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Title: Avaliação do efeito térmico de intrusões de diabásio sobre o querogênio presente em amostras de folhelhos negros coletadas em afloramentos da formação irati (permiano), Bacia do Paraná-Brasil
Authors: Martins, Cintia Mayra Santos
???metadata.dc.contributor.advisor???: Queiroz, Antônio Fernando de Souza
???metadata.dc.contributor.advisor-co???: Cerqueira, José Roberto
Keywords: formação irati;geoquímica do petróleo;intrusões ígneas;biomarcadores;maturidade térmica;bacia do paraná.
Issue Date: 20-Mar-2019
Abstract: O presente trabalho faz parte do projeto intitulado “Calibração de Parâmetros Ópticos e Moleculares de Maturação de Rochas Geradoras Não Convencionais” pertencente ao Programa: Formação do Centro de Excelência em Geoquímica do Petróleo do Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (UFBA) – GEOQPETROL”, que teve apoio financeiro da Shell/BG Brasil, através do “Compromisso com Investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento” com a ANP, no âmbito do Programa GEOQPETROL - Convênio BG E&P Brasil Ltda. - UFBA - FAPEX. A Bacia do Paraná está situada na porção centro-leste da América do Sul e apresenta uma área de 1.100.000Km2 em território brasileiro. Nessa bacia ocorrem folhelhos do Permiano pertencentes à Formação Irati, enriquecidos em matéria orgânica e propícios à geração de hidrocarbonetos. Em algumas regiões esses folhelhos atingiram a maturação térmica por influência de um fluxo de calor causado pelas intrusões ígneas associadas ao magmatismo da Formação Serra Geral. O objetivo deste trabalho é avaliar o efeito térmico de intrusões de diabásio em folhelhos negros da Formação Irati, borda Leste, Bacia do Paraná. Foram realizadas análises de carbono orgânico total (COT), enxofre total (S) e pirólise Rock-Eval, em 51 amostras coletadas em afloramentos da Formação Irati contendo intrusões (pedreira Partezani) e com ausência das mesmas (pedreira Amaral Machado). Os resultados dessas análises permitiram reconhecer também, mudanças acentuadas nos tipos de matéria orgânica em razão das condições paleoambientais. O afloramento da pedreira Amaral Machado apresenta maior teor de COT, excelente potencial gerador de hidrocarbonetos (S2) e querogênio tipo I. Essa situação, entretanto, não é verificada para as amostras do topo desse mesmo afloramento, que mudam abruptamente suas características composicionais para baixo teor de COT, matéria querogênio tipo IV, indicando um ambiente óxico. Nos pontos de coleta onde há influência térmica de intrusões ígneas (pedreira Partezani), as amostras mostram baixos teores de COT, baixo potencial gerador de hidrocarbonetos e querogênio tipo IV depletado em hidrogênio devido à elevada alteração causada pelas intrusões de diabásio. Os valores da razão gamacerano/gamacerano + C30 hopano e as relações Pr/Ph sugerem condições de ambiente anóxico a óxico. As análises de isótopos estáveis de carbono e as distribuições de biomarcadores saturados, aromáticos, com base nas razões: hopanos/esteranos, TPP/TPP+Dia, gamacerano/(gamacerano + C30 hopano), reteno/cadaleno, reteno/9-MF (metilfenantreno) e da distribuição de esteranos regulares, junto com a distribuição de n-alcanos e isoprenóides fornecem evidências de que a composição da matéria orgânica nos afloramentos é de origem marinha, exceto no topo da pedreira Amaral Machado que relata o input de matéria orgânica terrestre durante a deposição dos folhelhos da Fm. Irati. As análises de palinofácies confirmam os dados de biomarcadores de que a composição orgânica é predominantemente de matéria orgânica marinha (matéria orgânica amorfa - MOA), exceto para as amostras do topo da pedreira Amaral Machado, que são compostas principalmente por matéria orgânica terrestre (fitoclastos - derivada de vegetais superiores). Esses resultados sugerem mudanças paleoclimáticas, marinha nesse ambiente. Os resultados de biomarcadores das razões de isomerização 20S/(20S+20R), αββ/(αββ+ααα), 22S/22S+22R , Ts/(Ts+Tm) e Hop/(Hop+M) e as razões dos esteroides monoaromáticos e triaromáticos indicaram evolução térmica correspondente à janela de geração de óleo para os extratos situados na pedreira Partezani, não apresentando correlação com os parâmetros ópticos de ICE que caracterizou zona senil (supermaturo) devido ao calor das intrusões de diabásio encontradas naquela pedreira, sugerindo a presença de hidrocarbonetos migrados. Na pedreira Amaral Machado os parâmetros de evolução térmica indicaram imaturidade.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/28929
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