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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44339
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.creatorTeixeira, Milena Pinillos Prisco-
dc.date.accessioned2026-04-07T17:52:55Z-
dc.date.available2026-04-06-
dc.date.available2026-04-07T17:52:55Z-
dc.date.issued2026-03-11-
dc.identifier.citationTeixeira, Milena Pinillos Prisco. Não se nasce mulher criminosa, torna-se: Bahia (1850-1888). Tese (doutorado) – Programa de Pós-Graduação em História, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufba.br/handle/ri/44339-
dc.description.abstractThis thesis demonstrates, through an extensive analysis of various archival collections and documentary typologies, with an emphasis on police and prison records, how the Brazilian State, within the context of the disintegration of the slave system, criminalized practices and behaviors based on criteria of gender, race, class, and nationality. It analyzes the transformation of women into criminals through the categorization of identities and behaviors, placing them under a permanent state of suspicion; that is, the potential harm they were perceived to represent to the functioning of an ordered society. This study argues that the woman under suspicion was produced through exclusion, as a result of an insidious policy of criminalization and incarceration for purportedly corrective purposes, functioning as the counterpart to the omission of skin color in the Constitutional Charter as a requirement for the formal exercise of citizenship. Throughout the period studied, suspicion incorporated other criteria beyond color as a basis for criminalization, in a context in which the population of color was becoming predominantly free, thus consolidating itself as an instrument for the administration of liberty, defining its conditions through the necessity of correction. In this process, figures such as the disorderly, the disobedient, the fugitive, the drunkard, the offender of public morality, and the alienated became fundamental categories of repression and central characters in the history of Bahia in the second half of the 19th century. The female body, historically viewed with suspicion, became even more visible, transforming into a privileged object of political, medical, and legal discourses that reiterated the need to control it as a social and moral imperative.pt_BR
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB)pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal da Bahiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectMulheres – Conduta criminosapt_BR
dc.subjectSuspeição (Direito)pt_BR
dc.subjectEspaços públicospt_BR
dc.subjectBahiapt_BR
dc.subject.otherWomen - Criminal conductpt_BR
dc.subject.otherLegal Suspicionpt_BR
dc.subject.otherPublic spacespt_BR
dc.titleNão se nasce mulher criminosa, torna-se: Bahia (1850-1888)pt_BR
dc.title.alternativeOne is not born a female criminal, one becames so: Bahia (1850-1888)pt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em História (PPGH) pt_BR
dc.publisher.initialsUFBApt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIÊNCIAS HUMANASpt_BR
dc.contributor.advisor1Valim, Patrícia-
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0002-7615-1142pt_BR
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0995566741702508pt_BR
dc.contributor.referee1Valim, Patrícia-
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0002-7615-1142pt_BR
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0995566741702508pt_BR
dc.contributor.referee2Pedro, Joana Maria-
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0001-5690-4859pt_BR
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/0818383116633579pt_BR
dc.contributor.referee3Schwarcz, Lilia Katri Moritz-
dc.contributor.referee3IDhttps://orcid.org/0000-0003-0498-3246pt_BR
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/3246688180226963pt_BR
dc.contributor.referee4Machado, Maria Helena Pereira Toledo-
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/2466501217380597pt_BR
dc.contributor.referee5Santos, Ynaê Lopes dos-
dc.contributor.referee5IDhttps://orcid.org/0000-0002-9685-9041pt_BR
dc.contributor.referee5Latteshttp://lattes.cnpq.br/9825396116792460pt_BR
dc.creator.IDhttps://orcid.org/0000-0002-3786-0990pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2827181129929236pt_BR
dc.description.resumoA presente tese procura demonstrar, a partir da análise de amplo levantamento em diferentes fundos e tipologias documentais, com destaque para registros policiais e prisionais, como o Estado brasileiro, no contexto de desagregação do sistema escravista, criminalizou práticas e comportamentos segundo critérios de gênero, raça, classe e nacionalidade. Busca-se compreender a transformação de mulheres em criminosas por meio da categorização de identidades e comportamentos, colocando-as sob um estado permanente de suspeição, isto é, da potencialidade do dano que representavam ao funcionamento de uma sociedade ordenada. Argumenta-se que a mulher em suspeição foi produzida por exclusão, como resultado de uma política insidiosa de criminalização e encarceramento com fins supostamente corretivos, funcionando como contraface da não inscrição da cor da pele na carta constitucional como requisito para o exercício formal da cidadania. Ao longo do período estudado, observou-se que a suspeição passou a incorporar outros critérios para além da cor como fundamento da criminalização, em um contexto no qual a população de cor se tornava majoritariamente livre, consolidando-se, assim, como instrumento de administração da liberdade, definindo suas condições mediante a necessidade de correção. Nesse processo, figuras como a desordeira, a desobediente, a fugitiva, a embriagada, a ofensora da moral pública e a alienada converteram-se em categorias fundamentais da repressão, tornando-se personagens centrais da história da Bahia na segunda metade do século XIX. O corpo feminino, historicamente visto sob suspeita, passou então a ser ainda mais visibilizado, transformando-se em objeto privilegiado de discursos políticos, médicos e jurídicos que reiteravam a necessidade de controlá-lo como um imperativo social e moral.pt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)pt_BR
dc.relation.referencesTeixeira, Milena Pinillos Prisco. Não se nasce mulher criminosa, torna-se: Bahia (1850-1888). Tese (doutorado) – Programa de Pós-Graduação em História, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2026.pt_BR
dc.type.degreeDoutoradopt_BR
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