https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42573| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Ocorrência de arboviroses a partir da perspectiva multidimensional, territorial e da determinação social da saúde em municípios da Bahia. |
| Autor(es): | Magalhães, Thaylane de Almeida |
| Primeiro Orientador: | Borja, Patrícia Campos |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Borja, Patrícia Campos |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Filho, Severino Soares Agra |
| metadata.dc.contributor.referee3: | Moraes, Luiz Roberto Santos |
| metadata.dc.contributor.referee4: | Brito, Patrícia Lustosa |
| metadata.dc.contributor.referee5: | Ribeiro, Guilherme de Sousa |
| Resumo: | As arboviroses são doenças infecciosas amplamente disseminadas no Brasil e representam um desafio significativo para a Saúde Pública. Embora essas doenças estejam presentes há muito tempo no território brasileiro, as políticas de controle têm se mostrado ineficazes, pois apresentam o caráter reducionista, baseado em ações pontuais com enfoque biológico, voltadas usualmente para o controle mecânico e químico do vetor. Dessa forma, essas políticas ignoram a estrutura socioeconômica marcadamente desigual na maioria das cidades brasileiras. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo analisar os fatores e as vulnerabilidades associadas que contribuem para a ocorrência das arboviroses a partir das perspectivas multidimensional, territorial e da determinação social da saúde nos municípios do Estado da Bahia. Para tanto, preliminarmente, elaborou-se uma revisão sistemática com escopo no conhecimento e apropriação das técnicas de análises espaciais empregadas na investigação do comportamento espacial das arboviroses. Seguidamente, realizou-se um estudo quantitativo e analítico de base epidemiológica do tipo ecológico misto, sobre a ocorrência das arboviroses em municípios do Estado da Bahia. A revisão sistemática evidenciou que a modelagem espacial é uma ferramenta metodológica que permite uma compreensão mais aprofundada da distribuição arboviral atual e futura. Todos os estudos incluídos demonstraram que as arboviroses apresentavam um padrão espacial heterogéneo em várias escalas geográficas. Isso reflete a tendência subjacente à dependência espacial da ocorrência das arboviroses que pode ser associada a agregação socioeconômica, aos efeitos ambientais e climáticos. O estudo epidemiológico demonstrou uma distribuição heterogênea da incidência arboviral ao longo dos anos, nos municípios baianos, com eminente aumento e sustentação da incidência (2019-2020) acompanhados de uma diminuição do indicador (2017-2018 e 2021). Na matriz de Pearson, verificou-se uma correlação direta estatisticamente significativa (p ≤ 0,05) entre a incidência das arboviroses e as variáveis: grau de urbanização (%), ocorrência de enchentes, alagamentos, cortiços e loteamentos, percentual de domicílios urbanos, de água distribuída por rede, de rede coletora de esgoto, de mulheres, de brancos e de indígenas, rendimento per capita. Por meio do ajuste do modelo linear clássico, do Spatial AutoRegressive (SAR) e do Conditional AutoRegressive (CAR), para o ano menos e mais epidêmico, respectivamente, foi possível relacionar as arboviroses estudadas com variáveis sociodemográficas e habitacionais. Ao comparar os três modelos, os resultados do modelo clássico foram considerados insatisfatórios por não incorporar a dependência espacial. O modelo melhor ajustado foi o SAR, por capturar a dependência espacial e viabilizar a obtenção de dados passíveis de análises mais conclusivas. Isso demonstra como o acréscimo do parâmetro autorregressivo auxilia significantemente na explicação das arboviroses. Nesse modelo, as variáveis explicativas foram: nível de instrução, densidade demográfica municipal, localização do domicílio (zona urbana), abastecimento de água, presença de alagamentos e favelas. Conclui-se que as arboviroses entrelaçam diferentes condições socioeconômicas e demográfica, sendo crucial a adoção de estratégias de enfrentamento articuladas de forma integrada a outras políticas, como as econômicas e sociais. |
| Abstract: | Arboviruses are infectious diseases that occur in significant numbers in Brazil and pose a major challenge to Public Health. Although these diseases have been present in Brazil for a long time, control policies have proven ineffective due to their reductionist approach, which primarily focuses on biological interventions, typically involving mechanical and chemical control measures. As a result, these policies fail to address the deeply entrenched socioeconomic inequalities that characterize most Brazilian cities. In this context, the present study aimed to analyze the factors and associated vulnerabilities contributing to the occurrence of arboviruses from a multidimensional perspective, considering territorial and social determinants of health in the municipalities of the State of Bahia. To achieve this, a systematic review was initially conducted to assess the knowledge and application of spatial analysis techniques employed in investigating the spatial behavior of arboviruses. Subsequently, a quantitative and analytical study with a mixed ecological epidemiological design was carried out, focusing on the occurrence of arboviruses in municipalities within the State of Bahia. The systematic review highlighted that spatial modeling is a methodological tool that enables a deeper understanding of the current and future distribution of arboviruses. All the included studies demonstrated that arboviruses exhibited a heterogeneous spatial pattern across various geographical scales. This reflects the underlying tendency of spatial dependence in the occurrence of arboviruses, which may be associated with socioeconomic aggregation, as well as environmental and climatic effects. The epidemiological study revealed a heterogeneous distribution of arboviral incidence over the years in the municipalities of Bahia, with a significant increase and sustained incidence observed during 2019-2020, followed by a decrease in the indicator during 2017-2018 and 2021. In the Pearson matrix, a statistically significant direct correlation (p ≤ 0.05) was observed between arboviral incidence and the following variables: degree of urbanization, floods, inundations, slums, urban housing developments, urban households, piped water supply, sewerage network, income, women, White, and Indigenous populations. Through the adjustment of the classical linear model, the Spatial AutoRegressive (SAR) model, and the Conditional AutoRegressive (CAR) model, for the least and most epidemic years respectively, it was possible to relate the studied arboviruses to sociodemographic and housing variables. When comparing the three models, the classical model results were deemed unsatisfactory for not incorporating spatial dependence. The best-fitting model was the SAR, as it captured spatial dependence and allowed for the acquisition of more conclusive analytical data. This demonstrates how the inclusion of the autoregressive parameter significantly aids in explaining arboviral dynamics. In this model, the explanatory variables were: level of education, population density, household location (urban area), water supply, the presence of floods, and slums. It is concluded that arboviruses intertwine various socioeconomic and demographic conditions, making it crucial to adopt strategies that are integrated with other policies, such as economic and social policies. |
| Palavras-chave: | Infecção Arboviral Análise Espacial Urbanização Saneamento |
| CNPq: | CNPQ::ENGENHARIAS::ENGENHARIA SANITARIA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora / Evento / Instituição: | Universidade Federal da Bahia |
| Sigla da Instituição: | UFBA |
| metadata.dc.publisher.department: | Escola Politécnica |
| metadata.dc.publisher.program: | Mestrado em Meio Ambiente, Água e Saneamento (MAASA) |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42573 |
| Data do documento: | 10-Out-2024 |
| Aparece nas coleções: | Dissertação (MAASA) |
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| Dissertacao_-_Thailany_de_Almeida_Magalhaes191224_assinado.pdf | 4,98 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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