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Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/43616
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Campo DCValorIdioma
dc.creatorCosta, Rodrigo Maciel de Oliveira-
dc.date.accessioned2025-12-05T15:03:07Z-
dc.date.available2025-12-05T15:03:07Z-
dc.date.issued2025-11-28-
dc.identifier.citationCOSTA, Rodrigo Maciel de Oliveira. Perfil sociodemográfico da população transgênero em acompanhamento no Sistema Único de Saúde no estado da Bahia. Orientadora: Luciana Mattos Barros Oliveira. 2025. 31 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Endocrinologia e Metabologia) - Comissão de Residência Médica, Faculdade de Medicina da Bahia, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufba.br/handle/ri/43616-
dc.description.abstractIntroduction: This study aims to describe the sociodemographic profile of the transgender population receiving care through Brazil’s Unified Health System (SUS) in the state of Bahia, with an emphasis on access to gender-affirming hormone therapy and the main barriers faced. Methodology: This is a cross-sectional observational study conducted between 2020 and 2025, involving 900 individuals assisted at the specialized outpatient clinics of the Professor Edgard Santos University Hospital (HUPES) and the State Center for Diagnosis, Care and Research (CEDAP). Sociodemographic, clinical, and psychosocial variables were analyzed through standardized questionnaires. Results: The sample consisted of 49% transgender men, 40.9% transgender women, 4.6% travestis, and 5.4% non-binary individuals, with a mean age of 29.8 years. Regarding race/ethnicity, 72.2% self-identified as Black or Brown, and 54% had completed or incomplete higher education. Approximately 49% reported prior self-administered hormone therapy without medical supervision, while 38% used hormones exclusively under medical prescription. The prevalence of depression was 23.6%, anxiety disorders 35.8%, suicide attempts 34%, and illicit drug use 35%. Discussion: The findings indicate that access to specialized healthcare for transgender individuals remains limited and concentrated in major urban centers, mostly among those with higher educational levels. The high rate of self-administered hormone use also highlights deficiencies in healthcare access. Elevated rates of depression, anxiety disorders, previous suicide attempts, and substance use were consistent with findings reported in the literature. Conclusion: Despite institutional advances, SUS services remain insufficient to meet the needs of the transgender population. The expansion and decentralization of multidisciplinary, humanized, and discrimination-free healthcare are urgently needed to ensure equitable access and comprehensive care.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal da Bahiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectPopulação transgêneropt_BR
dc.subjectSaúde públicapt_BR
dc.subjectTerapia hormonalpt_BR
dc.subjectVulnerabilidade socialpt_BR
dc.subjectSistema Único de Saúde (SUS)pt_BR
dc.subjectPessoas Transgêneropt_BR
dc.subject.otherTransgender Personspt_BR
dc.subject.otherPublic Healthpt_BR
dc.subject.otherSocial Vulnerabilitypt_BR
dc.subject.otherUnified Health Systempt_BR
dc.subject.otherTransgender Personspt_BR
dc.subject.otherHormone therapypt_BR
dc.titlePerfil sociodemográfico da população transgênero em acompanhamento no Sistema Único de Saúde no estado da Bahiapt_BR
dc.title.alternativeSociodemographic profile of the transgender population receiving care in the Unified Health System (SUS) in the State of Bahiapt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Cursopt_BR
dc.publisher.initialsUFBApt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA::ENDOCRINOLOGIApt_BR
dc.contributor.advisor1Oliveira, Luciana Mattos Barros-
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0001-5346-8449pt_BR
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5013927300968139pt_BR
dc.contributor.referee1Oliveira, Luciana Mattos Barros-
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0001-5346-8449pt_BR
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5013927300968139pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9132965747024225pt_BR
dc.description.resumoIntrodução: O presente trabalho tem como objetivo descrever o perfil sociodemográfico da população transgênero em acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado da Bahia, com ênfase no acesso à terapia hormonal de afirmação de gênero e nas principais barreiras enfrentadas. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal observacional, realizado entre 2020 e 2025, com 900 pessoas atendidas nos ambulatórios especializados do Hospital Universitário Professor Edgard Santos (HUPES) e do Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa (CEDAP). Foram analisadas variáveis sociodemográficas, clínicas e psicossociais obtidas por meio de questionários padronizados. Resultados: A amostra foi composta por 49% de homens trans, 40,9% de mulheres trans, 4,6% de travestis e 5,4% de pessoas não binárias, com idade média de 29,8 anos. Em relação à raça/etnia, 72,2% se autodeclararam pretos ou pardos, e 54% possuíam ensino superior completo ou incompleto. Aproximadamente 49% relataram uso prévio de terapia hormonal por conta própria, sem acompanhamento médico, e 38% utilizaram hormônios exclusivamente com prescrição. Observou-se prevalência de 23,6% de depressão, 35,8% de transtornos de ansiedade e 34% de tentativa prévia de suicídio, além de 35% de uso de drogas ilícitas. Discussão: Os resultados evidenciam que o acesso da população transgênero aos serviços especializados permanece restrito e centralizado em grandes centros urbanos, atingindo majoritariamente pessoas com maior nível educacional. O alto nível de auto hormonização também evidencia insuficiência da atenção à população transgênero. Os níveis de depressão, transtornos de ansiedade e tentativas de suicídio prévias, assim como uso de drogas ilícitas, foram alarmantes, em consonância com literatura. Conclusão: Apesar dos avanços institucionais, o SUS ainda apresenta insuficiências no atendimento à população transgênero, sendo necessária a ampliação e descentralização dos serviços, com garantia de atendimento multiprofissional, humanizado e livre de discriminação.pt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Medicina da Bahiapt_BR
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dc.type.degreeEspecializaçãopt_BR
dc.publisher.courseMEDICINApt_BR
Aparece nas coleções:Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) - Programa de Residência Médica (Faculdade de Medicina)

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