https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41814| Tipo: | Tese |
| Título: | Aspectos epidemiológicos da leishmaniose visceral no Estado da Bahia no período de 2007 a 2017 |
| Título(s) alternativo(s): | Epidemiology of visceral leishmaniasis in Bahia in period from 2007 to 2017 |
| Autor(es): | Costa, Luciana Bahiense da |
| Primeiro Orientador: | Franke, Carlos Roberto |
| metadata.dc.contributor.advisor-co1: | Martins Netto, Eduardo |
| metadata.dc.contributor.advisor-co2: | Brito, Ricardo Lustosa |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Franke, Carlos Roberto |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Solcà, Manuela da Silva |
| metadata.dc.contributor.referee3: | Lima, Artur Gomes Dias |
| metadata.dc.contributor.referee4: | Carneiro, Aroldo José Borges |
| metadata.dc.contributor.referee5: | Melo, Stella Maria Barrouin |
| Resumo: | COSTA, L. B. Aspectos epidemiológicos da leishmaniose visceral no Estado da Bahia no período de 2007 a 2017. 2019. Tese (Doutorado Ciência Animal nos Trópicos) - Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia – Universidade Federal da Bahia, 2018. A leishmaniose visceral (LV) é causada pelo protozoário Leishmania infantum. É uma zoonose ainda pouco estudada na sua incidência e letalidade em crianças. No Brasil, o Estado da Bahia, Região Nordeste, é um dos mais prevalentes no registro de casos humanos de infecção e óbitos por LV. O presente estudo analisou, no Estado da Bahia, a distribuição espaço-temporal dos casos e óbitos por LV, no período de 2007 a 2017, avaliando o possível envolvimento de determinantes socioeconômicos e ambientais. Foi realizado também um estudo de caso controle, abrangendo o período de 2012 a 2017, no qual foi avaliada a casuística de crianças menores de 10 anos com LV que evoluíram para cura ou vieram a óbito. As informações socioeconômicas e ambientais relativas às residências das respectivas crianças, além de dados sorológicos e entomológicos associados à casuística foram analisadas. No período estudado, 3.847 casos novos confirmados em humanos e 227 óbitos foram registrados. A incidência média de LV foi de 1,73/100.000 habitantes, variando de 2,54 (2014) a 0,86 (2016), com predominância na zona urbana (54,1%), no sexo masculino (60,7%) e em crianças menores de dez anos (48,2%). Das variáveis analisadas quanto à distribuição dos casos e óbitos por LV, após ajustes de modelos para regressão logística, observou-se que a idade e o Índice de Gini (Índice que mede desigualdade na distribuição de renda entre os municípios) são significantes (p-valor=0,000 e p-valor=0,000) para explicar a ocorrência dos óbitos. A distribuição espacial tanto dos casos quanto dos óbitos predomina na região Centro-Norte do Estado, com clima seco a semiárido. Os resultados do estudo de caso controle, quanto às crianças que vieram a óbito, apresentaram uma soroprevalência de LV nos familiares de 1,9% (1/52), dos cães das residências 26,6% (4/15), e dos cães da vizinhança 18,7% (53/282), e a presença do vetor L. longipalpis foi identificada em 71,4% dessas residências. A soroprevalência de LV nos familiares, nos cães da residência e vizinhança das crianças que evoluíram para cura foi zero, 15,62% (5/32) e 10,19% (16/157), respectivamente, sendo a presença do L. longipalpis identificada em 70% dessas residências. O intervalo entre o surgimento de sintomas e o diagnóstico da LV nas crianças que evoluíram para óbito ou cura foi de 34,63 e 26,87 dias. O número médio de vezes que as crianças que evoluíram para óbito ou cura foram levadas ao serviço de saúde foi de 6,4 e 4,25, respectivamente. O estudo mostra que a LV continua endêmica na Bahia, afetando principalmente crianças, sendo a ocorrência de casos e óbitos associada a fatores socioeconômicos. Além disso, os resultados demonstram que os focos de LV continuam ativos e o tempo gasto até o início do tratamento e a elevada frequência de visitas ao serviço de saúde apontam para a urgente requalificação profissional e das ações de prevenção e controle dessa zoonose, bem como a modernização da infraestrutura de assistência aos pacientes e o maisimportante: assumir o fato de que uma distribuição de renda mais equânime é condição fundamental à promoção da saúde. |
