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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44024
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.creatorSantana, Gabriella Suzart-
dc.date.accessioned2026-02-06T12:59:51Z-
dc.date.available2026-02-06T12:59:51Z-
dc.date.issued2025-12-05-
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufba.br/handle/ri/44024-
dc.description.abstractEither on barrels or ceramic pots, over the head or an animals’ back, the water carriers made water flow between streets, slopes and corners of the eighteen century Salvador, in a circuit in which the water that came from the earth reached the inside of homes by the hands of men and women, responsible for an indispensable urban service: water supply. But, being this black body, enslaved or free, their relevance was not recognized, was relegated to the lowest social level and marked by the stigma of being an unwanted, disease spreader and dangerous body. Dangerous because the series of insurrections that happened in Bahia in the first half of XIX century, following the victorious Haitian revolution (1791-1804), became a white nightmare. Trying to prevent what happened in Haiti from happening in Bahia, specially after the Malê Rebellion (1835), a series of drastic and discriminatory measures were taken against African men and women, who became a target of a political, social, economical and ideological plot aiming to de-Africanize Salvador. To reach such goal, a series of strategies were executed seeking to eliminate the existing dependence from African men and women, such as, hiring a private company for water piping. Considering that urban water regularization allows achieving multiple goals, many times in subjective ways, and associated with the de-Africanization context, it is conjectured that the founding of Queimado Company, the first potable water private company supplying it through fountains, water shops and “penas d’água” (a mobile part that controlled water outlet), from the channeling of Queimado River, was designed to eliminate the dependence of water carriers, and cause them to be expelled from the city.pt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal da Bahiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectAbastecimento de águapt_BR
dc.subjectAguadeirospt_BR
dc.subjectDesafricanizaçãopt_BR
dc.subjectSalvadorpt_BR
dc.subject.otherWater supplypt_BR
dc.subject.otherWater carrierspt_BR
dc.subject.otherDe-Africanizationpt_BR
dc.subject.otherSalvadorpt_BR
dc.titleAguadeiros e o abastecimento de água oitocentista : a trama para desafricanizar Salvadorpt_BR
dc.title.alternativeWater carriers and the nineteenth-century water supply : the plot to de-Africanize Salvadorpt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU) pt_BR
dc.publisher.initialsUFBApt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ARQUITETURA E URBANISMO::FUNDAMENTOS DE ARQUITETURA E URBANISMO::HISTORIA DO URBANISMOpt_BR
dc.contributor.advisor1Pereira, Gabriela Leandro-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9916943655624465pt_BR
dc.contributor.referee1Pereira, Gabriela Leandro-
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0002-5682-7504pt_BR
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9916943655624465pt_BR
dc.contributor.referee2Pena, João Soares-
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0003-3028-3964pt_BR
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/5805805984996682pt_BR
dc.contributor.referee3Pereira, Josemeire Alves-
dc.contributor.referee3IDhttps://orcid.org/0000-0003-3520-9608pt_BR
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/8040311737493589pt_BR
dc.creator.IDhttps://orcid.org/0000-0002-6086-3778pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5537594401343353pt_BR
dc.description.resumoSeja nos barris ou potes de cerâmica, sobre a cabeça ou no lombo do animal, os aguadeiros e aguadeiras faziam a água circular entre ruas, ladeiras e cantos da Salvador oitocentista, num circuito em que a água brotando do solo alcançava o interior das casas através desses homens e mulheres, que davam corpo a um serviço urbano indispensável: o abastecimento de água. Mas sendo este um corpo negro, escravizado ou liberto, sua importância não era reconhecida, sendo relegado ao mais baixo status social e marcado pelo estigma de ser um corpo indesejado, propagador de doenças e perigoso. Perigoso porque a série de insurreições que ocorreram na Bahia, na primeira metade do século XIX, na cauda da vitoriosa revolução do Haiti (1791-1804), havia se transformado em um pesadelo branco. Buscando evitar que o que ocorrera no Haiti se repetisse na Bahia, principalmente após o Levante do Malês (1835), uma série de medidas drásticas e discriminatórias foram tomadas contra os africanos e africanas, os quais passaram a ser alvo de uma trama política, social, econômica e ideológica que visava desafricanizar Salvador. Para alcançar tal objetivo, uma série de estratégias foram executadas com intuito de eliminar a dependência que se tinha dos africanos e africanas, dentre elas, a contratação de uma companhia particular para canalização das águas. Considerando que a regularização das águas urbanas permite alcançar diversos objetivos, muitas vezes presente de forma subjetiva, e associando ao contexto da desafricanização, conjectura-se que a criação da Companhia do Queimado, primeira empresa privada para fornecimento de água potável através de chafarizes, casas de vendagem e penas d’água (uma peça móvel que controlava a saída da água), a partir da canalização do Rio Queimado, foi pensada como meio de eliminar a dependência dos aguadeiros e aguadeiras, e provocar a sua expulsão da cidade.pt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Arquiteturapt_BR
dc.type.degreeMestrado Acadêmicopt_BR
Aparece nas coleções:Dissertação (PPGAU)

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