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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42802
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.creatorOliveira, Júlia Cotta Lima de-
dc.date.accessioned2025-09-01T12:37:32Z-
dc.date.available2025-09-01T12:37:32Z-
dc.date.issued2025-06-23-
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufba.br/handle/ri/42802-
dc.description.abstractIn this ethnography, I analyze a set of practices that make up the resistance of the Indaiá Quilombola Community, located in the Rio Doce Valley. It is a rural community made up of twenty-four families, certified by the Palmares Foundation in 2006. The community members establish a relationship of companionship with nature through extractive processes, planting crops, backyards and vegetable gardens, walking through the forest and using medicinal plants and herbs. The ecological alliance with the Indaiá Palm Tree stands out, which gave rise to the group's name, since its stem, the heart of palm and the fruit, the coconut, served as food for the community members and contributed to the quilombolas' permanence in the territory. Since 1970, the community has suffered intensely from the social effects of development policies, which operate in the territory through eucalyptus monocultures. In this context, they face sev-eral socio-environmental conflicts over natural resources and the use of their traditional terri-tory. In response, the community members sought to continue and strengthen their resistance system developed since the period of slavery, through practices, dynamics and discourses aimed at defending themselves against these ontological attacks. In this sense, I use the concept of cosmopolitics, based on I. Stengers, to think about this process of resistance. This approach encompasses the interrelations between cosmos and politics, from which alliances are formed between humans and non-humans, to combat the imposition of hegemonic policies. Thus, I seek to argue that in the Quilombola Community of Indaiá, the cosmopolitical practices man-aged by the community members create a memorial heritage for the group, reinforce identity, kinship, spirituality, ancestry, ethnicity and promote belonging to the territory through alliances between different entities, orders and dimensions. When analyzing these practices, a network of relationships, alliances and bonds built by the Quilombola Community of Indaiá was ob-served, that is, a cosmopolitics of defense of the territory.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIApt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectComunidades quilombolaspt_BR
dc.subjectResistênciapt_BR
dc.subjectCosmopolíticapt_BR
dc.subject.otherQuilombola communitiespt_BR
dc.subject.otherResistancept_BR
dc.subject.otherCosmopoliticspt_BR
dc.titleA cosmopolítica da comunidade quilombola do Indaiá(MG)pt_BR
dc.title.alternativeThe cosmopolitics of the Quilombola Community of Indaiá (MG)pt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA) pt_BR
dc.publisher.initialsUFBApt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANASpt_BR
dc.contributor.advisor1Muller, Cíntia Beatriz-
dc.contributor.referee1Muller, Cíntia Beatriz-
dc.contributor.referee2Mello, Marcelo Moura-
dc.contributor.referee3Lourenço, Sônia Regina-
dc.creator.IDhttps://orcid.org/0009-0005-7888-3610pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2656168833933111pt_BR
dc.description.resumoNesta etnografia, analiso um conjunto de práticas que compõem a resistência da Comunidade Quilombola do Indaiá, localizada no Vale do Rio Doce, é uma comunidade rural, formada por vinte e quatro famílias, certificada pela Fundação Palmares em 2006. Os comunitários estabelecem uma relação de companheirismo com a natureza por meio dos processos extrativistas, da semeadura das roças, quintais e hortas, das caminhadas pela mata e do uso de plantas e ervas medicinais. Destaca-se a aliança ecológica com a Palmeira do Indaiá, que deu origem ao nome do grupo, pois o seu caule, o palmito e o fruto, o coco, serviram de alimento aos comunitários e contribuíram para a permanência dos quilombolas no território. Desde 1970, a comunidade passou a sofrer intensamente com os efeitos sociais advindos das políticas desenvolvimentistas, que no território atuam através das monoculturas de eucalipto. Nessa conjuntura, enfrentam diversos conflitos socioambientais pelos recursos naturais e pelo uso do território tradicional. Como resposta, os comunitários buscaram dar continuidade e fortalecer seu sistema de resistência elaborado desde o período da escravidão, por meio de práticas, dinâmicas e discursos, visando se defender desses ataques ontológicos. Nesse sentido, recorro ao conceito de cosmo-política, a partir de I. Stengers, para pensar esse processo de resistência. Essa abordagem compreende as inter-relações entre cosmos e política, a partir das quais se formam alianças entre humanos e não humanos, para combater a imposição das políticas hegemônicas. Assim, busco discutir que na Comunidade Quilombola do Indaiá as práticas cosmopolíticas agenciadas pelos comunitários criam um patrimônio memorial do grupo, reforçam a identidade, o parentesco, a espiritualidade, a ancestralidade, a etnicidade e promovem o pertencimento ao território através de alianças entre diversos entes, ordens e dimensões. Ao analisar essas práticas, observou-se uma rede de relações, alianças e vínculos construídos pela Comunidade Quilombola do Indaiá, ou seja, uma cosmopolítica de defesa do território.pt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)pt_BR
dc.type.degreeMestrado Acadêmicopt_BR
Aparece nas coleções:Dissertação (PPGA)

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