| Abstract: | COSTA, L. B. Epidemiology of visceral leishmaniasis in Bahia. 2018.Tese (Doutorado Ciência Animal nos Trópicos) - Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia – Universidade Federal da Bahia, 2018. Visceral leishmaniasis (VL) is caused by the protozoan Leishmania infantum. It is a zoonosis that is still poorly studied in terms of its incidence and lethality in children. In Brazil, the State of Bahia, Northeast Region, is one of the most prevalent in the recording of human cases of infection and deaths from VL. The present study analyzed, in the State of Bahia, the spatio temporal distribution of cases and deaths due to VL, from 2007 to 2017, evaluating the possible involvement of socioeconomic and environmental determinants. A case-control study was also carried out, covering the period from 2012 to 2017, in which the sample of children under 10 years of age with VL who progressed to cure or died was evaluated. Socioeconomic and environmental information relating to the respective children's homes, in addition to serological and entomological data associated with the case series, were analyzed. During the period studied, 3.847 new confirmed cases in humans and 227 deaths were recorded. The average incidence of VL was 1.73/100.000 inhabitants, ranging from 2.54 (2014) to 0.86 (2016), with a predominance in urban areas (54.1%), in males (60.7%) and in children under ten years of age (48.2%). Of the variables analyzed regarding the distribution of cases and deaths due to VL, after model adjustments for logistic regression, it was observed that age and the Gini Index (Index that measures inequality in income distribution between municipalities) are significant (p- value=0.000 and p-value=0.000) to explain the occurrence of deaths. The spatial distribution of both cases and deaths predominates in the Central-North region of the State, with a dry to semi-arid climate. The results of the case control study, regarding the children who died, showed a seroprevalence of VL in family members of 1.9% (1/52), in household dogs 26.6% (4/15), and in neighborhood dogs 18.7% (53/282), and the presence of the L. longipalpis vector was identified in 71.4% of these residences. The seroprevalence of VL in family members, dogs in the household and neighborhood of the children who progressed to cure was zero, 15.62% (5/32) and 10.19% (16/157), respectively, with the presence of L. longipalpis identified in 70% of these residences. The interval between the appearance of symptoms and the diagnosis of VL in children who died or was cured was 34.63 and 26.87 days. The average number of times that children who died or were cured were taken to the health service was 6.4 and 4.25, respectively. The study shows that VL remains endemic in Bahia, mainly affecting children, with the occurrence of cases and deaths associated with socioeconomic factors. Furthermore, the results demonstrate that VL foci remain active and the time spent until the start of treatment and the high frequency of visits to the health service point to the urgent need for professional requalification and prevention and control actions for this zoonosis, as well as the modernization of patient care infrastructure and most importantly: accepting the fact that a more equitable income distribution is a fundamental condition for health promotion. |
| Palavras-chave: | Leishmaniose visceral Epidemiologia Óbitos em crianças Leishmania infantum Saúde pública geoprocessamento Saúde única Zoonoses - Bahia |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editora / Evento / Instituição: | Universidade Federal da Bahia |
| Sigla da Instituição: | UFBA |
| metadata.dc.publisher.department: | Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia |
| metadata.dc.publisher.program: | Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos (PPGCAT) |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41814 |
| Data do documento: | 20-Fev-2019 |
| Aparece nas coleções: | Tese (PPGCAT) |
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| T-Luciana Bahiense.pdf | T-Luciana Bahiense | 1,77 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
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