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Title: O papel das crenças maternas sobre as emoções das crianças na socialização emocional dos filhos
Authors: Anjos Filho, Nilton Correia dos
???metadata.dc.contributor.advisor???: Alvarenga, Patrícia
Keywords: Socialização emocional;Crenças maternas sobre as emoções;Programa de intervenção
Issue Date: 20-Dec-2019
Abstract: As crenças parentais acerca das emoções dos filhos são compreendidas como ideias, suposições, regras e avaliações que os pais podem ter a respeito do valor das emoções, da expressividade emocional e da regulação das emoções. De acordo com a Teoria Cognitiva e com a Filosofia da Metaemoção Parental, as crenças dos pais sobre processos emocionais mediariam a relação entre a expressividade emocional da criança, com função de estímulo ambiental, e as práticas de socialização emocional, que seriam a resposta comportamental dos pais a essa estimulação antecedente. O desenvolvimento emocional das crianças, por sua vez, seria afetado pela interação entre esses fatores. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar o papel das crenças maternas acerca das emoções das crianças nas práticas de socialização emocional dos filhos. Para tanto, foram realizados dois estudos complementares. O Estudo 1 examinou as relações entre as práticas de socialização emocional e as crenças maternas sobre as emoções das crianças por meio de um delineamento correlacional. Participaram do Estudo 1 33 mães de crianças entre 6 e 7 anos de idade, selecionadas por conveniência em duas escolas da rede particular de ensino da cidade de Salvador/BA. As mães responderam a uma ficha de dados sociodemográficos, à Escala de Reações Parentais às Emoções Negativas dos Filhos (CCNES) e ao Questionário de Crenças Parentais sobre as Emoções das Crianças (PBACE). Análises de regressão confirmaram o poder preditivo das crenças sobre o custo da positividade sobre as práticas punitivas, de ignorar e de minimizar respostas emocionais, e também sobre o agrupamento das práticas não apoiadoras da expressividade emocional da criança. Ademais, foi confirmado o poder preditivo das crenças no valor da raiva, que correlacionaram-se positivamente com as práticas de incentivo e com o agrupamento das práticas apoiadoras da expressividade emocional. O Estudo 2 teve como objetivo avaliar os efeitos de um programa de intervenção direcionado às práticas de socialização emocional sobre as crenças maternas acerca das emoções das crianças. Participaram do Estudo 2 12 mães que compuseram a amostra do Estudo 1. As participantes foram designadas ao grupo intervenção (n=6) com base no critério único de interesse e disponibilidade para participar do programa “Vivendo Emoções”. As participantes do grupo comparação (n=6) foram selecionadas entre as mães que não participaram da intervenção, de modo a produzir um pareamento satisfatório com as díades do grupo intervenção, a partir dos critérios de sexo e idade da criança. O pré-teste correspondeu às respostas das medidas de crenças sobre as emoções e de práticas de socialização emocional realizadas no Estudo 1 e foi seguido pela implementação do programa no grupo intervenção. O programa foi implementado em oito sessões grupais com duas horas de duração cada, que aconteceram nas duas escolas em que o recrutamento do Estudo 1 foi realizado. O objetivo do programa foi promover práticas apoiadoras da expressividade emocional e reduzir as práticas não apoiadoras. O grupo comparação não foi submetido a nenhum tipo de tratamento. Após três meses da finalização da intervenção foi realizado o pós-teste em que as mães dos dois grupos responderam novamente à CCNES e ao PBACE. O resultado do Teste Wilcoxon revelou aumento da frequência de crenças maternas sobre o valor da raiva no grupo intervenção no pós-teste em comparação à avaliação no pré-teste. Os resultados do Teste Mann-Whitney revelaram ausência de diferenças significativas em todas as crenças examinadas na comparação entre os dois grupos no pós-teste. A discussão dos dois estudos realizados destacou o papel relevante das crenças maternas sobre as emoções das crianças como preditoras das práticas de socialização emocional dos filhos, e a importância de incluir atividades que contemplem a identificação e reestruturação de crenças disfuncionais nos programas de intervenção.
Parental beliefs about children's emotions are understood as ideas, assumptions, rules, and evaluations that parents may have about the value of emotions, emotional expressiveness and emotion regulation. According to the Cognitive Theory and the Parental Meta-Emotion Philosophy, parents' beliefs about emotional processes would mediate the relationship between the child's emotional expressiveness, playing the role of environmental stimuli, and the emotion socialization practices, which would be parents’ behavioral responses to the antecedent stimulation. Child emotional development, in turn, would be affected by the interaction between these factors. Thus, the aim of this study was to analyze the role of maternal beliefs about children's emotions in their emotion socialization practices. Therefore, two complementary studies were performed. The Study 1 examined the relations between emotional socialization practices and maternal beliefs about emotions through a correlational design. Thirty three mothers of children between 6 and 7 years of age, selected by convenience in two private schools in the city of Salvador/BA, participated in Study 1. The mothers answered a sociodemographic data sheet, the Coping with Children's Negative Emotions Scale (CCNES) and the Parents' Beliefs About Children's Emotions (PBACE) questionnaire. The regression analyzes confirmed the predictive power of the beliefs about the cost of positivity on the punitive, ignoring and minimizing maternal practices and on the grouping of non-supportive practices to child's emotional expressiveness. In addition, the predictive power of beliefs on the value of anger was confirmed. These beliefs were positively correlated with encouragement practices and with the grouping of supportive practices. Study 2 aimed to evaluate the effects of an intervention program focused on emotion socialization practices on maternal beliefs about children's emotions. Twelve mothers who composed the sample in Study 1 also participated in the Study 2. Participants were assigned to the intervention group (n=6) based on the unique criterion of interest and willingness to participate in the “Living Emotions” program. For the comparison group (n=6), participants were selected among mothers who did not participate in the intervention, in order to produce a satisfactory pairing to the dyads of the intervention group, based on the criteria of child’s gender and age. The pretest corresponded to the measures of beliefs about emotions and emotion socialization practices obtained in the Study 1 and was followed by the implementation of the program in the intervention group. The program was implemented in eight group sessions. Each session lasted two hours and took place in the two schools where recruitment for the Study 1 was performed. The goal of the program was to promote maternal supportive practices to children’s expressiveness and reduce the use of nonsupportive practices. The comparison group was not submitted to any type of treatment. Three months after the end of the intervention, the posttest was performed. In this phase, mothers from both groups answered again the CCNES and the PBACE. The Wilcoxon test results revealed an the increase of the frequency of maternal beliefs about the value of anger on posttest compared to the pretest assessment, in the intervention group. The results of the Mann-Whitney Test revealed no significant differences between the two groups in all the examined beliefs on posttest. The discussion of the two studies highlighted the relevant role played by maternal beliefs about children's emotions as predictors of maternal emotion socialization practices and the need for inclusion of activities that allow the identification and restructuring of dysfunctional beliefs in intervention programs.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/31190
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