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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44066
Tipo: Tese
Título: Análise clínica, morfológica, topográfica e química de mineralizações pulpares
Título(s) alternativo(s): Clinical, morphological, topographical, and chemical analysis of pulp mineralizations
Autor(es): Fernandes, Marcos Vinicius Cook
Primeiro Orientador: Martins, Gabriela Botelho
metadata.dc.contributor.advisor-co1: Figueiredo, José Antônio Poli de
metadata.dc.contributor.referee1: Figueiredo, José Antônio Poli de
metadata.dc.contributor.referee2: Medrado, Alena Ribeiro Alves Peixoto
metadata.dc.contributor.referee3: Pereira, Manoela Carrera Martinez Cavalcante
metadata.dc.contributor.referee4: Sanches, Ana Carla Barletta
metadata.dc.contributor.referee5: Souza, Ronaldo Araújo
Resumo: Introdução: as mineralizações pulpares são estruturas formadas por tecido duro, localizadas na intimidade do tecido pulpar, que derivam de um processo de alteração tecidual que predispõe à deposição de sais de fosfato de cálcio. A literatura sugere que estímulos patológicos de longa duração e baixa intensidade são os principais fatores etiológicos das mineralizações no tecido pulpar. Objetivo: analisar os aspectos clínicos e os padrões morfológicos, topográficos e químicos de mineralizações pulpares. Material e métodos: a pesquisa utilizou 44 mineralizações pulpares de dentes que necessitavam de tratamento endodôntico em uma população polonesa. Os dados clínicos dos pacientes foram coletados e realizou-se a remoção das mineralizações pulpares após a cirurgia de acesso à câmara pulpar. Utilizou-se a microtomografia computadorizada para avaliação morfológica e topográfica das estruturas e o método de espectroscopia Raman para realizar a análise e caracterização da composição química da amostra, quanto à proporção mineral/matriz e ao teor de carbonato. Resultados: os dados clínicos revelaram que as mineralizações pulpares, na amostra estudada, ocorreram com maior frequência em mulheres, na maxila, no lado esquerdo da face e em molares, especialmente os primeiros — estando de acordo com a literatura. A faixa etária mais acometida compreendeu pacientes entre 19 e 59 anos. A localização na cavidade pulpar apresentou correlação com a morfologia das mineralizações, mas não com a topografia. O aspecto morfológico mais prevalente foi o irregular, enquanto a topografia predominante foi a mista. Não houve diferença estatística na proporção mineral/matriz entre os tipos morfológicos. No entanto, os nódulos irregulares apresentaram maior teor de carbonato, com diferença estatisticamente significativa em relação aos outros tipos morfológicos. No aspecto topográfico, os nódulos lisos e compactos apresentaram maior proporção mineral/matriz, indicando estrutura mais mineralizada, com diferença estatisticamente significativa em relação aos outros tipos, porém, o teor de carbonato não diferiu entre os tipos topográficos. Conclusão: na amostra estudada, as mineralizações pulpares ocorreram predominantemente nos primeiros molares superiores esquerdos de mulheres adultas. Os nódulos irregulares foram o tipo morfológico mais prevalente, especialmente na câmara pulpar, enquanto a morfologia cilíndrica foi predominante no canal radicular. As mineralizações irregulares possuíram maior teor de carbonato, o que indicou um processo de mineralização menos desenvolvido. As mineralizações lisas e compactas se apresentaram mais mineralizadas que os outros tipos topográficos.
Abstract: Introduction: pulp mineralizations are structures formed by hard tissue, located within the pulp tissue, and derived from a tissue alteration process that predisposes to the deposition of calcium phosphate salts. The literature suggests that long-duration, low-intensity pathological stimuli are the main etiological factors of mineralizations in the pulp tissue. Objective: to analyze the clinical aspects, morphological, topographic, and chemical patterns of pulp mineralizations. Material and methods: the research used 44 pulp mineralizations from teeth requiring endodontic treatment in a Polish population. Clinical data from the patients were collected, and the pulp mineralizations were removed after access surgery to the pulp chamber. Computational microtomography was used for morphological and topographic evaluation of the structures, and Raman spectroscopy was used to analyze and characterize the chemical composition of the sample, in terms of mineral-to-matrix ratio and carbonate content. Results: Clinical data revealed that pulp mineralizations, in the studied sample, occurred more frequently in women, in the maxilla, on the left side of the face, and in molars, especially the first molars, consistent with the literature. The most affected age group comprised patients between 19 and 59 years old. The location in the pulp cavity correlated with the morphology of the mineralizations, but not with the topography. The most prevalent morphological aspect was irregular, while the predominant topography was mixed. There was no statistical difference in the mineral/matrix ratio between the morphological types; however, irregular nodules presented a higher carbonate content, with a statistically significant difference compared to the other morphological types. In terms of topography, smooth and compact nodules presented a higher mineral-to-matrix ratio, indicating a more mineralized structure, with a statistically significant difference compared to the other types; however, the carbonate content did not differ between the topographic types. Conclusion: in the studied sample, pulp mineralizations occurred predominantly in the first left upper molars of adult women. Irregular nodules were the most prevalent morphological types, especially in the pulp chamber, while cylindrical morphology was predominant in the root canal. Irregular mineralizations had a higher carbonate content, indicating a less developed mineralization process. Smooth and compact mineralizations were more mineralized than the other topographic types.
Palavras-chave: Polpa dentária
Cavidade pulpar
Calcificações da polpa dentária
Calcificação patológica
Pedras da polpa dentária
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ODONTOLOGIA::ENDODONTIA
Idioma: por
País: Brasil
Editora / Evento / Instituição: Universidade Federal da Bahia
Sigla da Instituição: UFBA
metadata.dc.publisher.department: Instituto de Ciências da Saúde - ICS
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas (PPGORGSISTEM) 
Citação: FERNANDES, Marcos Vinicius Cook. Análise clínica, morfológica, topográfica e química de mineralizações pulpares. Orientadora: Gabriela Botelho Martins; Coorientador: José Antônio Poli de Figueiredo. 2025. 116 f. Tese (Doutorado em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas) - Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2025.
Tipo de Acesso: Acesso Restrito
URI: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44066
Data do documento: 16-Dez-2025
Aparece nas coleções:Tese (PPGPIOS)

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