https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44061| Tipo: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Título: | Perfil epidemiológico de pacientes com hiperinsulinismo congênito não sindrômico em serviços de referência em endocrinologia pediátrica no Estado da Bahia |
| Título(s) alternativo(s): | Epidemiological profile of patients with non-syndromic congenital hyperinsulinism in pediatric endocrynology reference centers in the state of Bahia |
| Autor(es): | Sá, Nicole Cruz de |
| Primeiro Orientador: | Alves, Crésio de Aragão Dantas |
| metadata.dc.contributor.advisor-co1: | Fernandes, Julia Constança Conceição Souza |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Alves, Crésio de Aragão Dantas |
| Resumo: | Introdução: O hiperinsulinismo congênito é a principal causa de hipoglicemia persistente na infância, com início dos sintomas predominante nas primeiras 24 horas de vida. É uma condição rara, porém grave, devido ao risco de dano neurológico permanente. Objetivo: Descrever o perfil clínico de pacientes com diagnóstico de hiperinsulinismo congênito não sindrômico, nos últimos 10 anos, assistidos em dois serviços de referência em Endocrinologia Pediátrica no estado da Bahia. Método: Estudo observacional, retrospectivo, avaliando 9 crianças com hipoglicemia e diagnóstico de hiperinsulinismo congênito não sindrômico confirmado após realização de pelo menos uma amostra crítica. Para revisão de literatura utilizou-se a estratégia de busca no Pubmed com os termos [MeSH]: “hiperinsulinismo congênito”, publicados nos últimos 10 anos, selecionando os artigos mais atuais e representativos sobre o tema. Também foram consultados livros-texto de endocrinologia pediátrica. Resultado: Dentre os 9 pacientes com diagnóstico de hiperinsulinismo congênito 66,7% eram do sexo feminino. O início dos sintomas foi variável com 55,5% dos pacientes apresentando hipoglicemia nas primeiras 24 horas de vida. A média do tempo dos sintomas até o diagnóstico foi 10,2 dias. A pesquisa genética foi feita em 88,9% dos pacientes, sendo identificadas variantes patogênicas em heterozigose no gene ABCC8 (37,5%), e em homozigose no gene ABCC8 (12,5%) e HADH (12,5%). Em 3 pacientes não foram identificadas variantes patogênicas a genes associados a hiperinsulinismo no sequenciamento genético. Como tratamento, 6 crianças (66,7%) mantém uso de análogos de somatostatina, 1 (11,1%) de diazóxido, 1 (11,1%) submetida a pancreatectomia parcial não faz uso de medicação e 1 (11,1%) fazia uso de lanreotida, mas não foi considerada por ter tido perda de seguimento. Conclusão: A ausência de variantes patogênicas em 37,5% dos casos evidencia o desafio diagnóstico que envolve essa patologia e sugere que há espaço para pesquisas sobre novos genes. O reconhecimento dos sinais precoces, associado à realização de amostras críticas e ao acesso ampliado à investigação genética, são fundamentais para melhorar o prognóstico desses pacientes, buscando reduzir o risco de complicações neurológicas e custos associados ao diagnóstico tardio. No entanto, a disponibilidade para realização dos testes moleculares ainda é limitada, torna-se essencial aumentar a acessibilidade aos painéis genéticos. Não há no Brasil protocolos assistenciais que disponibilizem o tratamento. A cirurgia mostrou benefício em casos refratários ao tratamento clínico. |
| Abstract: | Introduction: Congenital hyperinsulinism is the leading cause of persistent hypoglycemia in childhood, with symptom onset predominantly within the first 24 hours of life. It is a rare but serious condition due to the risk of permanent neurological damage. Aim: To describe the clinical profile of patients diagnosed with congenital hyperinsulinemic hypoglycemia, followed in two referral pediatric endocrinology centers in the state of Bahia. Method: This is a retrospective observational study of 9 children diagnosed with hypoglycemia and a diagnosis of non-syndromic congenital hyperinsulinism confirmed by at least one critical sample. The PubMed search strategy was used with the terms [MeSH]: "congenital hyperinsulinism”, in the past 10 years, selecting the most representative articles on the subject. Pediatric endocrinology textbooks were also consulted. Result: Among the 9 patients diagnosed with congenital hyperinsulinism, 66.7% were female. Symptom onset was variable, and 55.5% of patients presented with hypoglycemia within the first 24 hours of life. The mean time from symptoms to diagnosis was 10.2 days. Genetic testing was performed in 88.9% of patients, identifying pathogenic variants in heterozygosity in the ABCC8 gene (37.5%), and in homozygosity in the ABCC8 (12.5%), and HADH gene (12.5%). In 3 patients, no pathogenic variants were identified in genes associated with hyperinsulinism in the genetic sequencing. As for treatment, 6 children (66.7%) continued to use somatostatin analogs, 1 (11.1%) diazoxide, 1 (11.1%) underwent partial pancreatectomy and is not taking medication, and 1 (11.1%) was taking lanreotide but was not considered due to loss to follow-up. Conclusion: The absence of pathogenic variants in 37.5% of cases highlights the diagnostic challenge involved in this pathology and suggests that there is room for research into new genes. Early recognition of signs, combined with critical sampling and expanded access to genetic testing, are essential to improve the prognosis of these patients, seeking to reduce the risk of neurological complications and costs associated with late diagnosis. However, the availability of molecular testing is still limited, it is essential to increase accessibility to genetic panels. There are no care protocols in Brazil that provide this treatment. Surgery has shown benefits in cases refractory to clinical treatment. |
| Palavras-chave: | Hiperinsulinismo congênito Hipoglicemia na infância hipoglicemia persistente |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA::ENDOCRINOLOGIA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora / Evento / Instituição: | UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA |
| Sigla da Instituição: | UFBA |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Medicina da Bahia |
| Citação: | SÁ, Nicole Cruz de. Perfil epidemiológico de pacientes com hiperinsulinismo congênito não sindrômico em serviços de referência em endocrinologia pediátrica no Estado da Bahia. Orientador: Crésio de Aragão Dantas Alves; Coorientadora: Julia Constança Conceição Souza Fernandes. 2025. 33 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Endocrinologia Pediátrica) - Programa de Residência Médica, Faculdade de Medicina da Bahia, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2025. |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44061 |
| Data do documento: | 5-Dez-2026 |
| Aparece nas coleções: | Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) - Programa de Residência Médica (Faculdade de Medicina) |
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| Nicole Cruz de Sá. TCC- Especialização.pdf | 503,54 kB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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