https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43461| Tipo: | Tese |
| Título: | DA MEGERA DOMADA ÀS DOMADAS MEGERAS: A MULHER ENTRE SILENCIAMENTOS E DEVIRES-MULHERES DA LITERATURA PARA TELENOVELA |
| Título(s) alternativo(s): | DE LA FIERECILLA DOMADA A LAS FIERECILLAS DOMADAS: MUJERES ENTRE SILENCIOSAS Y EL DESARROLLO DE MUJERES DE LA LITERATURA A LA TELENOVELA |
| Autor(es): | Rocha, Adilma Nunes |
| Primeiro Orientador: | Holzhausen, Marlene |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Rappuci, Cleide Antonia |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Carneiro, Leonardo Bérenger Alves |
| metadata.dc.contributor.referee3: | Rossoni, Igor |
| metadata.dc.contributor.referee4: | Carmo, Tereza Pereira do |
| metadata.dc.contributor.referee5: | Scheyerl, Denise Chaves de Menezes |
| Resumo: | O sujeito, ser social, histórico e cultural, sempre representou/apresentou suas percepções de realidade em diversos textos e linguagens. Traduziu-as em processos de semiose verbal, não-verbal ou audiovisual, por onde fez circular, em diferentes meios, as experiências vividas, narradas ou imaginadas. Seja na obra literária, no HQ, na telenovela... Muitas foram as maneiras de pontuar o vivido, o sentido, o crível, as experiências, sempre em conformidade com o mecanismo da ficção entendido como espaço criativo onde os imaginários têm plena possibilidade de se fazer sensível, visível, dizível, sugerível em toda a sua dinâmica. Tal espaço deveria ser democrático, no sentido de se fazer possível para a visibilidade das variadas existências que promovem diferentes vivências. Contudo, por muito tempo, tornou-se espaço monopolizado para disseminar apenas modelos de vida em consonância aos supostos detentores de verdades que pela impositura/impostura, cristalizaram-se como únicas, naturalizando-se, normalizando-se. Tornou-se inquietação pensar as experiências dos anônimos no enovelamento das tramas do viver, aqueles que sempre foram colocados fora do alcance de poder, mas extremamente indispensáveis para que o poder se consumasse para as elites em suas variadas formas de dominação. Dentre tantos, propomos uma reflexão sobre até que ponto a anônima mulher, sujeita historicamente objetificada em diferentes culturas, é representada enquanto existência em curso de intersubjetividade, uma vez que, no tripé representar/simular/traduzir a realidade, nas histórias escritas e performadas em diferentes meios, ela muito foi oprimida, anulada e silenciada nesta tão incompreensível humanidade. Pensar a representação da mulher em uma obra literária clássica refletora da tradição, avaliando até que ponto as recriações desta obra, por meio das traduções em outras artes/mídias, aqui a telenovela, podem ou não subverter modelos cristalizados de comportamentos para provocar o questionamento das normas a ela impostas na sociedade, torna-se o nosso maior intento. O campo teórico dos Estudos Culturais tornou-se o mais propício para discutirmos as condições e as normatizações da sujeita mulher pelo trânsito das textualidades. E a transdisciplinaridade se fez ainda mais necessária para melhor compreensão dos elos que forjaram a representação da mulher nos diferentes objetos artísticos do processo transcriativo das traduções intersemióticas/culturais, observando os padrões sócio-históricos-culturais delineados pelo mundo ocidental (BEAUVOIR/2019) e de experiências de outras matrizes culturais (OYEWÚMÍ/2021, PANKARARU/2023...) formadoras do contexto brasileiro/latino-americano para analisar as práticas cotidianas de representações simbólicas disseminadoras de tais padrões. Refletimos as condições de visibilidades e silenciamentos a partir de três operadores conceituais: a tradição conservadora eurocentrada apoiada na cópia/modelo herança do modelo platônico-aristotélico; o devir deleuziano, gatilho para a expansão das possibilidades individuais para além do script de viver delineado pelos modelos socialmente impostos; e o ser-sendo, baseado na filosofia africana UBUNTU (REMORSE) e do bem-viver dos povos originários americanos (KRENAK, MUNDURUKU, KOPENAWA) que defendem o coletivo sem apagar as singularidades e a harmonia com a natureza. Procedemos a análise da sujeita mulher em suas diversas performances de viver: na multiplicidade da perspectiva eurocentrada na peça shakespeareana A Megera Domada e na diversidade das identidades interseccionalizadas na telenovela O Cravo e a Rosa observando as conservações, aberturas, rasuras, vazios e desconstruções no texto de chegada e sua relação com a conjuntura sociocultural do contexto de produção e com os processos silenciamentos/outridades. |
