https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43750| Tipo: | Tese |
| Título: | Canteiro colonial : trabalho, coerção e resistência |
| Título(s) alternativo(s): | The colonial construction site : labour, coercion and resistance El sitio de construcción colonial: trabajo, coerción y resistencia |
| Autor(es): | Thiesen, José Rodolfo Pacheco |
| Primeiro Orientador: | Rosa, Thaís Troncon |
| metadata.dc.contributor.advisor-co1: | Kapp, Silke |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Pereira, Sérgio Ferro |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Rojas Rabiela, Teresa |
| metadata.dc.contributor.referee3: | Lopes, João Marcos de Almeida |
| metadata.dc.contributor.referee4: | Silva, Fabiano Gomes |
| metadata.dc.contributor.referee5: | Velame, Fabio Macedo |
| Resumo: | A tese investiga a economia política da arquitetura e da construção na América Latina colonial, centrando-se nos canteiros de obras para analisar as dinâmicas de trabalho, coerção e resistência. A investigação parte de fundamentos ontológicos do trabalho, seguindo a tradição lukacsiana. Esta base teórica permite analisar como o "tempo disponível" das sociedades pré-coloniais foi convertido em "trabalho exce-dente" no universo colonial. A produção de arquitetura monumental foi um lócus privilegiado dessa conversão. São contrastadas as dinâmicas de coerção e trabalho no Altiplano Central Mexicano do século XVI com aquelas que se desenvolveram nos polos brasileiros do escravismo atlântico, especialmente Bahia e Minas Gerais do século XVIII. No Altiplano Central Mexicano a colonização se baseou no governo indireto, aproveitando a estrutura estatal hierarquizada pré-existente. Grupos indí-genas chegaram a usar a construção de conventos como forma de resistência pali-ativa para reafirmar o domínio político sobre seus territórios. Mas o governo indi-reto, controlado pela elite espanhola, drenava esse potencial construtivo para seus canteiros de obras, como os da Catedral da Cidade do México, nos quais os salários eram irrisórios e o trabalho era compulsório. Já a história brasileira baseou-se no domínio territorial direto e na economia escravista. Diferente do México, o Estado colonial brasileiro não tinha poder de coerção direto sobre o trabalho e dependia, para isso, dos proprietários privados. O Estado recorria, assim, às grandes emprei-tadas construtivas administradas privadamente, ou a modalidades de aluguel de escravizados. Os proprietários recebiam o valor do jornal e os escravizados ficavam com uma fração para sua subsistência, lutando por uma parte maior para almejar a compra da liberdade. Apesar da baixa remuneração efetiva, a força de trabalho custava caro ao Estado, que era obrigado a custear a renda dos proprietários. Isso inibiu a produção monumental de arquiteturas em volume e quantidade. O traba-lho assalariado urbano, sobretudo o especializado, abria possibilidades para a li-berdade, mas ainda com muitos entraves. A luta dos trabalhadores por liberdade era plena (melhores condições de trabalho, tempo disponível), e não se restringia à liberdade formal. A tese enfatiza que a liberdade efetiva reside no trabalho coletivo emancipado. |
| Abstract: | The thesis investigates the political economy of architecture and construction in colonial Latin America, focusing on construction sites to analyse the dynamics of labour, coercion, and resistance. The investigation departs from the ontological foundations of labour, following the Lukácsian tradition. This theoretical basis allows for an analysis of how the "available time" of pre-colonial societies was converted into "surplus labour" in the colonial context. The production of monumental architecture was a privileged locus for this conversion. The dynamics of coercion and labour in the 16th-century Mexican Central Plateau are contrasted with those that developed in the Brazilian hubs of Atlantic slavery, particularly in 18th-century Bahia and Minas Gerais.In the Mexican Central Plateau, colonisation was based on indirect rule, leveraging the pre-existing hierarchical state structure. Indigenous groups even used the construction of convents as a form of palliative resistance to reaffirm political dominion over their territories. However, this constructive potential was drained by the Spanish elite-controlled indirect government for its own construction sites, such as that of Mexico City Cathedral, where wages were meagre and labour was compulsory. In contrast, Brazilian history was based on direct territorial control and a slave-based economy. Unlike in Mexico, the Brazilian colonial state lacked the power for direct coercion of labour and depended on private owners for this. The state thus resorted to large, privately managed construction projects or to modalities of renting enslaved people. The owners received the wage payment, and the enslaved were left with a fraction for their subsistence, struggling for a larger share to aspire to purchase their freedom. Despite the low effective remuneration, labour power was costly for the state, which was forced to fund the owners' income. This inhibited the production of monumental architecture in both volume and quantity. Urban wage labour, especially skilled labour, opened possibilities for freedom, though with many obstacles. The workers' struggle for freedom was comprehensive (for better working conditions, available time) and was not restricted to formal liberty. The thesis emphasises that effective freedom resides in emancipated collective labour. |
| Palavras-chave: | canteiro de obras desenho separado trabalho América Latina |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ARQUITETURA E URBANISMO::FUNDAMENTOS DE ARQUITETURA E URBANISMO::HISTORIA DA ARQUITETURA E URBANISMO |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora / Evento / Instituição: | Universidade Federal da Bahia |
| Sigla da Instituição: | UFBA |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Arquitetura |
| metadata.dc.publisher.program: | Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU) |
| Citação: | THIESEN, José Rodolfo Pacheco. Canteiro colonial: trabalho coerção e resistência. 2025. 328 f. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) - Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2025. |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43750 |
| Data do documento: | 12-Dez-2025 |
| Aparece nas coleções: | Tese (PPGAU) |
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| Tese final Canteiro colonial.pdf | 18,81 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir | |
| 5 Ata final.pdf Until 2100-10-16 | 422,35 kB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir Solicitar uma cópia |
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