https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43876| Tipo: | Tese |
| Título: | Intergrowth versus Fenton: há diferença na concordância do indicador de peso para idade gestacional ao nascimento e durante o internamento hospitalar? |
| Título(s) alternativo(s): | Intergrowth versus Fenton: Is there a difference in the agreement of the weight-for-gestational-age indicator at birth and during hospitalization? |
| Autor(es): | Cunha, Louise Perna Martins da |
| Primeiro Orientador: | Alves, Crésio de Aragão Dantas |
| metadata.dc.contributor.advisor-co1: | Santiago, Ana Cecília Travassos |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Santiago, Ana Cecília Travassos |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Oliveira, Lícia Maria Moreira |
| metadata.dc.contributor.referee3: | Mello, Carolina Santos |
| metadata.dc.contributor.referee4: | Silveira, Rita de Cássia |
| metadata.dc.contributor.referee5: | Moreira, Maria Elisabeth Lopes |
| Resumo: | Introdução – A prematuridade é a principal causa de mortalidade em crianças menores de cinco anos, com impactos significativos no crescimento e no desenvolvimento infantil. Prematuros enfrentam riscos nutricionais importantes devido à imaturidade biológica e à alta demanda metabólica, exigindo avaliações nutricionais precisas para orientar intervenções. No entanto, a ausência de consenso sobre a curva de crescimento neonatal a ser utilizada dificulta a padronização diagnóstica. Discrepâncias entre essas curvas podem gerar classificações divergentes quanto ao estado nutricional dos prematuros, com consequências clínicas importantes. Objetivo – Avaliar a concordância entre as curvas de crescimento de Fenton, INTERGROWTH e Olsen na classificação do estado nutricional de recém-nascidos prematuros ao nascimento e durante o internamento, examinando suas implicações no diagnóstico nutricional e sua associação com a composição corporal. Material e métodos – A tese é baseada em dois estudos observacionais retrospectivos. O primeiro, com 2.529 prematuros internados em unidades neonatais públicas de Salvador (2018–2021), avaliou a concordância do indicador de peso para idade gestacional (Z-score) ao nascer entre Fenton e INTERGROWTH. Foram utilizados gráficos de Bland-Altman, com análises estratificadas por idade gestacional e adequação do peso ao nascer, individual e conjuntamente. O segundo estudo, com 258 prematuros internados em quatro unidades neonatais dos EUA (2012–2023), comparou as curvas de Fenton, INTERGROWTH e Olsen quanto ao diagnóstico de desnutrição durante a internação, com base na variação do Z-score de peso e sua associação com composição corporal medida por pletismografia por deslocamento de ar (massa livre de gordura, FFM e gordura, FM). As análises incluíram testes de concordância (Kappa, Bowker), regressões e testes não paramétricos. Resultados – No primeiro estudo, observou-se concordância global razoável entre as curvas Fenton e INTERGROWTH ao nascimento, mas com discrepâncias relevantes entre os recém-nascidos pequenos para a idade gestacional (PIG), especialmente entre 28 e 32 semanas. Nessas situações, a curva Fenton tendeu a superestimar os Z-scores, podendo influenciar decisões terapêuticas. No segundo estudo, embora houvesse alta associação entre as curvas (R² entre 0,76 e 0,86), os diagnósticos de desnutrição variaram significativamente (Kappa entre 0,29 e 0,56). INTERGROWTH foi a que menos identificou casos de desnutrição. A curva Fenton classificou mais bebês com baixa FFM como desnutridos (46,1% vs. 16,4%), enquanto INTERGROWTH subestimou desnutrição em casos de excesso de FM. A curva de Olsen não se associou significativamente aos parâmetros de composição corporal. Conclusão – As curvas de crescimento diferem substancialmente na identificação do estado nutricional de prematuros ao nascimento e durante o internamento hospitalar. Análises de concordância mais refinadas mostraram que elas variam conforme o valor do indicador avaliado, sendo menor para indicadores mais baixos e afetando, principalmente, PIGs mais imaturos. A curva Fenton identificou um número menor de casos de desnutrição ao nascimento e maior nos casos no seguimento (muitos associados a déficits de massa magra), enquanto a INTERGROWTH apresentou comportamento oposto. A escolha da curva deve ser contextualizada e, quando possível, associada a medidas objetivas de composição corporal para orientar decisões clínicas mais precisas. |