| Abstract: | El sujeto, ser social, histórico y cultural, siempre ha representado/presentado sus percepciones de la realidad en diversos textos y lenguajes. Las tradujo en procesos de semiosis verbal, noverbal o audiovisual, por donde hizo circular, en diferentes medios, las experiencias vividas, narradas o imaginadas. Ya sea en la obra literaria, en el cómic, en la telenovela... Muchas fueron las formas de puntuar lo vivido, el sentido, lo creíble, las experiencias, siempre en conformidad con el mecanismo de la ficción entendido como espacio creativo donde los imaginarios tienen plena posibilidad de hacerse sensibles, visible, expresable, sugestivo en toda su dinámica. Tal espacio debería ser democrático, en el sentido de hacerse posible para la visibilidad de las variadas existencias que promueven diferentes vivencias. Sin embargo, durante mucho tiempo, se convirtió en un espacio monopolizado para diseminar solo modelos de vida en consonancia con los supuestos poseedores de verdades que por la imposición/impostura, se cristalizaron como únicas, naturalizándose, normalizándose. Se hizo inquietud pensar las experiencias de los anónimos en el desenlace de las tramas de la vida, aquellos que siempre fueron colocados fuera del alcance del poder, pero extremadamente indispensables para que el poder se consumase para las élites en sus variadas formas de dominación. Entre tantos, proponemos una reflexión sobre hasta qué punto la mujer anónima, sujeta históricamente objetificada en diferentes culturas, está representada como existencia en curso de intersubjetividad, ya que, en el trípode representar/simular/traducir la realidad, en las historias escritas y realizadas en diferentes medios, ella fue muy oprimida, anulada y silenciada en esta tan incomprensible humanidad. Pensar la representación de la mujer en una obra literaria clásica que refleje la tradición, evaluando hasta qué punto las recreaciones de esta obra, por medio de traducciones en otras artes/medios, aquí la telenovela, puede o no subvertir modelos cristalizados de comportamientos para provocar el cuestionamiento de las normas impuestas a ella en la sociedad, se convierte en nuestro mayor intento. El campo teórico de los Estudios Culturales se ha convertido en el más propicio para discutir las condiciones y las normatizaciones del sujeto mujer por el tránsito de las textualidades. Y la transdisciplinariedad se hizo aún más necesaria para una mejor comprensión de los eslabones que forjaron la representación de la mujer en los diferentes objetos artísticos del proceso transcriptivo de las traducciones intersemióticas/culturales, observando los patrones sociohistóricos-culturales delineados por el mundo occidental (BEAUVOIR/2019) y de experiencias de otras matrices culturales (OYEWÚMÍ/2021, PANKARARU/2023...) formadoras del contexto brasileño/latinoamericano para analizar las prácticas cotidianas de representaciones simbólicas disseminadoras de tales patrones. Reflejamos las condiciones de visibilidades y silencios a partir de tres operadores conceptuales: la tradición conservadora eurocentrista apoyada en la copia/modelo herencia del modelo platónico-aristotélico; el devir deleuziano, gatillo para la expansión de las posibilidades individuales más allá del guion de vivir delineado por los modelos socialmente impuestos; y el ser, basado en la filosofía africana UBUNTU (REMORSE) y del bienestar de los pueblos originarios americanos (KRENAK, MUNDURUKU, KOPENAWA) que defienden lo colectivo sin borrar las singularidades y la armonía con la naturaleza. Procedemos al análisis de la mujer sujeta en sus diversas actuaciones de vivir: en la multiplicidad de la perspectiva eurocentrista en la obra shakespeariana La Megera Domada y en la diversidad de las identidades interseccionadas en la telenovela O Cravo e Rosa observando las conservaciones, Aperturas, rasguños, vacíos y desconstrucciones en el texto de llegada y su relación con la coyuntura sociocultural del contexto de producción y con los procesos silenciamientos/outridades. |
| Palavras-chave: | Representação Mulher Literatura Telenovela Transcriação |
| CNPq: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora / Evento / Instituição: | UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA |
| Sigla da Instituição: | UFBA |
| metadata.dc.publisher.department: | EDUFBA |
| metadata.dc.publisher.program: | Pós-Graduação em Literatura e Cultura (PPGLITCULT) |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43461 |
| Data do documento: | 27-Ago-2025 |
| Aparece nas coleções: | Tese (PPGLITCULT) |
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| Tese versão final.pdf | 7,77 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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