Resumo:
O texto analisa estratégias de corporações automobilísticas de modo a defender três
idéias. Em primeiro lugar, os aspectos materiais/funcionais, por um lado, e simbólicos,
por outro, estão intimamente relacionados na construção de uma marca automobilística.
Da coerência dessas ações derivam sinergias que transformam a marca num operador simbólico entre a corporação e os atores do mercado. Em segundo, o operador
simbólico, uma vez constituído, pode favorecer, ou restringir, o acesso da corporação a
segmentos de mercados, o que está vinculado ao processo de globalização. Em terceiro
lugar, isso ocorre em virtude de a função da marca ser um dispositivo usado em estratégias
de diferenciação e construção de identidades sociais. No desenvolvimento dessas
idéias, procura-se dialogar com autores contemporâneos que refletiram sobre a questão
da significação, como M. Sahlins, J. Baudrillard e C. Castoriadis.