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Title: Cuidando de pessoas com feridas infectadas: representações sociais da equipe de enfermagem
Authors: Carvalho, Evanilda Souza de Santana
???metadata.dc.contributor.advisor???: Sadigursky, Dora
???metadata.dc.contributor.advisor-co???: Mussi, Fernanda Carneiro
Keywords: Representações sociais;Cuidar;Enfermagem;Feridas;Infecção dos Ferimentos;Cuidados de Enfermagem;Social representation;Care;Nursing;Wounds;Wound Infection;Nursing Care
Issue Date: 9-Sep-2019
Abstract: Trata-se de um estudo quantitativo e qualitativo, com o objetivo de apreender e analisar as Representações Sociais elaboradas pelos profissionais da equipe de enfermagem que cuidam de pessoas com feridas infectadas, através da determinação do núcleo central e sistema periférico. Realizado em 3 unidades de saúde de Feira de Santana-Bahia, 2005. Foram coletadas evocações livres de 132 profissionais de enfermagem, provocadas pela expressão “Cuidar de pessoas com feridas infectadas” analisada pelo Software EVOC (Vergés, 1992). E entrevistas de 33 profissionais as quais foram submetidas à análise temática de Bardin (2000). Os resultados apontam que a estrutura das representações sociais sobre cuidar de pessoas com feridas infectadas tem como elementos centrais dor, odor, cuidado e secreção. O termo cuidado aparece com o sentido de cautela e precaução, sinalizando o receio do contágio confirmado pela presença de outros termos como infecção, purulenta, contaminação, descuidado e sujeira. Cognições como apoio, carência, carente, debilitado, dependência e insegurança constituem o sistema periférico, com conteúdos que resultam das experiências concretas da prática entre quem cuida e quem é cuidado. Para a equipe de Enfermagem o sujeito de seus cuidados é um “ser fragilizado” por dor física e psicológica, provocada pelos odores da ferida e o isolamento social. Cuidar de pessoas com feridas infectadas, para os sujeitos deste estudo, está representado por três categorias: “Cuidar como sofrimento”, por conviver com uma pessoa sofrida e carente de atenção, pessoa discriminada e rejeitada, uma pessoa envergonhada e constrangida, por sentir nojo e repulsa, temer o contágio, sentirse frustrado, inseguro e impotente; “Cuidar como obrigação”, por cumprir papel profissional e por exigir um esforço para atender o outro. E, “Cuidar como gratificação”, por aliviar o sofrimento do outro, sentir-se útil e recuperar e cicatrizar a ferida. Conclui-se que, para eles cuidar dessas pessoas traz emoções ambíguas, que vão da dor à gratificação e que, embora esses profissionais identifiquem as carências dos seres cuidados, eles também são influenciados pela natureza repulsiva das feridas, demonstrando através deste estudo que o que prevalece, ao cuidar dessas pessoas, é o sofrimento.
This is a quantitative and qualitative study with intent to learn and analyse the Social Representations designed by professionals of the nursing team that takes care of people with infected wounds, through the determination of the central nucleus and peripherical system. This study was carried out in 3 health units in Feira de Santana-Bahia, 2005. Sponthaneous evocations were collected from132 nursing professionals stimulated by the frase “care of people winth infected wounds” analysed by the software EVOC (Vergés,1992) as well as interviews of 33 professionals that were submitted to Bardin’s (20000) thematic analysis. The results show that the structure of the social representations as to the care of people with infected wounds, has central elementspain, smell, care and secretion. The term “care” comes with a meaning of caution and precaution showing the fear of contamination confirmed by the presence of terms such as - infection, purulence, contamination, negligence and dirt. Cognitions such as support, privation, needy, weak, dependence and insecurity form the peripherical system with contents that result from the concrete experiences in the practice between the one who cares and the one who is cared for. For the nursing team the subject of its care is a “fragilized being ” because of the physical and psychological pain caused by the smells emanating from the wound and social isolation. Taking care of people with infected wounds, for the subjects of this study is represented by three categories: “Care as suffering” due to the coliving with a person that suffers and is needy of attention is discriminated and rejected, is aslamed and uncomfortable because he/she feels repulsion, is afraid of contamination, is frustrated, insecure and impotent. “Care as an obligation” so to fulfill the professional paper and demand special effort to care for the other. And “ Care as a reward” for relieving suffering, feel omself useful and heal the wound. For them, taking care of these people brings up ambiguous emotions that range from pain to reward. Even through these professionals identify the privations of the ones being cared for, they are influenced by the repulsive nature of the wounds and show through this study that what prevails while taking care of these people is suffering.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/30584
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