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Title: Trabalhador entrincheirado ou comprometido? delimitação dos vínculos do indivíduo com a organização
Authors: Rodrigues, Ana Carolina de Aguiar
???metadata.dc.contributor.advisor???: Bastos, Antônio Virgílio Bittencourt
Keywords: Entricheiramento organizacional;Comprometimento de continuação;Comprometimento afetivo;Avaliação psicométrica;Análises de narrativas;Delimitação conceitual e empírica dos vínculos;Organizational entrenchment;Continuance commitment;Affective commitment;Psychometric assessment;Narrative analysis;Conceptual and empirical delimitation of bonds to organization.
Issue Date: 28-Mar-2016
Abstract: No estágio atual da agenda de pesquisa sobre vínculos com a organização, esforços têm sido empreendidos para revisar conceitos que, ao longo do tempo, acumularam questões teóricas e empíricas que ameaçam a validade dos resultados encontrados. Dentro dessa tendência mais ampla, estudos têm sido voltados para a revisão do modelo tridimensional do comprometimento proposto por J. Meyer e N. Allen, guiados pelo argumento de que esse modelo reúne mais de um tipo de vínculo. Um dos principais pontos de análise tem sido a pertinência da dimensão de continuação, que apresenta base teórica e comportamento semelhante ao entrincheiramento organizacional. A presente pesquisa buscou percorrer um caminho metodológico que possibilitasse alcançar maiores compreensão, precisão e delimitação desses construtos. Após a revisão e refinamento das medidas do entrincheiramento organizacional e do comprometimento de continuação, foram comparados seus modelos explicativos. Os resultados apontaram para o mesmo padrão de relação quando confrontados os modelos do entrincheiramento e da base de continuação, evidenciando validade convergente. Confirmada a hipótese de que a base de continuação é sobreposta ao entrincheiramento, e de que ambos se distinguem do comprometimento afetivo, foram identificados e discriminados quatro grupos com diferentes níveis de entrincheiramento e comprometimento organizacional: sentinela de oportunidades (níveis medianos dos vínculos), transeunte organizacional (níveis baixos dos vínculos), cidadão livre (alto comprometimento e baixo entrincheiramento) e prisioneiro colaborativo (alto comprometimento e alto entrincheiramento). Desses grupos, foram extraídos casos representativos para uma investigação qualitativa da dinâmica dos vínculos com a organização, com base em narrativas profissionais. Após as análises detalhadas de cada caso, foi elaborado um modelo teórico que reúne variáveis pessoais e organizacionais, além das trajetórias percorridas, que contribuem para a formação das diferentes configurações de vínculo. Conclui-se que o entrincheiramento e o comprometimento são vínculos distintos, que podem ser combinados em diferentes padrões, construídos com base em características pessoais e em experiências vivenciadas na organização. Esses padrões demonstraram a capacidade de ampliar o poder explicativo dos vínculos em comparação ao seu tratamento isolado. Ao término deste estudo, verifica-se o alcance de maior delimitação teórica e empírica do comprometimento e do entrincheiramento. As estratégias metodológicas aqui empregadas poderão ser retomadas e incrementadas em estudos futuros, contribuindo para maiores avanços teóricos e aplicações práticas dos vínculos com a organização. On the current agenda of research on organizational attachments, efforts have been made in order to review concepts which have accumulated theoretical and empirical issues, therefore, threatening the validity of the results of several of these studies. Following a broader perspective, other studies have revised the three-dimensional model of commitment proposed by J. Meyer e N. Allen. These other studies have been guided by the argument that this model included more than one type of bond. One of the key issues is the pertinence of the continuance commitment, which is characterized by similar behavior and theoretical basis, if compared to organizational entrenchment. This research intended to follow a methodological pathway which would enable the researcher reach a better understanding, precision and delimitation of these constructs. After reviewing and refining the measures of organizational entrenchment and continuation commitment, their explanatory models were compared. Results indicated the same pattern of relationship between the models of entrenchment and continuance dimension, evincing a convergent validity. Therefore, not only the hypothesis that the continuance dimension overlaps entrenchment was confirmed, but also that both are distinct from affective commitment. Four groups in different levels of entrenchment and organizational commitment were identified and discriminated: sentinel of opportunities (average levels of attachment), organizational passerby (low levels of attachment), free citizen (high level of commitment and low entrenchment) and collaborative prisoner (high level of commitment and high entrenchment). Representative cases were taken from these groups for a qualitative investigation of the dynamics of bonds in the organization, based on the narratives of the professionals. After a detailed analysis of each case, a theoretical model including personal and organizational variables, and also trajectories lived - which have contributed to the formation of different settings of bonds - was elaborated. It was concluded that entrenchment and commitment are distinct bonds, which can be combined in different patterns, built based on personal characteristics and experiences lived in the organization. These patterns demonstrate the ability of this study to increase the explanatory power of bonds, when compared to their isolated treatment. At the end of this study, the significance of a major theoretical and empirical delimitation of commitment and entrenchment was verified. The methodological strategies used here may be incorporated and improved in future studies, contributing to greater theoretical advances and practical applications of attachments in the organization.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/18772
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