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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42883
Tipo: Dissertação
Título: Djidius entre o tradicional e o moderno: memória, politica e mercado cultural na Guiné-Bissau
Autor(es): ABUDO, MANÉ
Primeiro Orientador: Fábio, Baqueiro Figueiredo
metadata.dc.contributor.referee1: Fábio, Baqueiro Figueiredo
metadata.dc.contributor.referee2: Thiago, Clemêncio Sapede
metadata.dc.contributor.referee3: Marcos Vinícius, Santos Dias Coelho
Resumo: Este trabalho analisa a relação entre djidius e a memória histórica na África Ocidental, buscando definir os djidius (griots), considerando o espaço mais amplo da África Ocidental, e afunilando o olhar para a Guiné-Bissau, como pessoas que desempenham um papel de imensa importância nas sociedades localizadas na Costa Ocidental africana. Reconhecidos por sua notável habilidade em preservar e transmitir conhecimentos, assim como por sua profunda ligação com os antepassados, e tendo como uma das características a capacidade de reestabelecer a narrativa ou o registro histórico em sua totalidade, como se estivesse desenrolando um filme do início ao fim, tentaremos compreender quem são os djidius e o que fazem, numa perspectiva mais abrangente em termos de espaço e de tempo. Descreveremos as tipologias e atribuições dos djidius, assim como as diferentes formas de chamá-los em diferentes contextos regionais, nacionais, e o papel dos djidius na resistência contra discursos coloniais e na manutenção da memória histórica na África Ocidental, com destaque para o papel central da figura de Sundiata Keita. Abordaremos a ação dos djidius mandingas na sociedade guineense, destacando o djidiu Sambala Kanuté. Refletiremos sobre o tratado kurukan fugan, uma “constituição” de matriz oral do século XIII, atribuída a Sundiata, que definiu em linhas gerais a organização social e política do Império do Mali, incluindo provisões sobre um conjunto de ofícios, dentre os quais o dos djidius. A relação do tratado kurukan fugan (Carta Mandinga) com os djidius mandinga na Guiné-Bissau, partindo da observação de que, apesar de seus princípios, os djidius não tinham total liberdade no desempenho das suas funções, nem usufruíam de livre circulação para ensinar as histórias de diferentes povos em diferentes lugares. É necessária uma política educativa com uma perspectiva endógena, com um planejamento que nos leve numa direção para que possamos resgatar e apropriar as histórias e diferentes ramos de conhecimento sobre o nosso passado.
Abstract: This study analyzes djidius and historical memory in West Africa, aiming to define djidius (also known as griots) within the broader spatial context of West Africa while narrowing the focus to Guinea-Bissau. Djidius are individuals who play a role of immense significance in societies along the West African coast, renowned for their extraordinary ability to preserve and transmit knowledge, as well as for their profound connection with ancestors. One of their defining characteristics is the capacity to reconstruct historical narratives or records in their entirety, as if unfolding a film from beginning to end.This study seeks to understand who the djidius are and what they do, adopting a comprehensive perspective in both spatial and temporal terms. It explores the typologies and responsibilities of djidius, as well as the different ways they are referred to in various regional and national contexts. Furthermore, it examines their role in resisting colonial discourses and preserving historical memory in West Africa, with particular emphasis on the central figure of Sundiata Keita. A key aspect of this analysis is a reflection on the Kurukan Fuga treaty, a 13th-century orally transmitted "constitution" attributed to Sundiata Keita, which broadly outlined the social and political organization of the Mali Empire. This treaty included provisions regarding a range of professions, among them that of the djidius. The study also explores the relationship between the Kurukan Fuga treaty (also known as the Manding Charter) and the Mandinka djidius of Guinea-Bissau, acknowledging that despite the principles established in this framework, djidius did not enjoy complete freedom in the exercise of their functions, nor did they have unrestricted mobility to teach the histories of different peoples in different locations.
Palavras-chave: Djidius
História
Oralidade
Ancestralidade
Guiné-Bissau
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
Idioma: por
País: Guiné-Bissau
Editora / Evento / Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
Sigla da Instituição: UFBA
metadata.dc.publisher.department: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
metadata.dc.publisher.program: Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos (PÓS-AFRO) 
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42883
Data do documento: 24-Jun-2025
Aparece nas coleções:Dissertação (PÓS-AFRO)

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