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Title: Situação Epidemiológica da leishmaniose visceral humana e da infecção canina na zona urbana de Araguaína-TO, 2007 a 2014.
Authors: Amaro, Ana Ydelplynya Guimarães.
???metadata.dc.contributor.advisor???: Barreto, Florisneide Rodrigues
Keywords: Leishmaniose Visceral;Prevalência da infecção canina;Distribuição Espacial
Issue Date: 14-Mar-2017
Abstract: A leishmaniose Visceral (LV) é um sério problema de saúde pública, por apresentar ampla dispersão geográfica, com aumento na casuística, incidência e casos de co-infecção com HIV. Além disso, figura entre as doenças negligenciadas, porque atingem cerca de 80% da população de baixa renda e não constituem prioridade nos investimentos em pesquisas para tratamento e controle. O estudo objetivou avaliar a situação epidemiológica da LV humana (LVH) na zona urbana do município de Araguaína/ Tocantins entre os anos de 2007 a 2014 e verificar a associação entre a incidência humana e a prevalência de infecção canina pela Leishmania infantum. Trata-se de estudo ecológico de agregado espacial e temporal, sendo os bairros urbanos as unidades de análise espacial, e o ano calendário a unidade de análise temporal. Dados de LVH registrados na área urbana e de infecção canina (IC) foram fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde de Araguaína, de 2007 a 2014, e informações sóciodemográficas do município fornecidas pelo IBGE. Foram confirmados 1.278 casos de LVH, sendo os ano(s) de maior pico 2007 com 258 casos e 2008 com 287. A maioria dos acometidos foram crianças 33,9% (423/1.278), sobretudo na faixa-etária de 5 a 9 e indivíduos do sexo masculino. A incidência variou de 34,2 em 2008 a 23,2 em 2014 por 100.000 habitantes com tendência de redução de p=0,017, sendo o maior risco de adoecer entre indivíduos menores de 15 anos, especialmente os de 05 a 09 anos. Quanto a infecção canina, 19.716 animais foram diagnosticados como soropositivos durante os inquéritos sorológicos realizados e observou-se a ocorrência do maior número de cães infectados em 2009 com 2.644, e da prevalência de infecção canina de 54,5 % em 2011, com tendência de redução de p=0,232. Constata-se que a enfermidade encontra-se difundida em toda a área urbana de Araguaína, principalmente nas áreas de periferia e de ocupação recente e desordenada, composta por aglomerado de pessoas de baixo poder econômico, com presença de bolsões de pobreza e com infraestrutura pública deficiente ou ausente Associando este quadro a criação de animais domésticos e a invasão do habitat natural do vetor, tornando o indivíduo e estas áreas mais susceptíveis para a cadeia de transmissão. Apesar da tendência de diminuição dos casos de LVH e da prevalência de infecção canina, que podem ser resultado da intensificação das ações da vigilância, entretanto permanece o constante processo de expansão da cidade, a rápida substituição do cão infectado, alguns hábitos culturais, a vulnerabilidade de alguns indivíduos que colaboram para a manutenção do ciclo de transmissão da doença no homem e no cão.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/21677
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