| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.creator | Cordeiro, Mirza de Carvalho Santana, | - |
| dc.date.accessioned | 2025-04-04T02:33:45Z | - |
| dc.date.available | 2025-04-04T02:33:45Z | - |
| dc.date.issued | 2024-12-17 | - |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41693 | - |
| dc.description.abstract | Rabies is a lethal zoonosis with global relevance due to its impact on public health and the economy,
particularly in developing countries. Caused by the Rabies lyssavirus, from the Rhabdoviridae
family, it is primarily transmitted through the saliva of infected mammals, such as dogs, cats, and
bats. In Brazil, despite a significant reduction in human rabies cases attributed to the control of dogs
and cats, sylvatic rabies, particularly involving bats, has become an emerging concern. This scenario
reflects ecological and socioeconomic changes, including deforestation, urbanization, and
agricultural expansion, which increase interactions among humans, domestic animals, and wildlife.
The thesis is structured with a literature review covering various aspects of rabies etiology and
epidemiology, followed by two original chapters. In the first chapter, bovine rabies was analyzed as
a fatal zoonosis with significant economic and public health impacts. This study investigated the
incidence of bovine rabies in Bahia from 2006 to 2022, assessing the influence of socio environmental factors such as the Social Vulnerability Index (SVI), Environmental Degradation
Index (EDI), land use and land cover, and climatic variables. Using statistical models, including
GAM and GLMM, and spatial analyses (LISA), heterogeneous distribution patterns were identified,
with higher incidence in environmentally degraded regions and lower incidence in areas with greater
forest and pasture coverage. The findings highlight the importance of sustainable agricultural
practices, epidemiological surveillance, and environmental restoration for disease control. This
chapter concludes that integrating environmental and socioeconomic factors is essential for the
effective management of bovine rabies. In the second chapter, an outbreak of rabies in bats in Feira
de Santana, Bahia, between 2023 and 2024, was investigated, focusing on non-hematophagous bats.
A total of 213 bats collected from 2017 to 2024 were analyzed, with 23 positive samples (10.8%;
95% CI: 6.97\u201315.76). Most cases (91.3%) occurred in 2023\u20132024, with the species
Mollossus mollossus representing 25.9% of positive cases. Spatiotemporal analysis identified
significant clustering patterns, and Random Forest models highlighted climatic variables
(precipitation and wind) and land use (water coverage) as predictors of positivity. The Social
Vulnerability Index (SVI) was associated with cases in urban areas. The findings emphasize the
impact of environmental changes and social inequalities on rabies dynamics, underscoring the need
for integrated strategies in public health management and environmental conservation. The general
conclusion of the thesis reinforces that rabies in Bahia reflects a complex interaction of ecological,
social, and economic factors. Human-driven environmental changes, such as deforestation and
agricultural intensification, play a central role in disease dynamics, while social inequalities limit
access to healthcare and prophylaxis. The study highlights the importance of integrating
epidemiological surveillance, health education, and environmental conservation to mitigate the risks
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associated with rabies. Furthermore, it recommends developing predictive models incorporating
environmental and socioeconomic variables to support effective public policies. Based on the
findings, strengthening surveillance actions, including bat monitoring and expanding herbivore
vaccination in high-risk areas, is imperative. Additionally, intersectoral coordination involving
public health, agriculture, and environmental sectors is necessary to build an integrated strategy for
rabies control within the One Health framework. This work contributes to understanding rabies as a
multifactorial disease and to formulating preventive actions based on scientific evidence. | pt_BR |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal da Bahia | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.subject | Raiva | pt_BR |
| dc.subject | Bovino | pt_BR |
| dc.subject | Quirópteros | pt_BR |
| dc.subject | Epidemiologia | pt_BR |
| dc.subject | Uso e cobertura da terra | pt_BR |
| dc.subject | Alterações climáticas | pt_BR |
| dc.subject | Medicina veterinária | pt_BR |
| dc.subject | Zoonoses | pt_BR |
| dc.subject | Animais como transmissores de doenças | pt_BR |
| dc.subject | Doenças transmissíveis - Epidemiologia | pt_BR |
| dc.subject | Doenças - Cauas | pt_BR |
| dc.subject | Hidrocefalia - Bahia | pt_BR |
| dc.subject.other | Rabies | pt_BR |
| dc.subject.other | Bovine | pt_BR |
| dc.subject.other | Epidemiology | pt_BR |
| dc.subject.other | Land Use | pt_BR |
