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Title: Associação entre disfunção temporomandibular, oclusão dentária e postura craniocervical em estudantes universitários
Authors: Lopes, Paulo Raimundo Rosário
???metadata.dc.contributor.advisor???: Campos, Paulo Sérgio Flores
Keywords: Postura.;Maloclusão.;Articulação Temporomandibular.;Síndrome da Disfunção da Articulação Temporomandibular.;Transtornos da Articulação Temporomandibular.
Issue Date: 30-Aug-2016
Abstract: As DTMs incluem um conjunto de sinais e sintomas de etiologia multifatorial como: dores articulares bi ou unilaterais, comprometimento da abertura da boca ou da mastigação e dores irradiadas para a região da cabeça ou do pescoço. Muitos estudos observam que pacientes com DTM cursam com aumento da lordose cervical, porém outros apontam que não há diferença entre portadores e não portadores. A oclusão ideal é descrita como uma perfeita adaptação entre as arcadas onde os contatos devem ocorrer simultaneamente entre todos os dentes. Alguns estudos afirmam que a maloclusão pode alterar a postura de cabeça, tanto no plano sagital como no plano frontal. A articulação temporomandibular (ATM) apresenta componentes musculares e ligamentares intimamente envolvidos com a coluna cervical e a cintura escapular. Existem controvérsias na literatura quanto à relação de causa e efeito entre DTM e alterações posturais, assim como DTM e maloclusão. Objetivo: Traçar o perfil das associações entre DTM, classes de oclusão dentária e postura craniocervical em estudantes universitários. Método: Trata-se de um estudo observacional em corte transversal realizado em universitários de ambos os sexos, com idade entre 18 e 40 anos. Os voluntários foram avaliados quanto aos RDC/TMD, biofotogrametria e Teste do Calço Molar. A avaliação postural foi realizada através da análise dos resultados do protocolo do Software de Avaliação Postural (SAPO) e pelos valores dos ângulos A1(tragus-horizontal), A2 (tragus-C7- horizontal), A3 (tragus-acrômio-vertical) e distância toracocervical no mesmo software. A avaliação quanto ao tipo de oclusão dentária foi realizada por um cirurgião dentista. O tratamento dos dados foi feito a partir de medidas de tendência central, razão de prevalência e análise de correspondência múltipla assimétrica para traçar o perfil da população. Resultados: Foram avaliados 107 estudantes, sendo que 19 destes foram excluídos, restando 88 voluntários. A mediana da idade foi de 22 anos, com mínimo de 18 e máximo de 39 anos, e destes, 27 eram do sexo masculino e 62 do sexo feminino. O perfil da mostra foi dividido em quatro grupos pela análise por correspondência em que: o primeiro grupo compõe-se de indivíduos sem DTM, com padrão de dor à palpação leve, cabeça anteriorizada ou inclinada à direita; o segundo grupo apresenta indivíduos do sexo masculino, acima de 22 anos, sem DTM, com normoclusão, extensão da cabeça e anteriorização cervical; o terceiro grupo apresenta indivíduos com DTM, subgrupos II e III, com padrão de dor moderado ou severo, inclinação à esquerda e distoclusão tipo dois; o quarto grupo compõe-se de voluntários do sexo feminino, com faixa etária até 22 anos, DTM I, com cefaleia/enxaqueca, flexão de cabeça, retificação cervical e disto-oclusão tipo um ou mésio-oclusão. Entre as maiores associações observadas estão: a DTM tipo II com a disto-oclusão tipo dois, a DTM tipo I com a postura craniocervical em flexão de cabeça e retificação da coluna cervical; indivíduos com mésio-oclusão apresentam alinhamento da coluna cervical; e indivíduos sem dor podem apresentar anteriorização da cabeça e disto-oclusão tipo um. Conclusão: Este estudo demonstrou que a maloclusão pode alterar o ângulo A2, o ângulo A3 e a distância toracocervical, e que a DTM não interfere nos ângulos cervicais estudados. Além disso, também foi possível observar que é maior a prevalência de mulheres com DTM.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/20186
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