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Title: Estratégias de coping e bem-estar no trabalho: um estudo com agentes penitenciários
Authors: Jesus Filho, Antonio Boaventura de
???metadata.dc.contributor.advisor???: Fernandes, Sônia Regina Pereira
Keywords: Coping ocupacional;Bem-estar no trabalho;Agentes penitenciários;Psicologia Social;Stress ocupacional
Issue Date: 7-Aug-2017
Abstract: O trabalho na atualidade exerce grande influência nos processos de saúde-doença dos indivíduos, por isso diversas pesquisas têm investigado aspectos ocupacionais negativos e suas implicações no estresse ocupacional, assim como fatores positivos vinculados ao bem-estar no trabalho. Estudos voltados para os agentes penitenciários (ASPs) ainda são escassos, sobretudo na literatura nacional, embora seja identificado um conjunto específico de riscos físicos e psíquicos nesse contexto laboral. Deste modo, o presente estudo analisa as relações entre as estratégias de coping ocupacional e o bem-estar no trabalho entre ASPs. A pesquisa, de corte transversal e natureza descritiva, utilizou multimétodos e foi estruturada em duas etapas: a) um estudo descritivo, efetuado mediante observações e entrevistas semiestruturadas com os ASPs (n=10) para coletar informações acerca dos estressores ocupacionais do contexto prisional, utilizando as categorias do modelo de fontes ocupacionais do estresse (Cooper & Marshall, 1976); e b) uma investigação quantitativa com os ASPs (n=120), através de um instrumento de pesquisa aplicado presencialmente e composto por um questionário sobre dados socioprofissionais, uma escala de coping ocupacional (Pinheiro, Tróccoli, & Tamayo, 2003) e uma escala de bem-estar no trabalho (Paschoal & Tamayo, 2008). Foram feitas análises exploratórias descritivas, correlacionais, bem como análises de variância para alcançar os objetivos do estudo. Os dados obtidos na primeira etapa apontaram a presença de estressores ocupacionais em todas as categorias do modelo de Cooper e Marshall (1976). Em relação aos resultados encontrados na segunda etapa, verificou-se que os ASPs utilizam predominantemente as estratégias de coping da dimensão controle (M=3,94; DP=0,59) e apresentam níveis mais altos de bem-estar no trabalho no fator realização (M=3,59; DP=0,71). Houve correlação significativa e positiva apenas entre as estratégias de coping na dimensão controle e o bem-estar no trabalho no fator realização (r=.255; p=.01). De acordo com os resultados alcançados, observou-se uma associação entre as estratégias de coping e o bem-estar no trabalho entre os ASPs, de maneira que as conclusões deste estudo sinalizam a necessidade de investigações com este segmento profissional, incorporando também as abordagens teóricas do bem-estar no trabalho, especialmente sob uma perspectiva eudaimônica, em virtude dos cenários ocupacionais marcados por fortes agentes estressores.
Work greatly influences the health-illness continuum of individuals. For that reason, several studies have investigated negative occupational issues and their implications on occupational stress, as well as positive issues linked to well-being at work. However, studies with correctional officers (COs) are still scarce, especially in the Brazilian literature, although there is a specific set of physical and psychic risks in this work context. Thus, this study analyzes the relationship between occupational coping strategies and well-being at work among COs. A cross-sectional multi-method research was performed in two stages: a) a descriptive study, which consisted of observations and semi-structured interviews with the COs (n=10) to collect information about the occupational stressors of the penitentiary context, using the occupational sources of stress model (Cooper & Marshall, 1976); and b) a quantitative research with COs (n=120), based on a research instrument administered in person and composed of a questionnaire about socio-professional data, an occupational coping scale (Pinheiro, Tróccoli, & Tamayo, 2003), and a well-being at work scale (Paschoal & Tamayo, 2008). Descriptive, correlational exploratory analyses were performed, as well as analyses of variance. The data obtained in the first stage pointed to the presence of occupational stressors in all categories of the Cooper and Marshall model (1976). As for the second stage, the results showed that the COs predominantly use coping strategies of the control dimension (M=3.94, SD=0.59), as well as higher levels of well-being at work in the realization factor (M=3.59, SD=0.71). Significant positive correlation was found only between coping strategies in the control dimension and well-being at work in the realization factor (r=.255; p=.01). The results also revealed an association between coping strategies and well-being at work among the COs; therefore, the conclusions of this study indicate the need for investigations with this professional segment, also incorporating the theoretical approaches of well-being at work, especially from an eudaimonic perspective, due to occupational scenarios marked by strong stressors.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/23865
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