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Title: Jovens universitários e sua relação com o saber
Authors: Silva, Lélia Santiago Custódio da
???metadata.dc.contributor.advisor???: Sampaio, Sônia Maria Rocha
Keywords: Juventude;Universidade;Afiliação;Relação com o saber;Youth;University;Affiliation;Relation with the knowledge
Issue Date: 3-Feb-2014
Abstract: Com a constituição da condição juvenil, a entrada na universidade passa a representar um dos espaços onde os jovens estabelecem relação com o saber. Esta relação só faz sentido para o estudante quando associada à realidade social em que ele vive. Este saber, quando contextualizado, tem efeito no processo de aprendizagem. Afinal é preciso uma reciprocidade entre o modo pelo qual os estudantes percebem as tarefas, o sentido dado às atividades, a perspectiva mobilizada por elas e a qualidade da aprendizagem que delas resultam. Um elemento que influencia nesse processo de construção de relação com o saber é o processo de afiliação do estudante. Uma vez que, o estudante se sinta pertencente à coletividade ele se instaura como membro e, dessa forma, se sente mais à vontade com relação ao seu lugar na universidade. Tendo em vista essas interlocuções teóricas, este estudo tem como objetivo compreender como se desenvolve a relação com o saber de jovens universitários em grupos de pesquisa e no Programa de Orientação Acadêmica. Essa pesquisa, de caráter qualitativo, foi desenvolvida a partir do suporte teórico da etnometodologia e utilizou a abordagem da etnografia. O contexto de investigação foi o interior dos grupos de pesquisa e do espaço da orientação acadêmica. Quatro estudantes dos cursos dos Bacharelados Interdisciplinares participaram do estudo. Para coleta, três técnicas foram utilizadas: o registro em diário de campo, as observações participantes e as entrevistas. A organização e análise dos dados foram feitas com base em três eixos analíticos: a experiência da escola pública, a experiência da universidade e a experiência do grupo de pesquisa e da orientação acadêmica. A partir dos achados considera-se que os caminhos percorridos por esses jovens até a chegada à universidade pública podem ser caracterizados por adversidades, não somente econômicas, como também intelectuais e psicológicas. Além das dificuldades e sofrimento, os discursos revelam sonhos e projetos, elaborados a partir da condição de ser universitário. Eles romperam com o mundo familiar construído na escola pública, precisaram aprender as regras institucionais e a constituir uma nova relação com o saber, para então vivenciar o sentimento de pertença. O ingresso no grupo de pesquisa e na orientação acadêmica favoreceu diferentes relações com o saber. Esses espaços socializadores promoveram a afiliação do estudante, através das atividades de leitura, escrita, discussões e relações de afeto. Uma dimensão importante observada foi o tempo, que reverbera nos discursos e no processo de relação com o saber. Administrar o tempo e aprender a estudar faz parte do processo de afiliação à universidade. A reciprocidade na relação professor-estudante também ajudou na construção da autonomia do jovem sobre o conhecimento, tanto na sala de aula, quanto nos espaços de orientação e pesquisa. Nesse sentido, a análise da vida desses estudantes esteve atrelada à instituição onde suas práticas e discursos foram construídos. With regards to the establishment of the juvenile condition, entrance into university represents one of the places where young people establish relations with knowledge. This relation only makes sense to the student when associated with the social reality in which he lives. This knowledge, when contextualized, has an effect on the learning process. After all, there must be reciprocity between the way students perceive tasks, the meaning of the activities, the prospects mobilized by them and the quality of learning resulting from them. An element that influences this process of building relations with knowledge is the process of the affiliation of the student. Once the student feels he belongs to the community and is established as a member he thus feels more comfortable with his place in the university. Given these theoretical dialogues, this study aims to understand how the relation to knowledge in university students is developed through research groups and in the Academic Orientation Program. This research of qualitative character was developed from the theoretical framework of ethnomethodology and used the approach of ethnography. The research context was carried out within research groups and in the academic orientation space. Four Bachelors of Interdisciplinary Studies students participated in the studies. For data collection, three techniques were used: register in the casebook, participant observations, and interviews. The organization and analysis of the data was based on three analytical axes: the experience of public school, the experience of university and the experience of the research group and academic orientation. Interpretation of the research results demonstrated that the paths taken by these young people before reaching the public university can be characterized by adversity, not only economic but also intellectual and psychological. Beyond the difficulties and suffering, the discourses reveal dreams and goals, drawn from the condition of being universitarian. They broke away from the familiar world built in public school, they had to learn the institutional rules and set up a new relation to knowledge in order to then experience the sense of belonging. Admission into the research group and academic orientation favored a different relation with knowledge. These spaces of socialization promoted the affiliation of the student through the activities of reading, writing, discussions and relations of affection. An important dimension observed was time, which reverberated in the speeches and in the process of relation to knowledge. Managing time and learning to study is part of the process of affiliation to the university. The reciprocity in the teacher-student relationship also helped build autonomy in the youth regarding knowledge, as much in the classroom as in the spaces of orientation and research. In this way, the analysis of the lives of these students was linked to the institution where their habits and discourses were constructed.
URI: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/14521
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