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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43487
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Campo DCValorIdioma
dc.creatorMedeiros, Agatha Karolina de Alencar-
dc.date.accessioned2025-11-17T17:15:38Z-
dc.date.available2025-11-17T17:15:38Z-
dc.date.issued2025-11-05-
dc.identifier.citationMEDEIROS, Agatha Karolina de Alencar. Cartografias da descontinuidade: análise das percepções intergeracionais sobre a continuidade do ofício das baianas de acarajé no contexto da patrimonialização. Orientador: Fernando Santa Clara. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Gastronomia) – Escola de Nutrição, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufba.br/handle/ri/43487-
dc.description.abstractThis study aimed to investigate intergenerational perceptions regarding the continuity of acarajé stalls, focusing on the younger women currently engaged in this occupation. The research sought to understand how disruptions in the hereditary transmission of the craft relate to symbolic tensions, labor challenges, and historical intersections of gender, race, and class, situating the analysis within the context of cultural heritage policies. To achieve this objective, cartography was adopted as the methodology, enabling the mapping of vectors of power, memory, recognition, and invisibility present in the experiences of the baianas. Semi-structured interviews were conducted with active practitioners, complemented by field diary observations, allowing the identification of (dis)affections, silences, and confluences that revealed the multiplicity of the phenomenon. The analysis showed that, although the work of the baianas de acarajé is officially recognized by IPHAN as intangible cultural heritage, this recognition remains primarily symbolic, failing to translate into material valorization, equitable access to resources, or the expansion of meaningful participation and decision-making for those practicing the craft. Heritage designation functions as a symbolic mechanism that transforms cultural knowledge and practices into commodities, subjecting them to visibility, tourism, and capitalist logics while silencing the practitioners’ lived experiences (Gonzalez, P., 2020). The interviews also revealed reproductions of historical inequalities, generating feelings of rupture and disengagement among younger generations. In conclusion, the research demonstrates that the continuity of acarajé stalls is not merely a matter of tradition but the outcome of complex intersections among memory, heritage, inequality, and cultural commodification. The analysis of intergenerational tensions, silences, and material work conditions underscores the importance of heritage and cultural policies that recognize alterity, pluralism, and social justice, ensuring the sustainability and effective valorization of popular cultural practices.A total of 29 semi-structured interviews were conducted with baianas operating in different neighborhoods of Salvador (27 transcribed), in addition to continuous field diary records. The research combined cartographic and content analysis methods, enabling the understanding of intergenerational meanings related to the discontinuity of the craft within heritage-making processes.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal da Bahiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectTabuleiros de acarajépt_BR
dc.subjectInterseccionalidadespt_BR
dc.subjectPatrimônio Imaterialpt_BR
dc.subjectCartografiapt_BR
dc.subjectGastronomiapt_BR
dc.subject.otherAcarajé stallpt_BR
dc.subject.otherintersectionalitypt_BR
dc.subject.otherintangible heritagept_BR
dc.subject.othercartographypt_BR
dc.subject.othergastronomypt_BR
dc.titleCartografias da descontinuidade: análise das percepções intergeracionais sobre a continuidade do ofício das baianas de acarajé no contexto da patrimonializaçãopt_BR
dc.title.alternativeCartographies of discontinuity: an analysis of intergenerational perceptions on the continuity of the Baianas de Acarajé’s craft in the context of heritage recognitionpt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Cursopt_BR
dc.publisher.initialsUFBApt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANASpt_BR
dc.contributor.advisor1Viana Junior, Fernando Santa Clara-
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0002-9181-9075pt_BR
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8154088683373983pt_BR
dc.contributor.referee1Sousa Junior, Vilson Caetano de-
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0009-0001-8290-9167pt_BR
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8764702427465208pt_BR
dc.contributor.referee2Alves, Lourence Cristine-
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0009-0008-1727-4725pt_BR
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/9026034966784637pt_BR
dc.contributor.referee3Viana Junior, Fernando Santa Clara-
dc.contributor.referee3IDhttps://orcid.org/0000-0002-9181-9075pt_BR
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/8154088683373983pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3814427190579363pt_BR
dc.description.resumoEste trabalho teve como objetivo investigar as percepções intergeracionais acerca da continuidade dos tabuleiros de acarajé, com foco nas mulheres mais jovens que atualmente ocupam esse ofício. A pesquisa buscou compreender como a ruptura da hereditariedade do ofício se relaciona com tensões simbólicas, desafios laborais e atravessamentos históricos ligados a gênero, raça e classe, situando a análise no contexto das políticas de patrimonialização cultural. Para atingir esse objetivo, adotou-se a cartografia como metodologia, permitindo mapear os vetores de poder, memória, reconhecimento e invisibilidade presentes na experiência das baianas. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com mulheres ativas no campo e registro de observações em diário de campo, possibilitando a identificação de (des)afetos, silenciamentos e confluências que evidenciaram a multiplicidade do fenômeno. A análise evidenciou que, apesar do ofício das baianas de acarajé ser oficialmente reconhecido pelo IPHAN como patrimônio cultural imaterial, esse reconhecimento permanece essencialmente simbólico, sem se converter em valorização material, acesso equitativo a recursos ou ampliação efetiva do espaço de participação e tomada de decisão para aqueles que exercem o ofício. Observou-se que a patrimonialização funciona como uma máquina simbólica que transforma saberes e práticas culturais em mercadoria, submetendo-os a lógicas de visibilidade, turismo e capital, enquanto silencia a experiência concreta das praticantes (Gonzalez, P., 2020). As entrevistas evidenciaram também reproduções de desigualdades históricas que desencadeiam sentimentos de ruptura e desinteresse entre as gerações mais novas. Em conclusão, a pesquisa demonstra que a continuidade dos tabuleiros de acarajé não é apenas questão de tradição, mas resultado de interseções complexas entre memória, patrimônio, desigualdade e mercantilização cultural. A análise das tensões intergeracionais, dos silenciamentos e das condições materiais do trabalho aponta para a importância de políticas patrimoniais e culturais que considerem a alteridade, a pluralidade e a justiça social, de modo a garantir a sustentabilidade e a efetiva valorização das práticas culturais populares. Foram realizadas 29 entrevistas semiestruturadas com baianas atuantes em diferentes bairros de Salvador (27 transcritas), além de registros contínuos em diário de campo. A análise combinou os métodos de cartografia e análise de conteúdo, permitindo compreender os sentidos intergeracionais da descontinuidade do ofício frente aos processos de patrimonialização.pt_BR
dc.publisher.departmentEscola de Nutriçãopt_BR
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dc.type.degreeBachareladopt_BR
dc.publisher.courseGASTRONOMIA - NOTURNOpt_BR
Aparece nas coleções:Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Gastronomia (Escola de Nutrição)

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