https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42095| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Perspectivas sobre intelectualidades negras baianas nas ausências e presenças na Festa Literária Internacional de Cachoeira |
| Autor(es): | Faria, Joice de Oliveira |
| Primeiro Orientador: | Souza, Florentina da Silva |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Souza, Florentina da Silva |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Souza, Ana Lúcia Silva |
| metadata.dc.contributor.referee3: | Silva, Fernanda Felisberto da |
| Resumo: | A dissertação propõe-se a apresentar uma leitura crítica a respeito da (in)visibilidade e estigmatização de intelectuais negrxs baianos dentro da Festa Literária Internacional de Cachoeira (FLICA) nos anos de 2011, 2012 e 2013, a partir da leitura dos formulários de inscrição que a organização do evento envia ao projeto do Governo Federal Fazcultura. A produção intelectual baiana é vista nesta escrita como conhecimento que transcende os espaços acadêmicos, levando em consideração outras formas do fazer literário que dialogam com os direitos sociais e de humanidade da população negra. Para isso, este processo será conduzido em diálogo com narrativas de uma mulher negra livreira em trânsito (São Paulo – Bahia – Mundo), que pelas experiências com as tradições negras identificou no corpo que dança, que ginga, que brinca e que reza uma escrita que resulta na produção de intelectualidades negras que emergem de forma horizontal. A FLICA, por sua vez, representa um espaço de encontros e contradições que escolhe a cidade de Cachoeira como cenário- paisagem para construir diálogos entre uma classe de intelectuais ligada às grandes indústrias do mercado editorial e televisiva e que, ao mesmo tempo, não corresponde às necessidades de produção das editoras locais, que durante esses anos não compareceram ao evento literário. Após a análise crítica sobre a FLICA, constatamos que a organização do evento realiza de forma parcial seu diálogo com a comunidade de Cachoeira. Ademais, os intelectuais baianos são invisibilizados dentro dos espaços de fala e poder, sendo submetidos à espetacularização dos palcos e/ou aos padrões de mediadores das mesas. A crítica ao evento tem como aporte teórico as produções de Abdias do Nascimento, Angela Davis, Beatriz Nascimento, Édouard Glissant, Homi K. Bhabha, Leda Maria Martins, Néstor García Canclini, Sodré Muniz e Stuart Hall, que aportam conceitos chaves que podem ser mobilizados para uma escrita crítica a respeito de mercado editorial, culturas e intelectualidades negras. |
| Abstract: | The dissertation proposes to present a critical reading about the (in) visibility and stigmatization of Bahian black intellectuals within the International Literary Festival of Cachoeira (FLICA) in the years 2011, 2012 and 2013, from the reading of the registration forms that the event's organization sends to the Federal Government's Fazcultura project. Bahian intellectual production is seen in this writing as knowledge that transcends academic spaces, taking into account other forms of literary practice that dialogue with the social and human rights of the black population. For this, this process will be conducted in dialogue with narratives of a black bookseller woman in transit (São Paulo - Bahia - World), who through the experiences with black traditions identified in the body that dances, that moves, that plays and that a writing which results in the production of black intellectuals that emerge horizontally. FLICA, in turn, represents a space of encounters and contradictions that chooses the city of Cachoeira as a scenery-landscape to build dialogues between a class of intellectuals linked to the major industries of the publishing and television market and, at the same time, does not correspond the production needs of local publishers, who during those years did not attend the literary event. After a critical analysis of FLICA, we found that the event's organization partially engaged in its dialogue with the community of Cachoeira. Furthermore, Bahian intellectuals are made invisible within the spaces of speech and power, being subjected to the spectacularization of the stages and / or to the standards of table mediators. The criticism of the event has as theoretical support the productions of Abdias do Nascimento, Angela Davis, Beatriz Nascimento, Édouard Glissant, Homi K. Bhabha, Leda Maria Martins, Néstor García Canclini, Sodré Muniz and Stuart Hall, which provide key concepts that can be mobilized for critical writing about the editorial market, black cultures and intellectuals. |
| Palavras-chave: | Festa Literária Internacional de Cachoeira (FLICA) Intelectuais Negrxs Baianos Cachoeira-BA Literatura brasileira - Escritoras negras - História e crítica. Intelectuais negros - Bahia Negras na literatura - Bahia Negros - Identidade racial Bahia - Relações raciais Festa Literária Internacional de Cachoeira - História e crítica |
| CNPq: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora / Evento / Instituição: | Universidade Federal da Bahia |
| Sigla da Instituição: | UFBA |
| metadata.dc.publisher.department: | Instituto de Letras |
| metadata.dc.publisher.program: | Pós-Graduação em Literatura e Cultura (PPGLITCULT) |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42095 |
| Data do documento: | 27-Nov-2020 |
| Aparece nas coleções: | Dissertação (PPGLITCULT) |
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| DISSERTAO_Joice_de_Oliveira_Faria_completa.pdf | 2,34 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir | |
| Ata assinada.PDF | 799,41 kB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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