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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42531
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Campo DCValorIdioma
dc.creatorLopes, Maycon-
dc.date.accessioned2025-07-16T14:59:05Z-
dc.date.available2025-07-16T14:59:05Z-
dc.date.issued2025-04-11-
dc.identifier.citationLOPES, Maycon. Na trilha dos bondes: dança, ética e aprendizagem sensível entre bichas “flexíveis” do subúrbio de Salvador. 2025. 243 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) - Universidade Federal da Bahia, Salvador.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufba.br/handle/ri/42531-
dc.description.abstractThere is no single way to be a queer person on the outskirts of Salvador. However, interest in dance frequently leads working class LGBTQ youths to join together in groups (some of which are labelled “bondes”) focused on dance practices. In the broader context of amateur dance, this study considers LGBTQ+ adolescents and youths who refer to themselves as “flexibles” (“flexíveis”). If flexibility is understandably a necessary quality for a dancer, extreme bodily flexibility becomes, among these youths, a defining characteristic – of oneself and of the other. In the context in which I immersed myself, “flexibilidade” indicates a practice, which ranges from contortionist and acrobatic movements to choreographies, generally to funk. Similar to a sportsperson, perfecting their “flexibility” is a necessity. In seeking to understand what is learnt when we become “flexível”, this thesis focuses on the constitution of “flexível” individuals based on the set of practical techniques and configurations that create and transform bodies, producing sensibilities, and modulating ethical dispositions. I present an ethnography organized along the following lines of analysis: i) the relationships between people and environments; ii) the sensory and metabolic aspects that informs “flexibilidade” and its gymnastic movements; iii) as a type of “making” adjacent to learning – beyond flexible bodies – trainings also define relationships (not merely pedagogical) between people; iv) the networks of friendship and rivalries, alliances and antagonisms that infuse the phenomenon; v) the ethics and moralities developed at the heart of the practice. This set of issues lead us to certain conclusions. In a bodily culture where the movement practice can also be understood as a spatial realization, its learning is characterized at diverse levels as a primarily generative practice: in its association with care and aesthetics, this dynamic produces bodies, people, and lineages and establishes hierarchies. Maybe, however, the most original point presented in the analysis is how this ethnographic material, which ranges from an ethics grounded in embodied virtues to an ethics less concerned with moral codes than it is with material compositions, ends up rehabilitating rivalry. The “flexíveis” experience what would amount to a “becoming-sport of life” as a richly sensorial force, capable of potentializing their action in the world. In this specific regard, if the centrality of the investment in “flexibilidade” in daily life might lead us to imagine a markedly combative world, it also produces forms of resistance, kinetic practices that translate rivalry as a profoundly embodied experience. Under the mantel of a sense of self-superiority, a common gestural dynamic is established in this Afro-diasporic formatiom as an ethical and aesthetic outgrowth of bravery and resistance.pt_BR
dc.description.sponsorshipConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológicopt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal da Bahiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectCorpopt_BR
dc.subjectDançapt_BR
dc.subjectAprendizagempt_BR
dc.subjectÉticapt_BR
dc.subjectJuventude LGBTQIA+pt_BR
dc.subject.otherBodypt_BR
dc.subject.otherDancept_BR
dc.subject.otherLearningpt_BR
dc.subject.otherEthicspt_BR
dc.subject.otherLGBTQ Youthpt_BR
dc.titleNa trilha dos bondes: dança, ética e aprendizagem sensível entre bichas "flexíveis" do subúrbio de Salvadorpt_BR
dc.title.alternativeOn the trail of the "bondes": dance, ethics and sensory learning among "flexíveis" queers of suburban Salvadorpt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.contributor.refereesRabelo, Miriam Cristina Marcilio-
dc.contributor.refereesCalvo-Gonzalez, Elena-
