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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42512
Tipo: Dissertação
Título: Ressentimento teogônico e criação artística em Albert Camus: o não e o sim da revolta metafísica
Título(s) alternativo(s): Theogonic Resentment and Artistic Creation in Albert Camus: The No and the Yes of Metaphysical Revolt
Resentimiento teogónico y creación artística en Albert Camus: el no y el sí de la revuelta metafísica
Ressentiment théogonique et création artistique chez Albert Camus : le non et le oui de la révolte métaphysique
Autor(es): Deus, Flávio Rocha de
Primeiro Orientador: Santos, Vinicius dos
metadata.dc.contributor.referee1: Salviano, Jarlee Oliveira Silva
metadata.dc.contributor.referee2: Ilari, Juan Blanco
metadata.dc.contributor.referee3: Santos, Vinicius dos
Resumo: Este trabalho se dedica a explorar a complexidade da revolta metafísica, exposta n’O homem revoltado (1951), por meio da taxonomia de seu não (sua face negativa) e de seu sim (sua face afirmativa), destacando seus aspectos éticos, estéticos, históricos e metafísicos. Inicialmente, analisamos o significado do sim e do não da revolta como movimentos intrínsecos à revolta e sua relação com a criação de valores pela imposição de limites oriundos da experiência humana. Em seguida, a partir do comentário de Camus à Scheler, distinguimos a revolta camusiana do ressentimento: este, puramente reativo e destrutivo; aquela, articulando uma ética solidária baseada na razão e sensibilidade. Paralelamente, avançamos na literatura especializada ao explicitar o ocidentalismo hegeliano de Camus na concepção histórica da revolta e, por meio das categorias deleuzianas, demonstramos que o absurdismo camusiano difere das filosofias niilistas, propondo superá-las. Para uma melhor compreensão da metafísica na teoria da revolta, comparamos instrumentalmente a epistemologia camusiana à teoria do conhecimento kantiana e explicitamos a distinção entre a face empírica da revolta e seu aspecto metafísico. Posteriormente, introduzimos o conceito de “ressentimento teogônico” para identificar Não da revolta metafísica, caracterizado pela negação do absurdo e pela tensão entre a rejeição do mundo criado e a dependência da transcendência divina. Filósofos e escritores como Epicuro, Lucrécio, Sade, Milton, Baudelaire e Dostoievski nos auxiliaram na análise dos perigos das revoltas mal direcionadas. Por fim, integralizamos a pesquisa por meio da organização das bases da teoria da arte camusiana presente em seu ensaio da juventude Arte e comunhão (1931) e nas ideias expostas no seu ensaio maduro O homem revoltado (1951): nesta análise, verificamos como as mais diversas linguagens artísticas (arquitetura, música, escultura, pintura, literatura e teatro) dialogam com a teoria geral da arte enquanto revolta proposta por Camus. O que evidenciamos, para destacar a natureza do Sim, é que para Camus a arte é uma exigência metafísica de unidade, em que os homens, recusando o mundo como ele é, sem desejar fugir dele, exaltam e nega o real simultaneamente, destacando o papel da arte como uma forma de afirmação e superação do absurdo. Aqui, a criação artística surge como uma fabricadora de universos onde o homem pode reinar e efetivamente conhecer.
Abstract: Ce travail se consacre à explorer la complexité de la révolte métaphysique, exposée dans L’Homme révolté (1951), à travers la taxonomie de son non (sa face négative) et de son oui (sa face affirmative), en mettant en lumière ses dimensions éthiques, esthétiques, historiques et métaphysiques. Dans un premier temps, nous analysons la signification du oui et du non de la révolte comme des mouvements intrinsèques à celle-ci et leur rapport à la création de valeurs par l’imposition de limites issues de l’expérience humaine. Ensuite, à partir du commentaire de Camus sur Scheler, nous distinguons la révolte camusienne du ressentiment : ce dernier, purement réactif et destructeur ; celle-là, articulant une éthique solidaire fondée sur la raison et la sensibilité. Parallèlement, nous avançons dans la littérature spécialisée en explicitant l’occidentalisme hégélien de Camus dans sa conception historique de la révolte et, à travers les catégories deleuziennes, nous démontrons que l’absurdisme camusien se distingue des philosophies nihilistes, proposant de les dépasser. Pour mieux comprendre la métaphysique dans la théorie de la révolte, nous comparons de manière instrumentale l’épistémologie camusienne à la théorie de la connaissance kantienne, et nous explicitons la distinction entre la face empirique de la révolte et son aspect métaphysique. Par la suite, nous introduisons le concept de « ressentiment théogonique » pour identifier le Non de la révolte métaphysique, caractérisé par la négation de l’absurde et la tension entre le rejet du monde créé et la dépendance à l’égard de la transcendance divine. Des philosophes et écrivains tels qu’Épicure, Lucrèce, Sade, Milton, Baudelaire et Dostoïevski nous ont aidés à analyser les dangers des révoltes mal orientées. Enfin, nous intégrons cette recherche par l’organisation des bases de la théorie de l’art camusienne, présente dans son essai de jeunesse Art et communion (1931) et dans les idées exposées dans son essai de maturité L’Homme révolté (1951). Dans cette analyse, nous observons comment les langages artistiques les plus divers (architecture, musique, sculpture, peinture, littérature et théâtre) dialoguent avec la théorie générale de l’art comme révolte proposée par Camus.Ce que nous mettons en évidence, afin de souligner la nature du Oui, c’est que pour Camus, l’art constitue une exigence métaphysique d’unité : les hommes, refusant le monde tel qu’il est sans pour autant vouloir s’en évader, exaltent et nient le réel simultanément, mettant en lumière le rôle de l’art comme forme d’affirmation et de dépassement de l’absurde. Ici, la création artistique émerge comme une fabrique d’univers où l’homme peut régner et véritablement connaître.
Palavras-chave: Albert Camus
Revolta Metafísica
Crítica a modernidade
Criação artística
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA::HISTORIA DA FILOSOFIA
Idioma: por
País: Brasil
Editora / Evento / Instituição: Universidade Federal da Bahia
Sigla da Instituição: UFBA
metadata.dc.publisher.department: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGF) 
Citação: DEUS, Flávio Rocha de. Ressentimento teogônico e criação artística em Albert Camus: o não e o sim da revolta metafísica. 176p. Dissertação (Mestrado em Filosofia). Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2025.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42512
Data do documento: 14-Fev-2025
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