| Abstract: | Introduction – Preterm birth is the leading cause of mortality in children under five years of age, with substantial impacts on growth and child development. Preterm infants face considerable nutritional risks due to biological immaturity and high metabolic demands, requiring accurate nutritional assessments to guide interventions. However, the lack of consensus regarding which neonatal growth chart to use (Fenton, INTERGROWTH, or Olsen) precludes diagnostic standardization. Discrepancies among these charts may result in divergent classifications of the nutritional status of preterm infants, with potential clinical consequences. Objective: To assess the concurrence between Fenton, INTERGROWTH, and Olsen growth charts in classifying the nutritional status of preterm newborns, both at birth and during hospitalization, and to examine their implications for nutritional diagnosis and their association with body composition. Methods – This dissertation was based on two retrospective observational studies. The first study included 2,529 preterm infants admitted to public neonatal units in Salvador, Brazil (2018-2021), and assessed the concurrence of weight-for-gestational-age Z-scores at birth between Fenton and INTERGROWTH charts. Bland-Altman plots were used, with stratified analyses by gestational age and birth weight adequacy, both individually and jointly. The second study involved 258 preterm infants hospitalized in four U.S. neonatal units (2012-2023). It compared Fenton, INTERGROWTH, and Olsen charts regarding the diagnosis of malnutrition during hospitalization, based on changes in weight Z-scores and their association with body composition measured by air displacement plethysmography (fat-free mass, FFM; and fat mass, FM). Analyses included agreement tests (kappa, Bowker’s test), regression models, and non-parametric tests. Results – In the first study, overall concurrence between Fenton and INTERGROWTH charts at birth was reasonable; however, substantial discrepancies were observed among small-for-gestational-age (SGA) newborns, particularly those between 28 and 32 weeks of gestation. In these cases, the Fenton chart tended to overestimate Z-scores, potentially influencing therapeutic decisions. In the second study, despite the strong association among charts (R² ranging from 0.76 to 0.86), malnutrition diagnoses varied considerably (kappa values between 0.29 and 0.56). INTERGROWTH identified the fewest cases of malnutrition. Fenton chart classified a higher proportion of infants with low FFM as malnourished (46.1% vs. 16.4%), whereas INTERGROWTH underestimated malnutrition in cases of excess FM. The Olsen chart showed no significant association with body composition parameters. Conclusion – Growth charts differ substantially in identifying the nutritional status of preterm infants at birth and during hospitalization. More refined concordance analyses revealed that overlap varies according to the value of the evaluated indicator, being lower for lower Z-scores, and disproportionately affecting more immature SGA infants. The Fenton chart identified fewer cases of malnutrition at birth but more during follow-up (many associated with fat-free mass deficits) while the INTERGROWTH chart exhibited the opposite pattern. The choice of growth chart should be contextualized and, whenever possible, complemented by objective body composition measures to reinforce more accurate clinical decision-making. |
| Palavras-chave: | Prematuro Avaliação nutricional Curvas de crescimento Composição corporal Desnutrição infantil |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::NUTRICAO |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora / Evento / Instituição: | Universidade Federal da Bahia |
| Sigla da Instituição: | PPGPIOS |
| metadata.dc.publisher.department: | Instituto de Ciências da Saúde - ICS |
| metadata.dc.publisher.program: | Programa de Pós-Graduação em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas (PPGORGSISTEM) |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43876 |
| Data do documento: | 11-Ago-2025 |
| Aparece nas coleções: | Tese (PPGPIOS) |
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| LOUISE_TESE_pos_revisoes_07.01.26 (1).pdf | PERNA-MARTINS, Louise. Intergrowth versus Fenton: há diferença na concordância do indicador de peso para idade gestacional ao nascimento e durante o internamento hospitalar? 2025. Orientador: Crésio de Aragão Dantas Alves. 129 f. Tese (Doutorado em Processos Interativos de Órgãos e Sistemas) - Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal da Bahia, Salvador. | 2,94 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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