| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.creator | Brito, Jober Pascoal Souza | - |
| dc.date.accessioned | 2025-06-03T10:28:15Z | - |
| dc.date.available | 2025-06-03T10:28:15Z | - |
| dc.date.issued | 2020-08-14 | - |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42221 | - |
| dc.description.abstract | This dissertation responds to a call from the street and the city of Salvador by presenting
themselves, recurrently in the cinematographic text, as a character and protagonist of several
plots through which black bodies, homosexuals, transvestites, the elderly, children,
prostitutes, homeless people, believers , candomblecistas, pastors vied for the right not only
to be perceived as welcomed by public and cultural spaces in the midst of what was
publicized, for some time, as a process that the city was experiencing from its
spectacularization and from what managers of the public thing they stylized - in the image and
television flavor - as works of requalification and policies of pacification. Two audiovisual
productions from Bahia seem to be symptomatic of this context and interested in embodying
the city not in the map format, that is, from above, but in a vague and errant way that
experiences it on the ground floor. These films are Cidade Baixa, released in 2005 by Sérgio
Machado, and Ó Paí, Ó (2007), by Monique Gardenberg, whose narratives invade the
Soteropolitan postcard and intimacy through clandestine ways that make us infer that, in the
dyeing of the blacker skin, in the colorful landscape of its historic buildings, in the mosaic of
stones that form its pavement, in the warm, gayish, evanescent feeling of carnival, this city
inscribes a memory that often uses forgetfulness to prevail as such. The analysis of the
feature films led us to perceive the latent difficulty of framing the characters in the urban
environment, constituting a class of people who do not fit the moral or aesthetic cognitive map
of the world and are taken as a threat to the notion of purity, of social hygiene applied to
societies. These observations brought with it the desire to investigate what is likely to be
considered as a type of micro-resistance to this process of expropriation of the urban
experience itself and, in particular, the bodily experience of the city. How does contemporary
Bahian cinema record such phenomena and what attunements could we list, between the two
films in order to narrow the dialogue with issues involving the pragmatic occupation of cities
through inventive practices of space? The conclusion we reached is that an "Other" city,
opaque, dark, and alive stands in the way of the spectacular gleam; and it is, therefore, in the
gaps, margins and deviations from the “pacified” urban universe that the “escapable” of this
disintegrating relationship makes resisting and surviving wandering and wandering as
“profanatory tactics” of space occupation, operating, in both films, a reinvention of daily life. | pt_BR |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal da Bahia | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.subject | Cidade Baixa | pt_BR |
| dc.subject | Ó Paí, Ó | pt_BR |
| dc.subject | Cidade | pt_BR |
| dc.subject | Cinema Baiano | pt_BR |
| dc.subject | Corpografias | pt_BR |
| dc.subject | Cinema - Bahia | pt_BR |
| dc.subject | Cinema - Aspectos sociais | pt_BR |
| dc.subject | Cidades e vilas no cinema | pt_BR |
| dc.subject | Exclusão social na arte | pt_BR |
| dc.subject | Cidade Baixa (Filme) | pt_BR |
| dc.subject | Ó Paí, Ó (Filme) | pt_BR |
| dc.subject | Cidades e vilas - Aspectos sociais | pt_BR |
| dc.subject.other | Cidade Baixa | pt_BR |
| dc.subject.other | Ó Paí, Ó | pt_BR |
| dc.subject.other | City | pt_BR |
| dc.subject.other | Bahian cinema | pt_BR |
| dc.subject.other | Corporal expression | pt_BR |
| dc.title | O corpo como tela, a cidade como arena: as vias do corpo nos filmes Cidade Baixa (2005) e Ó Paí, Ó (2007) | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.publisher.program | Pós-Graduação em Literatura e Cultura (PPGLITCULT) | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFBA | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES | pt_BR |
| dc.contributor.advisor1 | Cruz, Décio Torres | - |
| dc.contributor.referee1 | Cruz, Décio Torres | - |
| dc.contributor.referee2 | Santos, Lívia Maria Natália de Souza | - |
| dc.contributor.referee3 | Vieira, Nancy Rita Ferreira | - |
| dc.contributor.referee4 | Souza e Silva, Regina Lucia Gomes | - |
| dc.contributor.referee5 | Novaes, Claudio Cledson | - |
| dc.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/7650708822047934 | pt_BR |
| dc.description.resumo | Este trabalho atende a um chamado da rua e da cidade de Salvador ao se apresentarem,
recorrentemente no texto cinematográfico, como personagem e protagonista de diversas
tramas mediante as quais corpos negros, homossexuais, travestis, idosos, crianças,
prostitutas, moradores de rua, crentes, candomblecistas, pastores disputavam o direito de,
não só, serem percebidos como acolhidos pelos espaços públicos e culturais em meio ao que
se divulgava, já há um tempo, como um processo que a cidade vivenciava a partir de sua
espetacularização e daquilo que os gerentes da coisa pública estilizaram – ao sabor
imagético e televisivo – como obras de requalificação e políticas de pacificação. Duas
produções audiovisuais baianas parecem sintomáticas desse contexto e interessadas em
“corpografar” a cidade não no formato mapa, ou seja, de cima, mas que a experimenta, de
forma vagabunda e errante, ao rés do chão. Esses filmes são Cidade Baixa, lançado em
2005 por Sérgio Machado, e Ó Paí, Ó, de Monique Gardenberg, de 2007 cujas narrativas
invadem o cartão-postal e a intimidade soteropolitanas por vias clandestinas que nos fazem
intuir que, na tintura da pele mais preta, na paisagem “coloresca” de suas edificações
históricas, no mosaico de pedras que forma seu calçamento, na sensação calorenta,
“viadesca”, evanescente do carnaval, essa cidade inscreve uma memória que se vale,
muitas vezes, do esquecimento para se prevalecer como tal. A análise dos longas metragens nos levou a perceber a latente dificuldade de enquadramento dos personagens
no ambiente urbano, constituindo uma classe de pessoas que não se encaixam no mapa
cognitivo moral ou estético do mundo e são tomados como uma ameaça para a noção de
pureza, de higiene social aplicada às sociedades. Essas observações trouxeram no seu bojo
o desejo de investigar o que é passível a se considerar como um tipo de “microrresistência”
a esse processo de expropriação da própria experiência urbana e, em particular, a
experiência corporal da cidade. De que forma o cinema baiano contemporâneo registra tais
fenômenos e quais sintonias poderíamos elencar, entre as duas obras fílmicas, de modo a
estreitar o diálogo com questões que envolvem a pragmática ocupação das cidades através
de práticas inventivas do espaço? A conclusão a qual chegamos é que uma “Outra” cidade,
opaca, escura, viva se interpõe ao luzidio espetacular; e é, assim, nas brechas, margens e
desvios do universo urbano “pacificado” que o “escapável” desta relação desagregadora faz
resistir e sobreviver a vagabundagem e a errância como “táticas profanatórias” de ocupação
do espaço, operando, nos dois filmes, uma reinvenção do cotidiano. | pt_BR |
| dc.publisher.department | Instituto de Letras | pt_BR |
| dc.type.degree | Doutorado | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Tese (PPGLITCULT)
|