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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/40994
Tipo: Dissertação
Título: Potencial antioxidante de microalgas marinhas cultivadas sob estresse acídico
Título(s) alternativo(s): Antioxidant Potential of Marine Microalgae Cultivated Under Acidic Stress
Autor(es): Andrade, Fabrine Souza de
Primeiro Orientador: Lima, Suzana Telles da Cunha
metadata.dc.contributor.advisor-co1: Fernandez, Luzimar Gonzaga
metadata.dc.contributor.referee1: Lima, Suzana Telles da Cunha
metadata.dc.contributor.referee2: Nascimento, Ravena Pereira
metadata.dc.contributor.referee3: Caires, Taiara Aguiar
Resumo: O interesse crescente em microalgas deve-se às suas características fotossintetizantes e ampla distribuição global, tornando-as promissoras para a produção de compostos bioativos de elevado valor biológico e biotecnológico e em diversas áreas. Ao promover alterações nas condições de cultivo desses organismos, a produção desses compostos pode ser alterada, podendo aumentar a eficácia na sua potencialidade. Este trabalho teve como objetivo avaliar a atividade antioxidante, o perfil fitoquímico e os compostos fenólicos das microalgas Pyramimonas virginica e Tetraselmis gracilis em resposta a variações no pH (3,0 e 5,0). A atividade antioxidante foi medida pelo método de sequestro do radical 2,2-difenil-1-picril-hidrazil (DPPH), enquanto a quantidade de fenóis foi determinada pelo método de Folin-Ciocalteu. A toxicidade foi avaliada com teste frente à Artemia salina e o perfil fitoquímico dos extratos etanólicos foi obtido por triagem qualitativa. Os resultados mostraram que o crescimento das microalgas foi similar para as duas espécies, mas as cultivadas a pH 3,0 apresentaram uma diminuição significativa na densidade óptica, indicando menor produção de biomassa até chegar a morte celular. No pH 5,0, ambas as espécies mostraram um aumento na densidade óptica comparável ao controle (pH 7,0). P. virginica apresentou maior rendimento (0,984 g∙L⁻¹) em comparação com T. gracilis (0,482 g∙L⁻¹), enquanto os rendimentos para o controle foram 1,102 g∙L⁻¹ e 1,065 g∙L⁻¹, respectivamente. Nos extratos etanólicos, a concentração inibitória antioxidante necessária para reduzir a concentração inicial de DPPH em 50% (IC50) de P. virginica aumentou aproximadamente quatro vezes no pH 5,0 (17,09 mg∙mL⁻¹) em comparação à amostra do pH controle (4,52 mg∙mL⁻¹). Para T. gracilis, a IC50 foi ligeiramente reduzida de 16,7 mg∙mL⁻¹ no controle para 12,57 mg∙mL⁻¹ quando submetida ao cultivo acídico, demonstrando maior atividade antioxidante nessa amostra. A triagem fitoquímica qualitativa revelou a presença de flavonoides em ambas as espécies e polifenóis em T. gracilis. No caso dos compostos fenólicos, P. virginica destacou-se com o maior teor no pH neutro (11,10 ± 0,032 mg EAG/g de extrato), enquanto T. gracilis apresentou aumento na concentração de compostos fenólicos no pH ácido (7,36 ± 0,012 mg EAG/g de extrato), corroborando com a atividade antioxidante encontrada. No teste de toxicidade, os extratos etanólicos não foram consideradas tóxicos para a A. salina. Estes resultados evidenciam que a produção de compostos bioativos das microalgas pode ser significativamente modulada por condições de cultivo, como pH, refletindo atoxicidade e um aumento no potencial antioxidante em condições de pH baixo.
Abstract: The growing interest in microalgae is due to their photosynthetic characteristics and broad global distribution, making them promise for the production of bioactive compounds with high biological and biotechnological value, applicable in various fields. By modifying the cultivation conditions of these organisms, the production of these compounds can be altered, potentially increasing their efficacy and potential. This study aimed to evaluate the antioxidant activity, phytochemical profile, and phenolic compounds of the microalgae Pyramimonas virginica and Tetraselmis gracilis in response to pH variations (3.0 and 5.0). Antioxidant activity was measured by the DPPH (2,2-diphenyl-1-picrylhydrazyl) radical scavenging method, while phenol content was determined by the Folin-Ciocalteu method. Toxicity was assessed using Artemia salina, and the phytochemical profile of ethanolic extracts was obtained through qualitative screening. The results showed that microalgae growth was similar for both species; however, those cultivated at pH 3.0 exhibited a significant decrease in optical density, indicating reduced biomass production, leading up to cell death. At pH 5.0, both species showed an increase in optical density comparable to the control (pH 7.0). P. virginica presented a higher yield (0.984 g∙L⁻¹) compared to T. gracilis (0.482 g∙L⁻¹), while the yields for the control were 1.102 g∙L⁻¹ and 1.065 g∙L⁻¹, respectively. In the ethanolic extracts, the antioxidant inhibitory concentration needed to reduce the initial DPPH concentration by 50% (IC50) for P. virginica increased approximately fourfold at pH 5.0 (17.09 mg∙mL⁻¹) compared to the control sample (4.52 mg∙mL⁻¹). For T. gracilis, the IC50 was slightly reduced from 16.7 mg∙mL⁻¹ in the control to 12.57 mg∙mL⁻¹ under acidic cultivation, indicating higher antioxidant activity in this sample. The qualitative phytochemical screening revealed the presence of flavonoids in both species and polyphenols in T. gracilis. Regarding phenolic compounds, P. virginica had the highest content at neutral pH (11.10 ± 0.032 mg GAE/g of extract), while T. gracilis showed an increase in phenolic compound concentration at acidic pH (7.36 ± 0.012 mg GAE/g of extract), corroborating the observed antioxidant activity. In the toxicity test, the ethanolic extracts were not considered toxic to A. salina. These results indicate that the production of bioactive compounds in microalgae can be significantly modulated by cultivation conditions, such as pH, reflecting low toxicity and increased antioxidant potential under low pH conditions.
Palavras-chave: Cultivo acídico
Atividade antioxidante
Toxicidade
Compostos fenólicos
Pyramimonas virginica
Tetraselmis gracilis
CNPq: CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::BIOQUIMICA::BIOQUIMICA DOS MICROORGANISMOS
CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::BIOLOGIA GERAL
Idioma: por
País: Brasil
Editora / Evento / Instituição: Universidade Federal da Bahia
Sigla da Instituição: UFBA
metadata.dc.publisher.department: Instituto de Ciências da Saúde - ICS
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação Multicêntrico em Bioquímica e Biologia Molecular (PMBqBM) 
Citação: SOUZA DE ANDRADE, Fabrine. Potencial antioxidante de microalgas marinhas cultivadas sob estresse acídico. 2024. 44p. Dissertação (Mestrado em Bioquímica e Biologia Molecular) - Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2024.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/40994
Data do documento: 28-Ago-2024
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