Skip navigation
Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44493
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.creatorBarros, Lucas Novais-
dc.date.accessioned2026-05-18T11:39:16Z-
dc.date.available2026-12-30-
dc.date.available2026-05-18T11:39:16Z-
dc.date.issued2025-09-22-
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufba.br/handle/ri/44493-
dc.description.abstractThe present study aimed to analyze the production of care for users of the Psychosocial Care Network (RAPS) in the city of Seabra, Bahia, and its articulation with the culture in the territory. To this end, it prioritized the characterization of formal and informal care practices, the mapping of territories and spaces of care, both within and outside health services, and the identification of the repercussions of sociocultural aspects on the provision of care in the daily lives and relationships of these users. The methodology adopted a qualitative, descriptive, and exploratory approach through multisituated ethnography, using participant observation (or observant participation), interviews, and field journal as data production techniques. With inclusion and exclusion criteria, three users and some actors involved in their care production were selected. They were followed for seven months, between 2024 and 2025, based on their narratives and trajectories through formal (health services) and informal (their homes and streets) networks. Based on a hermeneutic analysis, the study presented an ethnographic description of the context of CAPS, RAPS, and the cases of the three users based on the researcher's experiences as a psychologist and citizen of Seabrense, which resulted in three categories of analysis. The first highlighted the formal and informal care practices produced in the itineraries of these three cases. Among the results, we highlight the presence of practices aligned with an ambulatorial logic, anchored in biomedical rationality and contributing to an approach focused on medicalization, pathologization, and social exclusion. The presence of other care practices was evident, such as those produced by the researcher and the users themselves, which focused on emancipatory care based on aspects of otherness, geared toward encounters and affections. In the second category, some sociocultural aspects were demonstrated from an intersectional perspective, circumscribed in the daily routine of services, relationships, and territories, such as: the local value system based on christian morality, which produced an ambiguous relationship of care with users, in addition to the so-called “culture of gossip,” which materialized as a practice of socialization through which information about these people actively circulated throughout the city, producing spaces of care and reproduction of stigmas. In the third category, it was highlighted how functional and symbolic territories produced experiences based on sociocultural, historical, and affective values. Therefore, these experiences revealed exclusion and stigma based on colonialism of being, knowledge, and power, contributing to the intersection of experiences based on race/color, gender, and class as structuring factors in the experience of daily suffering, illness, and the production of new meanings of life. In general, the relevance of understanding the complexity present in care practices produced in mental health itineraries was highlighted. When territorial and cultural aspects inherent to small towns and rural areas are highlighted, such practices become even more complex and may be paths for prioritizing mental health issues in political agendas and in the production of new practices and encounters.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal da Bahiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectAssistência em Saúde Mentalpt_BR
dc.subjectCidade Pequenapt_BR
dc.subjectEtnografiapt_BR
dc.subjectTerritório Socioculturalpt_BR
dc.subject.otherMental Health Assistancept_BR
dc.subject.otherEthnographypt_BR
dc.subject.otherSmall Citypt_BR
dc.subject.otherSociocultural Territorypt_BR
dc.titleEntre milagres, pedras preciosas e manchas vermelhas na parede: tessituras entre cultura e território na produção de cuidado a usuários de saúde mental do município de Seabra, Bahia.pt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC-ISC)pt_BR
dc.publisher.initialsISC-UFBApt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVApt_BR
dc.contributor.advisor1Torrenté, Mônica de Oliveira Nunes de-
dc.contributor.referee1Santos, Liliana-
dc.contributor.referee2Castelar, Marilda-
dc.contributor.referee3Torrenté, Mônica de Oliveira Nunes de-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7464220667947866pt_BR
dc.description.resumoO presente estudo teve como objetivo analisar a produção de cuidado voltado a usuários/as da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do município de Seabra, Bahia e sua articulação com a cultura no território. Para isso, foi priorizado a caracterização de práticas de cuidado, formais e informais, o mapeamento de territórios e espaços de cuidado, dentro e fora dos serviços de saúde e a identificação das repercussões de aspectos socioculturais na produção de cuidado em trajetórias e relações cotidianas desses usuários/as. A metodologia adotou uma abordagem qualitativa, descritiva e exploratória, através de uma etnografia multissituada, utilizando observação participante (ou participação observante), entrevistas e diário de campo como técnicas de produção de dados. Com critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados três usuários e alguns atores envolvidos na sua produção de cuidado. Estes foram acompanhados ao longo de sete meses, entre 2024 e 2025, a partir de suas narrativas e trajetórias pelas redes formais (serviços de saúde) e informais (suas casas e ruas). A partir de uma análise hermenêutica, o estudo apresentou uma descrição etnográfica do contexto do CAPS, da RAPS e dos casos dos três usuários a partir das experiências do pesquisador enquanto psicólogo e cidadão seabrense e que resultaram em três categorias de análise. A primeira evidenciou as práticas de cuidado, formais e informais, produzidas nos itinerários desses três casos. Dentre os resultados, destaca-se a presença de práticas alinhadas a uma lógica ambulatorial, ancoradas em uma racionalidade biomédica e que contribuíam para um fazer antenado na medicalização, patologização e exclusão social. Evidenciou-se a presença de práticas de cuidado, como aquelas produzidas pelo pesquisador e pelos próprios usuários, que se centravam em um cuidado emancipador e pautado em aspectos da alteridade, voltados para os encontros e os afetos. Na segunda categoria, demonstrou-se alguns aspectos socioculturais, a partir de um olhar interseccional, circunscritos no cotidiano dos serviços, das relações e dos territórios, a saber: o sistema de valores local pautado na moralidade cristã, que produzia uma relação ambígua de cuidado com os usuários, além da dita “cultura da fofoca”, que se materializava como uma prática de socialização por onde as informações sobre essas pessoas circulavam ativamente pela cidade, produzindo espaços de cuidado e de reprodução de estigmas. Na terceira categoria, foi destacado como os territórios, funcionais e simbólicos, produziam experiências pautadas nos valores socioculturais, históricos e afetivos. Como consequências, depreendia-se dessas experiências a exclusão e o estigma pautadas em colonialidades do ser, saber e poder, contribuindo para a intersecção de vivências pautadas na raça/cor, gênero e classe como estruturantes na experiência do sofrimento cotidiano, do adoecimento e na produção de novos sentidos de vida. De maneira geral, destacou-se a relevância em compreender a complexidade presente nas práticas de cuidado produzidas nos itinerários de saúde mental. Ao serem evidenciados aspectos territoriais e culturais inerentes a cidades de pequeno porte e do interior, tais práticas se tornam ainda mais complexas, podendo ser caminhos para a priorização das pautas de saúde mental nas agendas políticas e na produção de novos fazeres e encontros.pt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Saúde Coletiva - ISCpt_BR
dc.type.degreeMestrado Acadêmicopt_BR
Aparece nas coleções:Dissertação (ISC)

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
Lucas Novais Barros.pdf3,53 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
Mostrar registro simples do item Visualizar estatísticas


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.