https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43558| Tipo: | Tese |
| Título: | Transfronteiriços: neoliberalismo, regimes de fronteira e regulação punitiva da mobilidade subalterna |
| Título(s) alternativo(s): | Transborder workers: neoliberalism, border regimes, and the punitive regulation of subaltern mobility Transfronterizos: neoliberalismo, regímenes de frontera y regulación punitiva de la movilidad subalterna |
| Autor(es): | Almeida, Ricardo Gesteira Ramos de |
| Primeiro Orientador: | Ivo, Anete Brito Leal |
| metadata.dc.contributor.advisor-co1: | Mendes, Denise Cristina Vitale Ramos |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Cogo, Denise Maria |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Azevedo, Leonardo Francisco de |
| metadata.dc.contributor.referee3: | Carvalho, Maria Rosário Gonçalves de |
| metadata.dc.contributor.referee4: | Mendes, Denise Cristina Vitale Ramos |
| metadata.dc.contributor.referee5: | Ivo, Anete Brito Leal |
| Resumo: | Esta tese objetiva analisar a relação entre a globalização neoliberal e a constituição de um regime de fronteira caracterizado por uma mediação seletiva de fluxos (in)desejados que penaliza e estigmatiza a mobilidade de trabalhadores ou famílias originarias de países da periferia do sistema capitalista global para regiões e países centrais do sistema. Tem como referência empírica, as cidades de Ceuta e Melilla, únicas fronteiras terrestres entre África e Europa, onde a materialidade dos cercamentos e a intensidade dos processos de controle revelam, de modo exemplar, as tensões e contradições de uma fronteira entre Sul e Norte globais. A noção de fronteira, usada na tese, abarca tanto dispositivos físicos e normativos, que regulam a mobilidade e delimitam territórios, como a sua concepção como um dispositivo político e sociocultural cuja funcionalidade forma a subjetividade dos sujeitos que as atravessam, em suas liberdades, direitos, formas de inserção e resistência. A tese, de caráter interdisciplinar, entrelaça elementos históricos com a literatura sociológica e das relações internacionais, combinando fontes e técnicas variadas, recursos etnográficos e teoria social, visando apreender, a um só tempo, a estruturação e transmutação da subjetividade dos agentes em espaços transfronteiriços, numa perspectiva relacional. Para tanto, ela se estrutura em duas partes analíticas necessariamente articuladas: a primeira (Parte I) trata do contexto histórico e institucional de formação da fronteira, com base numa genealogia político-histórica das fronteiras, em particular dos cercamentos das fronteiras de Ceuta e Mellila; da discussão intrínseca entre colonialismo, globalização neoliberal e a construção da fronteira, e do papel da fronteira como dispositivo sócio-organizacional de hierarquização dos espaços sociais globais. A apresentação da história política da fronteira é fundamental para a compreensão da atual fase da globalização, na qual securitização, militarização e penalização da mobilidade subalterna estão intrinsecamente ligadas à racionalidade neoliberal, que tensiona aspectos da democracia liberal e da própria soberania. A segunda parte (Parte II) analisa, de uma perspectiva relacional, esse regime de fronteira neoliberal como experiência vivida por aqueles que a atravessam e são atravessados por suas dimensões física, material e simbólica, diante das oposições socioespaciais estruturadas na fronteira de Ceuta, e seus impactos em comunidades historicamente integradas. Esta análise intersubjetiva tornou possível a construção da noção de mobilidade subalterna e explicitou suas implicações na emergência de processos e da formação de grupos a partir de seus modos de inserção, mas, também, de resistência e subversão: a experiência dos jovens migrantes não acompanhados na cidade de El Masnou (Catalunha) que enfrentam a estigmatização e buscam reconhecimento e dignidade; e a situação de imobilidade imposta às trabalhadoras e trabalhadores transfronteiriços marroquinos, quando do fechamento integral da fronteira (no contexto da Covid), que catalisa o autorreconhecimento de sua condição precária, impulsionando-os à organização de uma luta coletiva que desafia as desigualdades globais e abre caminho para a imaginação de formas mais inclusivas e justas de cidadania, unindo-os como sujeitos (políticos) de uma mobilidade subalterna. |
| Abstract: | This thesis aims to analyze the relationship between neoliberal globalization and the
constitution of a border regime characterized by a selective mediation of (un)desired flows that
penalizes and stigmatizes the mobility of workers and families originating from countries in the
periphery of the global capitalist system toward the system’s central regions and countries. The
empirical reference for this study is the cities of Ceuta and Melilla—the only land borders
between Africa and Europe—where the materiality of the enclosures and the intensity of the
control processes exemplarily reveal the tensions and contradictions of a border between the
Global South and the Global North. The notion of border used in the thesis encompasses both
the physical and normative devices that regulate mobility and delimit territories, and its
conception as a political and sociocultural mechanism whose functionality shapes the
subjectivity of the subjects who cross them, in terms of their freedoms, rights, forms of
insertion, and resistance. The thesis is interdisciplinary in nature, weaving together historical
elements with sociological and international relations literature, combining varied sources and
techniques, ethnographic resources, and social theory. It seeks to apprehend, simultaneously
and from a relational perspective, the structuring and transmutation of the agents’ subjectivity
in transborder spaces. To this end, the thesis is structured into two necessarily articulated
analytical parts: The first (Part I) addresses the historical and institutional context of the border's
formation, based on a political-historical genealogy of borders, particularly the enclosures of
the Ceuta and Melilla borders; the intrinsic discussion between colonialism, neoliberal
globalization, and the construction of the border; and the role of the border as a socioorganizational