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Ciências Sociais (PPGCS) pt_BR
dc.publisher.initialsUFBApt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIApt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA::ANTROPOLOGIA URBANApt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIApt_BR
dc.contributor.advisor1Rabelo, Miriam Cristina Marcilio-
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0002-5212-6129pt_BR
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7239267596119717pt_BR
dc.contributor.advisor2Calvo-Gonzalez-
dc.contributor.advisor-co1Calvo-Gonzalez, Elena-
dc.contributor.referee1Vianna, Hermano-
dc.contributor.referee2Souza, Iara Maria de Almeida-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/1266626414413147pt_BR
dc.contributor.referee3van de Port, Mattijs-
dc.contributor.referee4Mizrahi, Mylene-
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/4050651102536855pt_BR
dc.contributor.referee5Facchini, Regina-
dc.contributor.referee5IDhttps://orcid.org/0000-0001-9347-3963pt_BR
dc.contributor.referee5Latteshttp://lattes.cnpq.br/6504716405484255pt_BR
dc.creator.IDhttps://orcid.org/0000-0002-0081-3883pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8744259736438820pt_BR
dc.description.resumoNão existe uma única maneira de ser LGBTQIA+ na periferia. Em Salvador, no entanto, o interesse pela dança mobiliza com alguma frequência pessoas LGBTQIA+ de classe popular a compor coletivos, alguns dos quais denominados “bondes”, em torno da prática dançante. Dentro do amplo universo de dançarinos amadores, o presente estudo se endereça a adolescentes e jovens LGBTQIA+ que se designam “flexíveis”. Se a flexibilidade é, presumivelmente, qualidade necessária a um dançarino, a flexibilidade corporal extrema assume, entre esses garotos, propriedade definidora – de si como do outro. No contexto em que imergi, a “flexibilidade” é ela mesma alcunha de uma prática, que compreende a articulação de movimentos acrobáticos e contorcionistas à dança. Qual um desportista, o autoaperfeiçoamento “flexível” é um imperativo. Ao buscar compreender o que se aprende quando se torna “flexível”, esta tese tem como escopo a constituição de pessoas “flexíveis” a partir de um conjunto de técnicas e configurações práticas que criam e transformam corpos, produzem sensibilidades, modulam disposições éticas. Apresento, através de observação participante e descrições minuciosas, uma etnografia organizada pelos seguintes eixos de análise: i) as relações entre pessoas e ambientes; ii) o regime sensorial e metabólico que informa a “flexibilidade” e seus movimentos ginásticos; iii) um tipo de fazer que subjaz, outrossim, à aprendizagem – além de corpos flexíveis, os treinamentos encerram relações (aliás, não meramente didáticas) também entre pessoas; iv) os circuitos de afinidade e hostilidade, aliança e antagonismo que irrigam o fenômeno; v) a ética e moralidades elaborada no seio da prática. Esse conjunto de questões impõem certas conclusões. Em uma cultura física na qual a prática cinética pode ser entendida, também, como uma realização espacial, sua aprendizagem se caracteriza como uma prática por excelência generativa. Em diversos níveis: em uma chave que associa cuidado e estética, essa dinâmica fabrica corpos e pessoas, produz linhagens, estabelece hierarquias. Talvez, porém, o ponto mais original apresentado pela análise é como esse corpus etnográfico convoca desde uma ética radicada em virtudes incorporadas a uma ética que, preocupada menos em códigos morais do que em matéria de composição, termina por reabilitar a rivalidade. Em vez de simplesmente aniquiladora, os “flexíveis” experimentam o que derivaria em uma “esportivização da vida” como uma força, porque ricamente sensorial, passível de amplificar sua ação no mundo. Nesse particular, se a centralidade do investimento na “flexibilidade” na vida cotidiana faz imaginar um mundo notavelmente beligerante, produz similarmente formulários de resistência, performances motoras que traduzem a rivalidade como experiência profundamente incorporada. Sob o registro de um senso de superioridade de si, se estabelece nessa formação afrodiaspórica uma gramática gestual comum como elaboração ética e estética de bravura e de resistência.pt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)pt_BR
dc.type.degreeDoutoradopt_BR
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