras-chave: Síndrome de Alagille
Colestase neonatal
Hepatopatia colestática
Pediatria
Transplante hepático
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE
Idioma: por
País: Brasil
Editora / Evento / Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
Sigla da Instituição: UFBA
metadata.dc.publisher.department: Faculdade de Medicina da Bahia
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44157
Data do documento: 5-Jan-2026
Aparece nas coleções:Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) - Programa de Residência Médica (Faculdade de Medicina)

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