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Title: A psicose e os impasses frente a maternidade: uma leitura psicanalítica
Authors: Novaes, Cynara Sodré Araújo
???metadata.dc.contributor.advisor???: Fernandes, Andréa Hortélio
Keywords: Psicose;Falo;Maternidade;Empuxo-à-mulher;Psicanálise;Psychosis;Phallus;Maternity;Push-to-be-a woman,;Psychoanalysis
Issue Date: 28-Apr-2016
Abstract: Para a teoria psicanalítica, a partir do ensino lacaniano, a psicose é caracterizada pela foraclusão do significante Nome-do-Pai, sendo que uma das consequências da foraclusão é a não inscrição na função fálica. Desse modo, situações que façam apelo ao significante foracluído podem provocar o desencadeamento da psicose. Desde Freud, foi estabelecida a relação entre maternidade e atribuição fálica, ou seja, o filho como um substituto fálico para a mãe. Ao estabelecer a inveja do falo como marca do psiquismo das mulheres, Freud propôs a maternidade como condição para a constituição da feminilidade. A relação entre maternidade e atribuição fálica se mantém na perspectiva lacaniana, uma vez que, o filho enquanto substituto fálico permite que a mãe o inscreva no campo do seu desejo, possibilitando a inscrição da criança na linguagem. Contudo, para a teoria lacaniana a mediação do falo não comporta o que diz respeito à mulher. Para o desejo da mãe há um significante que o representa, que é o falo, mas não existe um significante que represente a mulher, o que determina sua posição não-toda referida à função fálica, marcando assim uma disjunção entre mãe e mulher. Estas considerações levaram-me a questionar a maternidade como uma situação que pode provocar o desencadeamento da psicose, pois devido à foraclusão do Nome-do-Pai, a mulher na psicose não está inscrita na função fálica. A disjunção entre mãe e mulher conduziu-me ainda a um questionamento sobre a possível posição para a mulher na psicose, uma vez que devido a não inscrição da função fálica, não haveria possibilidade de se posicionar nem como mãe nem como mulher. Na psicose, devido a não inscrição da função fálica o sujeito não tem como se posicionar como homem ou como mulher na partilha sexual. Diante desta impossibilidade, o sujeito pode inventar uma solução delirante a partir do empuxo-à-mulher, o que me levou a analisar o empuxo-à-mulher como uma possível posição para a mulher na psicose. Desse modo, a questão norteadora do presente estudo pode ser formulada do seguinte modo: como uma mulher na psicose pode responder à convocação fálica da maternidade? A análise de um caso clínico de uma mulher que se dizia a mãe da humanidade foi utilizada para abordar essa questão. For psychoanalytic theory, since the teaching of Lacan, psychosis is characterized by the foreclosure of the significant name-of-the-father, having as one of its consequences the non-inscription within the phallic function. In this manner, situations which demand the foreclosed significant may provoke the eruption of psychosis. Since Freud, the relationship between motherhood and the phallic attribute had been established or, in other words, the child as a phallic substitute for the mother. While establishing envy of the phallus as the psychic token of women, Freud proposed maternity as the condition for the constitution of femininity. The relationship between maternity and the phallic attribution is maintained in Lacan‟s perspective, since, the child as a phallic substitute allows the mother to inscribe him within her desire, making possible the inscription of the child within language. However, for Lacan‟s theory the phallus mediation does not enclose that which is related to women. For the mother‟s desire there is a significant that represents her which is the phallus, however there is no significant to represent the woman, which determines her position of not-all refereeing to the phallic function, establishing the dis-function between mother and woman. These considerations lead me to question maternity as a situation which may provoke the eruption of psychosis, for due to the foreclosure of the name-of-the-father, a psychotic woman is not inscribed in the phallic function. The dis-junction between mother and woman led me to another question, as to the possible position for a psychotic woman, and due to the non-inscription of the phallic function, if there might be the possibility of positioning herself as neither mother nor woman. In psychosis, due to the non-inscription of phallic function the subject has no way of positioning either as man or as woman within the sexual partage. Facing this difficulty, the subject may create a delirious solution coming from the push-to-be-a woman, which took me to analyze that as a possible position for women within psychosis. In this manner, the guiding question of the present work may be formulated this way: how can a psychotic woman answer the phallic convocation of maternity? The analysis of a clinical case of a woman who said to be the mother of humanity was used to approach this question.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/18991
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