| dc.subject.other | Climate Changes | pt_BR |
| dc.title | Modelagem espaço-temporal da raiva em herbívoros e animais selvagens no estado da Bahia | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos (PPGCAT) | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFBA | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS | pt_BR |
| dc.contributor.advisor1 | Silva, Aristeu Vieira da | - |
| dc.contributor.referee1 | Silva, Aristeu Vieira da | - |
| dc.contributor.referee2 | Langoni, Helio | - |
| dc.contributor.referee3 | Pettan, Klaisy Christina Batista, | - |
| dc.contributor.referee4 | Uzêda, Rosângela Soares, | - |
| dc.contributor.referee5 | Silva, Rodrigo Costa da | - |
| dc.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/8882868472810471 | pt_BR |
| dc.description.resumo | A raiva é uma zoonose letal que apresenta relevância global devido aos seus impactos à saúde
pública e à economia, especialmente em países em desenvolvimento. Causada pelo vírus Rabies
lyssavirus, da família Rhabdoviridae, é transmitida principalmente pela saliva de mamíferos
infectados, como cães, gatos e morcegos. No Brasil, apesar da significativa redução de casos de
raiva humana atribuída ao controle de cães e gatos, a raiva no ciclo silvestre, especialmente
envolvendo morcegos, tornou-se uma preocupação emergente. Este cenário reflete mudanças
ecológicas e socioeconômicas, incluindo desmatamento, urbanização e expansão agropecuária, que
aumentam a interação entre humanos, animais domésticos e fauna silvestre. A tese foi estruturada
em uma revisão bibliográfica sobre diversos aspectos da etiologia e epidemiologia da raiva,
seguindo-se dois capítulos originais. No primeiro capítulo, a raiva bovina foi analisada como uma
zoonose fatal, com impactos econômicos e de saúde pública significativos. Este estudo investigou
a incidência de raiva bovina na Bahia entre 2006 e 2022, avaliando a influência de fatores
socioambientais, como índice de vulnerabilidade social (IVS), degradação ambiental (IDA), uso e
cobertura da terra, e variáveis climáticas. Utilizando modelos estatísticos, incluindo GAM e
GLMM, e análises espaciais (LISA), foram identificados padrões heterogêneos de distribuição,
com maior incidência em regiões ambientalmente degradadas e menor em áreas com maior
cobertura florestal e pastagens. Os resultados destacam a importância de práticas agrícolas
sustentáveis, vigilância epidemiológica e recuperação ambiental para o controle da doença. Este
capítulo conclui que a integração de fatores ambientais e socioeconômicos é essencial para o
manejo eficaz da raiva bovina. No segundo capítulo, um surto de raiva em quirópteros em Feira
de Santana, Bahia, entre 2023 e 2024, foi investigado com foco em morcegos não hematófagos.
Foram analisados 213 morcegos coletados entre 2017 e 2024, com 23 amostras positivas (10,8%;
IC95%: 6,97–15,76). A maioria dos casos (91,3%) ocorreu em 2023-2024, destacando-se a espécie
Mollossus mollossus, acometida em 25,9% dos casos. A análise espaço-temporal identificou
padrões de aglomeração significativos, e modelos Random Forest destacaram variáveis climáticas
(precipitação e vento) e de uso do solo (cobertura de água) como preditoras de positividade. O
índice de vulnerabilidade social (IVS) foi associado a casos em áreas urbanas. Os achados reforçam
o impacto de mudanças ambientais e desigualdades sociais na dinâmica da raiva, destacando a
necessidade de estratégias integradas para manejo da saúde pública e conservação ambiental. A
conclusão geral da tese reforça que a raiva na Bahia reflete uma interação complexa entre fatores
ecológicos, sociais e econômicos. As alterações ambientais impulsionadas pela ação humana, como
desmatamento e intensificação agropecuária, desempenham papel central na dinâmica da doença,
enquanto desigualdades sociais limitam o acesso à saúde e à profilaxia. O estudo destaca a
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importância de integrar a vigilância epidemiológica, a educação em saúde e a conservação
ambiental para mitigar os riscos associados à raiva. Ademais, recomenda-se o desenvolvimento de
modelos preditivos que incorporem variáveis ambientais e socioeconômicas para subsidiar
políticas públicas eficazes. Com base nos achados, é imprescindível fortalecer as ações de
vigilância, incluindo o monitoramento de morcegos e a ampliação da vacinação de herbívoros em
áreas de risco. Além disso, é necessária uma articulação intersetorial que envolva saúde pública,
agricultura e meio ambiente, visando à construção de uma estratégia integrada para o controle da
raiva no contexto da Saúde Única. Este trabalho contribui para o entendimento da raiva como uma
doença de importância multifatorial e para a formulação de ações preventivas baseadas em
evidências científicas. | pt_BR |
| dc.publisher.department | Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia | pt_BR |
| dc.type.degree | Doutorado | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Tese (PPGCAT)
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