mechanism for the hierarchization of global social spaces. The presentation of
the border's political history is fundamental to understanding the current phase of globalization,
in which securitization, militarization, and the penalization of subaltern mobility are
intrinsically linked to a neoliberal rationality that strains aspects of liberal democracy and
sovereignty itself. The second part (Part II) analyzes, from a relational perspective, this
neoliberal border regime as a lived experience by those who cross it and are crossed by its
physical, material, and symbolic dimensions, in the face of the socio-spatial oppositions
structured at the Ceuta border, and their impacts on historically integrated communities. This
intersubjective analysis made possible the construction of the notion of subaltern mobility and
explicitly detailed its implications in the emergence of processes and the formation of groups
based on their modes of insertion, but also of resistance and subversion: the experience of
unaccompanied young migrants in the city of El Masnou (Catalonia) who face stigmatization
and seek recognition and dignity; and the situation of immobility imposed on Moroccan
transborder workers during the complete border closure (in the context of Covid), which
catalyzed the self-recognition of their precarious condition, impelling them to organize a
collective struggle that challenges global inequalities and paves the way for the imagination of
more inclusive and just forms of citizenship, uniting them as (political) subjects of a subaltern
mobility. Esta tesis tiene como objetivo analizar la relación entre la globalización neoliberal y la constitución de un régimen de frontera caracterizado por una mediación selectiva de flujos (in)deseados que penaliza y estigmatiza la movilidad de trabajadores o familias originarias de países de la periferia del sistema capitalista global hacia regiones y países centrales del sistema. Toma como referencia empírica las ciudades de Ceuta y Melilla, únicas fronteras terrestres entre África y Europa, donde la materialidad de los cercamientos y la intensidad de los procesos de control revelan, de modo ejemplar, las tensiones y contradicciones de una frontera entre el Sur y el Norte globales. La noción de frontera, utilizada en la tesis, abarca tanto dispositivos físicos y normativos que regulan la movilidad y delimitan territorios, como su concepción como un dispositivo político y sociocultural cuya funcionalidad modela la subjetividad de los sujetos que las atraviesan, en sus libertades, derechos, formas de inserción y resistencia. La tesis, de carácter interdisciplinario, entrelaza elementos históricos con la literatura sociológica y de las relaciones internacionales, combinando fuentes y técnicas variadas, recursos etnográficos y teoría social, con el fin de aprehender, al mismo tiempo, la estructuración y transmutación de la subjetividad de los agentes en espacios transfronterizos, en una perspectiva relacional. Para ello, se estructura en dos partes analíticas necesariamente articuladas: la primera (Parte I) trata el contexto histórico e institucional de formación de la frontera, basándose en una genealogía político-histórica de las fronteras, en particular de los cercamientos de las fronteras de Ceuta y Melilla; de la discusión intrínseca entre colonialismo, globalización neoliberal y la construcción de la frontera, y del papel de la frontera como dispositivo socio-organizacional de jerarquización de los espacios sociales globales. La presentación de la historia política de la frontera es fundamental para la comprensión de la fase actual de la globalización, en la cual la securitización, militarización y penalización de la movilidad subalterna están intrínsecamente ligadas a la racionalidad neoliberal, que tensiona aspectos de la democracia liberal y de la propia soberanía. La segunda parte (Parte II) analiza, desde una perspectiva relacional, este régimen de frontera neoliberal como experiencia vivida por aquellos que la atraviesan y son atravesados por sus dimensiones física, material y simbólica, ante las oposiciones socioespaciales estructuradas en la frontera de Ceuta, y sus impactos en comunidades históricamente integradas. Este análisis intersubjetivo hizo posible la construcción de la noción de movilidad subalterna y explicitó sus implicaciones en la emergencia de procesos y en la formación de grupos a partir de sus modos de inserción, pero también de resistencia y subversión: la experiencia de los jóvenes migrantes no acompañados en la ciudad de El Masnou (Cataluña) que enfrentan la estigmatización y buscan reconocimiento y dignidad; y la situación de inmovilidad impuesta a las trabajadoras y trabajadores transfronterizos marroquíes, con el cierre integral de la frontera (en el contexto de la Covid), que cataliza el autorreconocimiento de su condición precaria, impulsándolos a la organización de una lucha colectiva que desafía las desigualdades globales y abre camino a la imaginación de formas más inclusivas y justas de ciudadanía, uniéndolos como sujetos (políticos) de una movilidad subalterna. |
| Palavras-chave: | Mobilidade subalterna Neoliberalismo Experiência de fronteira Regimes de fronteira |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA CNPQ::CIENCIAS HUMANAS CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA::OUTRAS SOCIOLOGIAS ESPECIFICAS CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::CIENCIA POLITICA::POLITICA INTERNACIONAL |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora / Evento / Instituição: | UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA |
| Sigla da Instituição: | UFBA |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH) |
| metadata.dc.publisher.program: | Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais (PPGCS) |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43558 |
| Data do documento: | 9-Out-2025 |
| Aparece nas coleções: | Tese (PPGCS) |
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| Ricardo Gesteira - Tese - 25-10-25 pós banca.pdf | 9,15 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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